quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Com quebra de safra, EUA ampliam a importação de milho brasileiro


Sem milho, devido à forte quebra de safra, os Estados Unidos se socorrem da produção brasileira.

Um estranho nas importações de milho no país -já que são o principal produtor mundial-, os norte-americanos foram o quinto maior comprador do cereal brasileiro no mês passado.
Os EUA, que começaram as compras após a certeza dos estragos da seca por lá, tiveram maior presença no mercado brasileiro no mês passado, quando adquiriram 216,5 mil toneladas.

As importações dos dez primeiros meses somam 323,1 mil toneladas, conforme dados da Secex (Secretaria de Comércio Exterior), do Ministério do Desenvolvimento.

O líder nas compras de produto brasileiro, no entanto, continua sendo o Irã, que levou 770 mil toneladas no mês passado. Com isso, o país persa já levou 2,1 milhões de toneladas do produto brasileiro de janeiro a outubro. Todos os países que tradicionalmente importam milho do Brasil elevaram em muito as compras neste ano. O Irã, por exemplo, comprou 37% mais até outubro ante igual período do ano passado.

Coreia do Sul, a segunda colocada no ranking das importações, já retirou 1,7 milhão de toneladas de milho do Brasil neste ano, um volume 1.524% maior do que o de igual período de 2011.

A boa safra de milho do Brasil deu um pouco mais de tranquilidade ao mercado externo. As exportações nacionais, que já somam 13 milhões de toneladas, poderão chegar a 16 milhões neste ano. Além dos tradicionais importadores, como Irã, Taiwan e Japão, o milho brasileiro atraiu também China e Cuba neste ano.  
Fonte: Folha de São Paulo / Por: MAURO ZAFALON 

Imagem: Site AGrocim

JBS reverte perda e lucra R$ 367 milhões no 3º tri

A JBS, maior empresa de proteína animal do mundo, registrou lucro líquido (atribuído aos acionistas da empresa controladora) de R$ 366,9 milhões no terceiro trimestre deste ano, revertendo, assim, o prejuízo de R$ 67,5 milhões observado no mesmo período do ano passado. No segundo trimestre, a processadora de carnes havia registrado um lucro de R$ 169,5 milhões.

Entre os meses de julho e setembro, o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) somou R$ 1,38 bilhão, aumento de 75,2% sobre os R$ 786,8 milhões no mesmo período de 2011. Assim, a margem Ebitda passou de 5,1% para 7,1% na mesma comparação.

Já a receita líquida da JBS atingiu R$ 19,37 bilhões no terceiro trimestre, um crescimento de 24,4% sobre os R$ 15,57 bilhões entre julho e setembro de 2011.

A companhia amargou, entretanto, prejuízo financeiro de R$ 418,7 milhões no terceiro trimestre, ante uma perda de R$ 519,54 milhões no mesmo intervalo do ano passado. Entre julho e setembro, a empresa sofreu uma perda líquida de R$ 85,4 milhões com a variação do câmbio e de R$ 16,6 milhões com derivativos.

A empresa encerrou o terceiro trimestre com dívida líquida de R$ 15,243 bilhões, uma retração de 0,2% em relação aos R$ 15,276 bilhões apurados no trimestre imediatamente anterior. O índice de alavancagem da companhia (medido pela relação entre dívida líquida e Ebitda) recuou de 4,27 vezes para 3,68 vezes na comparação.

A JBS fechou o trimestre com R$ 5,04 bilhões em caixa, queda de 7,9% sobre os R$ 5,475 bilhões do fim do trimestre anterior. Os recursos são insuficientes para cobrir a dívida de curto prazo (vencimento em até 12 meses) da empresa, que somavam R$ 5,5 bilhões ao fim de setembro.

A empresa destacou, em comunicado, sua recente entrada no mercado canadense de carne bovina, por meio do acordo para administrar e operar ativos da XL Foods no país e a assinatura de compromisso para adquirir a avícola catarinense Agrovêneto.

Fonte: Jornal Valor Econômico/Por Luiz Henrique Mendes e Gerson Freitas Jr. De São Paulo 

Imagem: Brasfood


Inflação agropecuária registra deflação no atacado


A inflação agropecuária continua perdendo força no atacado. Os preços dos produtos agrícolas atacadistas apresentaram deflação de 1,10% em novembro, uma desaceleração em comparação com a alta de 0,53% apurada em outubro, no âmbito do IGP-10. A informação foi divulgada hoje pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). A instituição informou ainda que os preços dos produtos industriais no atacado também desaceleraram e tiveram queda de 0,35% este mês, após elevação de 0,34% em outubro. 

O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPA-10) caiu 0,57% neste mês, influenciado, principalmente, pela retração dos preços dos produtos agrícolas. As principais contribuições negativas partiram da soja em grão, cuja taxa passou de -2,52% em outubro para -5,94% em novembro; do minério de ferro (de -5,72% para -4,96%) e do farelo de soja (de -3,68% para -6,90%). 
 
Na contramão da soja, que apresentou deflação de 5,94% em novembro, alguns produtos agropecuários já demonstram aceleração de preços no atacado, revelou o Índice Geral de Preços - 10, da FGV). Os preços do milho em grão variaram 1,72% neste mês, após registrarem queda de 4,93% em outubro. Na mesma linha, os suínos passaram de -1,01% para 8,56%.
 
O economista do Instituto Brasileiro de Economia da FGV (Ibre/FGV) Salomão Quadros destaca que, "os motivos que provocaram o choque de oferta de alguns agropecuários em meses passados já foram absorvidos e explicam a aceleração de preços de milho e suínos". 
 
No varejo, no entanto, o cenário é ainda de desaceleração de preços dos alimentos, como consequência de quedas registradas no atacado anteriormente. O Índice de Preços ao Consumidor - 10 (IPC-10) passou de 0,57%, em outubro, para 0,36%, em novembro. Particularmente os preços dos alimentos avançaram 0,30% em novembro, após apresentarem alta de 1,13% no mês anterior.
 
Entre os alimentos, foram destaque as variações de preços das carnes bovinas (de 3,55% para -0,14%), hortaliças e legumes (de -5,67% para -9,91%) e alimentos prontos congelados (de 4,39% para 0,28%). Em 12 meses, o IPC-10 está em 5,73% e deve chegar até o fim do ano na faixa de 5,5%, projeta o economista do Ibre/FGV. 
 
"A inflação não fechará o ano no centro da meta. É um resultado razoável. Neste ano, a inflação no varejo começou desacelerando mais do que se imaginava. Depois, no segundo semestre assustou, por pressão dos alimentos. A pressão está se desfazendo, mas não vejo indicação que voltará ao processo de desaceleração do início do ano", destacou Quadros. O economista espera que, sem a pressão dos alimentos neste fim de ano, o destaque passará a ser a inflação dos serviços. 
 Fonte: FGV com informações da Agência Estado.



Estados do nordeste definem estratégias para segunda etapa de vacinação contra aftosa


Flexibilização não afetará o processo de reconhecimento da região como zona livre da febre com vacinação em 2013

Os Serviços de Veterinários Oficiais (SVOs) da Paraíba e Piauí suspenderam, até o final de dezembro, a segunda etapa de vacinação de bovinos e bubalinos contra febre aftosa. A decisão foi tomada com base em Nota Técnica (NT) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), que flexibilizou o calendário de vacinação nos estados do Nordeste com áreas muito afetadas pela forte seca. No início de janeiro, será reavaliada a situação nesses dois estados e definida a estratégia a ser adotada.

Os municípios do agreste e sertão pernambucanos também terão a vacinação interrompida até dezembro e deverão comunicar ao Mapa, em janeiro, nova análise da situação. Já na região da zona da mata, os animais serão vacinados durante este mês de novembro, seguindo calendário oficial.

De acordo com o diretor do Departamento de Saúde Animal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (DSA/Mapa), Guilherme Marques, a flexibilização da segunda etapa da vacinação para o Nordeste não afetará o processo de reconhecimento da região como zona livre da febre aftosa com vacinação em 2013.

Alagoas, Ceará, Maranhão, Sergipe e Bahia mantiveram o calendário oficial da segunda etapa de vacinação contra febre aftosa e vão vacinar os animais durante todo o mês de novembro. Já os municípios baianos mais atingidos pela estiagem serão monitorados semanalmente pela Agência Estadual de Defesa Agropecuária da Bahia, a fim de avaliar a necessidade de prorrogação da etapa.

No Rio Grande do Norte, a vacinação foi estendida até o final de dezembro, para garantir tempo hábil para que todos os produtores possam vacinar seus animais de forma segura.

Flexibilização
Devido à seca mais intensa que assola o nordeste, o Mapa prevê, de forma excepcional, a prorrogação da vacinação por até 30 dias, de acordo com a necessidade, ou a suspensão temporária da aplicação da vacina, nos municípios em situação de emergência decretada. Neste caso, os SVOs ficam obrigados a enviarem nova análise da situação para apreciação do Departamento de Saúde Animal até 15 de janeiro de 2013. Fonte: Ministério da Agricultura Pecuária e Bastecimento.


Imagem: sertão pernambucano


Mais detalhes sobre vacinação: http://www.agricultura.gov.br/animal/sanidade-animal/programas/febreaftosa 

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Presidente da BRF afirma que carne não concorrerá com aves nas festas do final do ano



Ao contrário do que as empresas de alimentos mais expostas à carne bovina têm dito, o presidente da BRF, José Antonio do Prado Fay, afirmou que a proteína não será concorrente das aves nas comemorações de final de ano. "Primeiro, porque há uma questão cultural de se ter uma ave na ceia de Natal. E outro, porque os preços das aves não estão tão alterados assim como se fala. 

A tendência para esse final de ano é que a carne bovina suba de preço e as aves fiquem relativamente estáveis. Portanto, não vejo uma migração de aves para bovinos", declarou o executivo, há pouco, em coletiva de imprensa após a reunião Apimec com investidores e analistas.

Ele também disse que, na verdade, o consumo de carne bovina será maior nesse final de ano, porque tanto o Natal quanto o Ano Novo terão um final de semana antes. No ano passado, os dois eventos ocorreram no final de semana. "Também seremos beneficiados se houver uma demanda maior por bovinos. Temos a linha Na Brasa, que tem vários cortes bovinos, frangos e suínos. A carne bovina não será uma concorrente e sim mais uma participante", afirmou. O carro-chefe da companhia continuará sendo a ave Chester, da Perdigão, que, segundo Fay, vende mais do que o peru, ao mesmo tempo que a ave Supreme, da Sadia, vai compensar a falta do Fiesta, transferido à Marfrig na troca de ativos. "Mas o peru Sadia é também muito vendido nessa época", ressaltou.

Preços

Com relação aos reajustes de preços finais dos itens para compensar o efeito do alto custo de produção, Fay disse que estão em linha com o que ele havia falado na ocasião dos resultados do segundo trimestre: aumento médio de 10% em todo o segundo semestre. "No terceiro trimestre, houve um aumento médio de 5,1% e o restante vai ser realizado no quarto trimestre", informou. Para ele, a inflação dos alimentos é uma realidade global e pode ficar mais evidente se houve mais quedas das próximas safras de grãos.

Aquisições e concorrência

O presidente da BRF reiterou que a companhia continuará com plano de internacionalização, que pode ser ou via aquisições ou parcerias como as efetuadas até agora (joint venture na China; sócio na Argentina, após a aquisição da Avex, Dánica e Quickfood; parceria com a Federal Foods no Oriente Médio). "Temos uma visão muito flexível para entrar nos mercados-alvo, principalmente nas parcerias. E estamos olhando oportunidades de aquisição - temos uma área voltada somente para isso -, mas elas precisam agregar valor ou em marca ou em distribuição. Gestão ajuda também, mas essas duas características sã prioridades", declarou.

No Brasil, Fay disse que por conta das restrições da fusão impostas pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) - das 60 categorias nas quais a empresa está presente, 14 estão em restrições -, não estão "olhando nada.". "Pode até surgir alguma em lácteos, especificamente queijos. E a operação de bovinos é muito mais voltada para o oferecimento de matéria-prima do que para o processamento em si", explicou. Especificamente de lácteos, a BRF quer crescer em queijos e refrigerados e rentabilizar melhor UHT e leite em pó.

"Achamos que a grande estratégia de lácteos é em distribuição. Por isso chamamos o vice-presidente de supply chain, Luiz Henrique Lissoni, para acumular a função de vice-presidente de lácteos", ressaltou.

Questionado sobre o avanço do Grupo JBS em aves o País, Fay disse que a empresa é "bem-vinda" no setor. "Temos estratégias diferentes das da JBS, principalmente no Brasil. A nossa é de ter marca e distribuição, não trabalhamos nas vendas da commodity. Eles estão aproveitando as oportunidades dentro da estratégia deles e com foco em itens mais básicos, commoditizados", disse. Fonte: Agência Estado.

CEO da Brasil Foods abre o pregão da Bolsa de NY. Imagem: Forbes

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Oferta enxuta de boiadas e escalas apertadas


Segundo o levantamento da Scot Consultoria, nesta última sexta-feira (9/11), em São Paulo, a referência para o boi gordo fechou em R$98,50/@, à vista, e R$100,00/@, a prazo.

O aumento das ofertas de balcão na última semana deu fôlego a algumas escalas de abate. Isto explica o fato de algumas indústrias ficarem fora das compras.

As programações de abate no estado atendem, em média, a quatro dias úteis.

A pressão compradora no Triângulo Mineiro deu margem para valorização de 1,1% nos últimos sete dias. Nesta região, a arroba do animal terminado tem sido negociada por R$94,00, à vista.

No mercado atacadista de carne com osso, as cotações estão estáveis. Com a melhora na movimentação, a especulação tem sido grande nos últimos dias.

O boi casado de animais castrados é negociado por R$6,44/kg.

por Douglas Coelho/ Scot Consultoria 


Exportações do agronegócio atingem índice histórico para mês de outubro


Entre janeiro e outubro de 2012 as exportações brasileiras do agronegócio somaram US$ 80,88 bilhões, o que representou incremento de 1,8% em relação à igual período do ano anterior. Em outubro, as exportações atingiram a cifra recorde de US$ 9,64 bilhões para o mês, o que correspondeu a uma expansão de 11,8% em relação ao mesmo mês de 2011. As informações são da Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), a partir dos dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic).


O principal setor exportador do mês foi o sucroalcooleiro, com embarques de US$ 2,34 bilhões. A quantidade exportada de açúcar subiu de 2,51 milhões de toneladas em outubro de 2011 para 3,93 no mesmo mês deste ano – alta de 56,5%.


No acumulado dos dez primeiros meses do ano, o principal setor em termos de valor exportado foi o complexo soja, com US$ 24,65 bilhões, o que representou crescimento de 15,1% em comparação ao mesmo período de 2011. O setor foi o que mais contribuiu para a expansão de US$ 1,40 bilhão das exportações do agronegócio, na medida em que aumentou US$ 3,23 bilhões em relação a janeiro e outubro de 2011.

Em seguida, no acumulado do ano, as carnes se destacam com vendas externas e somaram US$ 12,98 bilhões. Em relação ao período de janeiro a outubro de 2011, o valor permaneceu estável (0,1%) em função da ampliação na quantidade embarcada (+4,7%). A carne de frango foi o produto que mais se destacou nesse setor, com US$ 5,92 bilhões (3,12 milhões de toneladas). As exportações de carne bovina, por sua vez, somaram US$ 4,75 bilhões no período ou 1,02 milhão de toneladas, enquanto a carne suína alcançou US$ 1,25 bilhão (485,75 mil toneladas).

As exportações de milho, principal produto do setor de cereais, alcançaram US$ 3,44 bilhões ou 13,07 milhões de toneladas, ultrapassando o recorde histórico anual que havia sido alcançado em 2007 (10,91 milhões de toneladas).

De acordo com o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Mendes Ribeiro Filho, as exportações de milho devem ficar em torno de 20 milhões de toneladas ao final de 2012. "Contudo, mesmo que o país exporte essa quantidade de milho, a safra em 2012 foi recorde de 72,7 milhões de toneladas. Os estoques de passagem devem ficar em torno de 8 milhões de toneladas, suplantando os 5,9 milhões de toneladas de estoques finais obtidos em 2011", destacou.

As vendas para a União Europeia alcançaram US$ 18,73 bilhões entre janeiro e outubro de 2012, responsáveis por 23,2% das vendas externas brasileiras de produtos do agronegócio. Entre os países, a China continua sendo o principal destino desses produtos, comprando US$ 16,99 bilhões. Em seguida, vem Estados Unidos (US$ 5,62 bilhões), Países Baixos (US$ 4,88 bilhões) e Japão (US$ 2,62 bilhões).


OCDE estima crescimento econômico para o Brasil


 O crescimento econômico deverá se estabilizar nos próximos meses em muitos países de fora da zona do euro, que parece inclinada a um crescimento mais fraco, segundo dados da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE). Brasil e Reino Unido continuam sendo exceções, já que a estimativa da OCDE para essas economias é de aceleração.

O indicador antecedente de atividade econômica dos 34 países membros da OCDE permaneceu inalterado em 100,2 em setembro, pelo terceiro mês seguido, em um sinal de "estabilização do crescimento". O dado tem como objetivo fornecer sinais antecipados sobre futuros pontos de viragem na atividade econômica e é baseado em uma série de informações econômicas historicamente confiáveis.

EUA, Canadá e China deverão ter expansão estável, de acordo com a OCDE. O indicador antecedente dos EUA passou de 100,8 em agosto para 100,9 em setembro; o do Canadá permaneceu em 99,7; e o da China continuou em 99,4. Brasil viu seu indicador subir de 99,4 para 99,5, enquanto Reino Unido passou de 100,1 para 100,2.

Os indicadores de Alemanha e França caíram novamente, de 99,0 para 98,7 e de 99,6 para 99,5, respectivamente. A zona do euro, cujo indicador seguiu em 99,4, parece estar crescendo apenas lentamente, segundo a OCDE. As informações são da Dow Jones e Agência Estado.

imagem : Economia Brasil