terça-feira, 17 de setembro de 2013

Carne bovina fatura US$ 4,1 bi com exportações até agosto de 2013

O Brasil vem mantendo crescimento sustentado na exportação de carne bovina, segundo a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec). Em volume, os resultados registraram um crescimento de 20,57%, subindo de 783 mil toneladas de janeiro a agosto do ano passado para 944 mil toneladas no mesmo período de 2013, alcançando a marca de US$ 4,168 bilhões em faturamento, número 14,12% superior ao de 2012 (US$ 3,653 bilhões). 

“Nos últimos meses, percebemos forte recuperação da competitividade brasileira com a abertura de novos mercados, a modernização das tecnologias no campo, especialmente na logística de embarque da carne, aumentando, assim, a produtividade. Tudo isso nos leva a crer em fechar o ano com um faturamento superior a US$ 6 bilhões na exportação de carne bovina”, analisa o presidente da ABIEC, Antônio Jorge Camardelli. 

Em agosto, a Rússia liderou o ranking de compradores internacionais da carne bovina brasileira em volume: foram 32 mil toneladas embarcadas, ultrapassando Hong Kong que atingiu 29 mil toneladas. 

Posição                    País                  Faturamento US$            Volume (toneladas)
1                            RUSSIA                121.101.520,04                   32.142,45
2                           HONG KONG          117.581.054,94                     29.359,20
3                         UNIÃO EUROPEIA        82.558.063,22                    12.785,82

Já as exportações para a Ásia cresceram 67,2%, subindo de 153 mil toneladas de janeiro a agosto de 2012 para 255,9 mil toneladas no mesmo período deste ano. Neste ranking, Hong Kong mantém a liderança com 70,75% de crescimento, com 239 mil toneladas vendidas.     

A carne in natura continua sendo a categoria mais desejada pelos importadores, totalizando faturamento de US$ 3,3 bilhões e volume exportado de 738 mil toneladas (jan-ago/2013). 

Imagem: MAPA

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Paraná negocia fim de embargo russo


O secretário da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, Norberto Ortigara, viajou à Rússia para participar da 22ª Worldfood Moscou, feira de alimentos realizada na capital do país, e vai retomar o contato com as autoridades locais para tentar retirar o embargo à exportação de carnes paranaenses. 

As restrições da Rússia às carnes do Paraná começou em junho de 2011. O embargo atinge também Mato Grosso e Rio Grande do Sul.


Carne bovina enfrenta desafios nos EUA

O atual ambiente operacional desafiador para as companhias processadoras de carne bovina dos EUA deve continuar pelos próximos dois anos pelo menos, enquanto o ciclo favorável no Brasil pode ter atingido seu pico, segundo relatório da Moody's Investors Service. Intitulado "Setor de carne bovina nos EUA vive queda acentuada, enquanto o Brasil atinge seu auge", o relatório diz que o desempenho das duas maiores processadoras de carne bovina do mundo terá diferenças marcantes no decorrer do próximo ano.

"Os processadores de carne bovina dos EUA estão atualmente enfrentando desafios por conta dos preços altos, menores volumes e volatilidade dos preços da ração", afirma Brian Weddington, vice-presidente sênior de crédito da Moody's. "Esperamos que o desempenho dos ganhos das empresas em 2013 e 2014 seja o pior em uma década".

Por outro lado, os produtores de carne bovina do Brasil se beneficiam da oferta maior de bovinos, o que tem mantido os preços em queda e os ganhos das empresas, elevados, diz o relatório. Mas há sinais de que as condições favoráveis já podem ter alcançado seu pico. "Enquanto os processadores brasileiros devem continuar lucrativos, suas margens Ebitda podem se deteriorar no próximo ano em função, em parte, dos altos custos relacionados à recente expansão da capacidade e à expectativa de que não haja mais quedas nos preços do gado bovino", diz Marianna Waltz, diretora associada.

Conforme a Moody's, os pecuaristas brasileiros têm vantagens competitivas em relação a seus concorrentes americanos. A razão é que os rebanhos são alimentados a pasto, o que significa menos volatilidade de custos e oferta mais estável. Já a indústria americana depende de insumos mais caros e voláteis, como milho e soja, o que contribui para uma oferta mais instável de bovinos.

Entre as empresas, diz a Moody's, a Minerva Foods, que é a maior beneficiada por esse cenário, também pode ser afetada quando o ciclo favorável da pecuária bovina brasileira mudar. Diferentemente de concorrentes como JBS e Marfrig, a Minerva adotou como estratégia não diversificar a produção, restringindo suas operações à produção de carne bovina na América do Sul.

Segundo a Moody's, empresas de portfólio mais diversificado como JBS e a americana Tyson provavelmente verão os lucros da operação de bovinos nos EUA declinarem. Mas os negócios em outras proteínas devem ter bons resultados e compensar esse declínio.


sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Contagem regressiva para Expoinel 2013 ! Não fique de fora. Participe!

A Expoinel 2013 – 42º Exposição Internacional do Nelore, acontece de 19 a 29 de setembro, no Parque Fernando Costa, em Uberaba – MG com a expectativa que neste ano passe pela disputada pista de julgamentos mais de 1000 animais, de aproximadamente 100 expositores. Além do calendário de leilões repleto de grandes oportunidades e da expectativa pelos resultados que definem os campeões nacionais e estaduais de raça, esta edição também será marcada pela exposição simultânea da raça Brahman.

Durante a exposição o público vai poder conferir estandes de vendas de produtos para a agropecuária como cochos, balanças, currais, marcas, cabrestos, selaria, sêmen, rações, empresas especializadas em prestação de serviços de FIV, laboratórios de biotecnologia,  marcadores moleculares e de diagnósticos de doenças infecciosas por teste de paternidade (DNA), clonagem, nutrição, saúde animal, além de participar de programas especiais como workshop de fotografia e pelo segundo ano consecutivo a Expoinel receberá leilão de Cavalo Mangalarga Marchador.

A mostra reúne, em um mesmo ambiente, os maiores criadores e empresários do setor agropecuário e se destaca por finalizar o ano-calendário de exposições do Ranking Nacional e dos Rankings Regionais Nelore, trazendo a público os nomes dos grandes campeões da raça. Este ano a pista do Parque Fernando Costa será divida em três partes com três julgamentos simultâneos em alguns dias do evento, sendo uma parte para Nelore, outra para Nelore Mocho e Brahman.

Os julgamentos da raça Nelore começam dia 22 de setembro, Nelore Mocho em 27 de setembro e se estendem até o dia 29, quando acontecem os Grandes Campeonatos.  Os julgamentos da Raça Brahman começam dia 26 de setembro e vão até o dia 29. As inscrições ainda estão abertas e foram prorrogadas para o dia 20 de setembro.

Para a raça Nelore que representa 80% do rebanho bovino nacional, a Expoinel  é o evento decisivo na disputa dos campeonatos nacionais e estaduais, isso porque para o Ranking Nacional a Expoinel é de participação obrigatória, mas só foi a partir do ano-calendário 2010-2011 que o resultado alcançado na exposição passou a poder ser considerado também na disputa dos Rankings Regionais – o que significa que a pontuação alcançada no evento pode substituir um dos resultados alcançados dentro da região de disputa. Além disso, o índice da Exposição é maior do que o de qualquer outro evento do gênero do país, fazendo com que o resultado alcançado em suas pistas tenha grande influência na disputa dos campeonatos. 

A pista de julgamentos da Expoinel também é importante para os criadores e expositores que não estão “na briga” pelos campeonatos, porque além da praça de Uberaba ser considerada o berço do zebu brasileiro e um dos principais polos de comercialização e promoção da genética Nelore, um resultado de destaque em Uberaba, é capaz de projetar e valorizar um animal, ou um criatório, em âmbito nacional. 

Como já é sabido, o Brasil ocupa hoje o posto de maior exportador mundial de bovinos além de possuir o maior rebanho comercial do planeta e segundo projeções de instituições renomadas o país será responsável por alimentar boa parte do mundo até 2050, ou seja , somos comprovadamente produtores de carne para o mundo. Segundo a Associação dos Criadores de Brahman do Brasil (ACBB) há demanda potencial da ordem de 60 milhões de consumidores para cortes de carnes e a união das raças Nelore e Brahman em uma exposição como esta mostra que as raças caminham firmemente para fortalecimento ainda maior da oferta e da pecuária nacional.

presidente da ACBB , João Leopoldino Neto corrobora a informação acima e complementa que "além de estarmos no país que é o maior exportador de carne do mundo , acredito que haja espaço para estas duas e tantas outras raças produzirem carne para atender a demanda interna e global, o que significa que a união dessas duas raças zebuínas é fundamental para que possamos atingir qualidade máxima em genética e ainda tornar nosso rebanho cada vez mais precoce para se produzir mais carne por hectare, afinal o Brasil é uma país tropical e é sabido que um país tropical sem Zebu é um país sem carne!.

A Expoinel é portanto uma grande oportunidade dos criadores e expositores, independente de seu porte ou do tempo de criação, mostrarem para todo o país o resultado do trabalho que desenvolvem em suas propriedades  gerando um marketing espontâneo e positivo para o criador. Para o presidente da ACNB, Pedro Gustavo Novis, a "união de esforços de duas raças de expressão no cenário nacional visa o fortalecimento e a troca de experiências dos criadores, a sinergia é fundamental para a evolução da pecuária nacional". 

INSCRIÇÕES DE ANIMAIS
As inscrições para Expoinel estão abertas. Atenção para não perder o prazo. Participe com seus animais da 42º edição da maior feira de Nelore do mundo!
Inscrições: 29/07 a 20/09
Entrada: 16/09 a 20/09
Data base: 20/09
Grandes campeonatos: 29/09
Valores da argolas:  R$300,00 para associados em dia e R$350,00 para não sócio ou sócios anuidade em atraso
Informações e inscrições: 55 11 3293 8900 / rankingnacional@nelore.org.br

PROJETO SOCIAL “Um dia no Parque com o Brahman e o Nelore”
Com objetivo de enfatizar a importância do consumo de carne vermelha para a saúde humana de forma lúdica e de fácil entendimento para o público infantil a ACNB, ACBB e Museu do Zebu selecionaram três oficinas personalizadas com destaque para as características das raças Brahman e Nelore, evidenciando a importância do consumo da carne vermelha.  As oficinas acontecem de 24 a 27/09 no Museu do Zebu com expectativa de que 400 crianças participem do “Um dia no Parque com o Brahman e o Nelore”.

LEILÕES OFICIAIS
Os leilões que acontecem no país foram e continuam sendo os grandes responsáveis por divulgar e propagar a genética de ponta que se vê hoje. Atualmente o Brasil ocupa o posto de primeiro lugar no ranking global de exportação de carne bovina e o consumidor busca pelo melhor produto de valor agregado, muitas vezes sem se preocupar com o preço, portanto a lógica de que quanto mais genética de ponta melhor a qualidade da carne é premissa básica para a garantia de sucesso dos remates Brasil afora e os leilões são a melhor maneira de mostrar esse trabalho.  Nesta edição serão 12 leilões, sendo 10 de Nelore e 01 de cavalo Mangalarga Marchador e 01 de Gir Leiteiro e Girolando com oportunidades e ofertas com o melhor da genética nacional.  Confira o calendário e os catálogos dos leilões no site da Nelore: http://www.nelore.org.br/Leiloes/Calendario/DetalhesLeilao/4101

CERIMÔNIA DE ENCERRAMENTO
A ACNB vai promover o tradicional desfile de todos os campeões/campeãs e os reservados campeões/campeãs da exposição e brindará aos criadores e expositores dos animais presentes com uma cerimônia de encerramento especial.  

PARCERIAS 
A Expoinel 2013 conta com parcerias com empresas de diversos segmentos, que têm como característica comum oferecer ao setor soluções comerciais e tecnológicas eficientes e rentáveis, posicionando-se assim como verdadeiras amigas do Nelore e da pecuária nacional. 

Para José Pedro Crespo, diretor da Marfrig Beef  “apoiar iniciativas como o Nelore Solidário e a Expoinel é parte importante do esforço da Marfrig Beef para o desenvolvimento sustentável de toda a cadeia produtiva da carne bovina. Fomentamos a produção de carne de qualidade por meio de programas como o Nelore Natural que, através do Marfrig Club,  transfere conhecimentos e boas práticas socioambientais aos produtores. Isso culmina com uma  premiação aos animais da raça, que alcançam padrão diferenciado. Iniciativas como essas demonstram que nosso compromisso e parceria com os criadores de Nelore é forte e duradouro”.

Pelo segundo ano consecutivo a Socil será parceira da ACNB na maior exposição de gado Nelore do Brasil e premiará os Grandes Campeões, macho e fêmea, Nelore, Nelore Mocho e Brahman com um ano de alimentação e serviços prestados pela marca, totalizando R$ 50 mil reais em prêmios. “Estamos falando de um evento de suma importância no calendário agropecuário brasileiro. A marca Socil, que preza pela alta qualidade na alimentação e cuidados com os animais, não poderia deixar de ser parceira dessas exposições”, afirma o diretor de marketing da InVivo Carlos Grossklaus.

Antonio Carlos, gerente comercial da Divisão de Bovinos da Indicus Biotecnologia  explica que "é de fundamental importância participarmos de um evento de tamanho porte como a Expoinel Nacional, nos proporcionando maior credibilidade perante a pecuária, onde podemos divulgar nossos produtos para os principais criadores e selecionadores da raça Nelore, que buscam maior ganho genético e principalmente aumento de produtividade,  consequentemente produzindo carne de melhor qualidade".

O nelorista e diretor da Adubos Vanguard, Rogério Santos explica " que é de suma importância a Adubos Vanguard apoiar este evento com intuito de fortalecer a marca junto aos pecuaristas, que geralmente são agricultores também. Teremos nossa marca veiculada em um espaço destinado a visitação de grandes pecuaristas que com certeza lembrarão de nossa empresa na hora de comprar seus fertilizantes".

Para o diretor comercial da FertVitro – laboratório de fertilização e produção in vitro de embriões, Rodolfo Bilachi " É de grande importância para a FertVitro apoiar a Expoinel por ser uma das maiores e mais importantes exposições do País, além de ser uma mostra da raça Nelore, a raça mais importante de corte do mundo".

AgroBrasil TV selou parceria com a Nelore do Brasil para Expoinel 2013 e a emissora será o canal oficial de transmissão e oferecerá premiação a criadores. Além da intensa cobertura divulgando resultados dos julgamentos , entrevistas com criadores, técnicos e empresas ligadas ao setor inseridas na programação oficial do evento com participações geradas ao vivo,  o canal de televisão AgroBrasil TV vai oferecer aos melhores Criadores e Expositores Nelore e Nelore Mocho da Expoinel 2013 premiação no valor de R$10.000,00 em veiculação em mídia nacional do AGROBRASIL TV, através da participação no Programa Grandes Marcas desenvolvido para destacar as grandes marcas do agronegócio nacional.



A Expoinel 2013 é realizada pela Associação dos Criadores de Nelore do Brasil, tem o patrocínio do Grupo Marfrig e Socil e conta com apoio da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), Adubos Vanguard, Indicus Biotecnologia e FertVitro.

A 9ª edição da Expo Brahman que ocorre simultaneamente a Expoinel 2013 é uma realização da Associação dos Criadores de Brahman do Brasil, tem o patrocínio da Socil e conta com apoio da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ).

PIB do agronegócio cresce 3,13% no primeiro semestre de 2013

O Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio fechou o primeiro semestre de 2013 com alta de 3,13% em relação ao mesmo período do ano passado. O bom desempenho foi impulsionado pelo resultado positivo de todos os segmentos da cadeia produtiva do setor, especialmente a agropecuária, que liderou a expansão, com crescimento de 6,20%. É o que revela o levantamento da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Segundo o estudo, o comportamento do PIB do setor primário (agropecuária) no período janeiro/junho deste ano foi puxado pela elevação de faturamento, preços e aumento da produção. Considerando a atividade “da porteira pra dentro”, a agricultura cresceu 5,61%, reflexo da expansão do faturamento de culturas como a batata (211%), o tomate (106,3%), o trigo (91%), a cebola (54,3%), a soja (25,5%), o fumo (19,7%), a mandioca (18,5%), a uva (17%), o arroz (15,9%) e o milho (9,7%).

Já a pecuária apresentou elevação de 7,06% no período, com destaque para a avicultura, a suinocultura e a bovinocultura, que apresentaram receitas superiores às registradas no primeiro semestre do ano passado. Outro segmento com desempenho expressivo dentro do agronegócio foi o de insumos, que cresceu 4,07%, impulsionado pelos combustíveis, que tiveram alta de 14,15% na comparação semestral com 2012. Por outro lado, os itens adubos/fertilizantes e rações tiveram queda de 3,34% e 1,33%, respectivamente.

Também nos primeiros seis meses deste ano, o PIB do setor de distribuição teve aumento de 2,03%. A agroindústria foi o grupo com menor expansão no primeiro semestre, totalizando e 0,78%.

Em junho, o PIB do agronegócio voltou a crescer, apresentando alta de 0,27%, depois da queda registrada em maio. Os segmentos que mais se destacaram foram o primário e o de insumos, com elevações de 0,79% e de 0,43%, respectivamente. O setor de distribuição teve leve alta de 0,03%, enquanto a indústria foi a única a ter desempenho negativo, com retração de 0,08%.






Mapa prevê alta de 9,7% no valor da produção agropecuária

A nova estimativa para o Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) em 2013 chega a R$ 411, 9 bilhões, ou seja, 9,7% de crescimento em relação a 2012. O levantamento, divulgado pela Assessoria de Gestão Estratégica do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), refere-se tanto às lavouras quanto à pecuária.

De acordo com o ministro da pasta, Antônio Andrade, os dados do VBP englobando as duas áreas traduzem melhor a realidade do agronegócio no país. “Isto permitirá trazer um aperfeiçoamento às estatísticas agropecuárias brasileiras, devido à importância da pecuária na formação da renda”, afirmou.

O crescimento previsto para as lavouras este ano é de 10,3% em comparação ao ano passado, o que representa R$ 276 bilhões. Para a pecuária, estima-se que o valor seja de R$ 135,9 bilhões, com elevação de 8,6% no período.

“Grande parte das culturas vem apresentando alta no VBP se comparado a 2012. Os destaques podem ser observados com a produção de batata-inglesa, feijão, laranja, tomate, soja e trigo”, disse o coordenador geral de Planejamento Estratégico do Mapa, José Garcia Gasques. O arroz, a banana, a cana-de-açúcar e o milho também apresentam números positivos.

O pior desempenho nas lavouras é do algodão, com redução de 31,2%, e do café, 28,3%. A queda do algodão deve-se a acentuada redução de produção neste ano. Já no caso do café, a diminuição dos preços e a produção menor este ano (devido ao ciclo de baixa bienalidade) anunciados em agosto, foram os responsáveis.

A produção de frango e bovinos representa 69% do VBP da pecuária este ano. A produção de frangos pode chegar a R$ 46,32 bilhões; de bovinos, R$ 47,33 bilhões; e de suínos, R$ 11,9 bilhões.


Ministro da Agricultura alerta para a importância da pecuária na formação de renda


CADE aprova, sem restrições, compra da Seara pelo JBS

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou, sem restrições, a compra pelo JBS de participação societária que a Marfrig Alimentos detinha na unidade de negócios da Seara Brasil.O ato da Superintendência Geral do Conselho aprovando a operação foi publicado na edição de ontem (12) do Diário Oficial da União.

Segundo avaliação do órgão antitruste, o reforço resultante da união de atividades do Grupo J&F (controlador do JBS), de um lado, e do negócio Seara Brasil, de outro, "não apresenta nexo causal, no que tange à integração vertical, com a operação, razão pela qual não tem o condão de causar prejuízos aos segmentos afetados".

O contrato celebrado entre as duas empresas inclui ainda a aquisição, pelo JBS, de 100% do capital da Columbus Netherlands B.V (Zenda), sociedade que desenvolve negócio de couro no Uruguai. De acordo com informações divulgadas pelo Cade, a Zenda e as suas controladas não possuem faturamento no território nacional.

Por esse motivo, a avaliação feita pelo órgão antitruste foi no sentido de que aquisição da empresa não vai gerar quaisquer efeitos diretos ou indiretos no âmbito da concorrência no Brasil. 

Operação
A operação que foi aprovada sem restrições e envolve 32 unidades produtivas de processamento de frangos, perus, suínos e alimentos processados e 21 centros de distribuição.

A JBS aguardará o prazo legal de 15 dias exigido pela lei para o fechamento da operação, que expira em 27 de setembro. Dessa forma, a companhia estima que assumirá efetivamente as operações da Seara a partir de 30 de setembro.

A aquisição da Seara representará um importante aumento na capacidade de produção de aves, suínos, couros e alimentos processados para a companhia. Incluindo as novas plantas, a JBS passa a processar globalmente 12 milhões de aves, 70 mil suínos, 100 mil peles de couro e 5,0 mil toneladas de alimentos processados por dia, além de contar com 185 mil colaboradores em todo o mundo. Com informações do jornal O Estado de S.Paulo e JBS.


quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Causa inconfessável

ARTIGO * KATIA ABREU 

É improvável que, na agenda social brasileira, haja causa mais santificada que a indígena. São mais de 100 mil ONGs, a maioria estrangeira, associadas a dois organismos ligados à Igreja Católica: o Cimi (Conselho Indigenista Missionário) e a CPT (Comissão Pastoral da Terra).

Sua ação e objetivos não têm nada a ver com religião. Exercem notória militância política, de cunho ideológico, sob a inspiração da Teologia da Libertação, de fundo marxista.

Agem associados à Funai (Fundação Nacional do Índio), por sua vez aparelhada por antropólogos que compartilham a mesma ideologia.

Há um forte paradoxo nesse cenário: com tantos e tão poderosos defensores, os índios deveriam ser os cidadãos mais bem cuidados do país. E, infelizmente, não são.

O que se vê, no noticiário propagado pelas próprias ONGs, são índios com problemas de nutrição, alcoolismo, gravidez na adolescência, sem escola ou em isolamento. Questões que são verdadeiras, mas que não dependem de terra, e sim de assistência social.

Além das ONGs e de instituições como o Cimi e a CPT, há dois órgãos estatais voltados para a defesa dos índios: a já citada Funai e a Funasa, incumbida da saúde e da ação sanitária nas tribos. Nenhum cidadão dispõe de tal aparato Ðque, no entanto, não funciona. E é de estranhar por que Cimi, CPT e ONGs são regiamente financiados por organizações internacionais.

Como esses financiamentos se destinam a melhorar a vida dos índios e esta não melhora, é espantoso que os financiadores não promovam auditorias para averiguar o que ocorre. A menos, claro, que as benfeitorias se meçam pelo número de hectares invadidos, pondo em risco uma das agriculturas mais competitivas do mundo, sustentáculo há décadas da economia brasileira.

Se assim for, como parece ser, o serviço está magnificamente prestado. Só nos sete primeiros meses deste ano, houve 105 invasões de propriedades produtivas, devidamente tituladas, algumas há mais de um século. Há 190 conflitos instalados, e, somente em Mato Grosso do Sul e na Bahia, há 147 propriedades

já ocupadas pelos índios. Funai e Advocacia-Geral da União, segundo os jornais, recusam-se a obedecer a decisões judiciais de reintegração de posse.

Os benfeitores dos índios, regiamente financiados, elegeram há anos o bode expiatório ideal para as mazelas daqueles brasileiros: os produtores rurais, a maioria de pequeno porte. Seriam as terras destinadas à agricultura a causa do sofrimento dos índios? Quem quiser que tire suas conclusões: os índios brasileiros dispõem de extensão de terra de dar inveja a muitos países.

As áreas indígenas, com pouco mais de 500 mil habitantes, ocupam 109,6 milhões de hectares (13% do país). Nos EUA, esse índice é de 5,72%; na Austrália, é de 4,72%; no Canadá, de 0,26%. O problema, portanto, não é de terras: é de gestão de má-fé.

Nos últimos 18 anos, a média de demarcação de terras para os índios grande parte produtiva e, na maioria, de pequenos produtores foi de 3,2 milhões de hectares/ano. Mantido esse ritmo, a área de produção agrícola estaria fortemente comprometida em alguns anos.

Para reagir ao avanço dessas invasões, apresentei ao Senado projeto de lei que suspende processos demarcatórios de terras indígenas sobre propriedades invadidas pelos dois anos seguintes à sua desocupação.

O que se esconde por trás de tudo isso é algo simples: guerra comercial. Os financiadores são de países que competem com a agricultura brasileira e que cobiçam nossas riquezas minerais e vegetais. São os mesmos que, reiteradamente, defendem que essa parte do território nacional deve ser cedida, e os brasileiros índios, transformados em nações independentes na ONU.

Consideram, assim, mais fácil se apossar de nossas riquezas, dando às lideranças indígenas não os espelhinhos com que os conquistadores portugueses os encantavam, mas jatinhos, laptops e automóveis, fazendo da miséria dos demais estandarte de um lobby ultrajante, que denigre a imagem externa do Brasil.

É do mais alto interesse nacional sobretudo do interesse dos próprios índios saber quanto, de onde vêm e como são gastos os milhões de dólares que sustentam a ação deletéria dessas organizações, que fazem dos índios escudos humanos de uma causa inconfessável.

Causa inconfessável - Artigo da Senadora Kátia Abreu publicado no Jornal Folha de S. Paulo, 07 de Setembro de 2013.

*Kátia Abreu é senadora (PSD-TO) e a principal líder da bancada ruralista no Congresso. Formada em psicologia, preside a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil). Escreve aos sábados no caderno 'Mercado'.