sexta-feira, 15 de julho de 2011
Guilherme Alves, da ACNB, fala sobre o Circuito Boi verde
Guilherme Alves, Zootecnista e Coordenador do Circuito Boi Verde, realizado pela ACNB, conversou conosco durante a Feicorte 2011 sobre o circuito e os benefícios que este campeonato de carcaças tem trazido para cadeia produtiva da carne bovina.
"O Circuito Boi Verde é um campeonato de carcaça da raça Nelore que tem o objetivo de mostrar o potencial da raça em produzir carne de qualidade, mostrar os pecuaristas que se destacam em cada estado. Através disso também conseguimos levar o pecuarista para dentro do frigorífico e mostrar para ele o que é um boi bem acabado, porque é importante se ter um acabamento de carcaça".
"A gente já está no nosso oitavo ano de campeonato e já foram mais de oitenta mil animais avaliados em 10 estados".
"Quando o pecuarista participa do programa ele consegue ter um "raio x" do que ele está produzindo e a gente pode ir explicando tecnicamente o que ele pode melhorar. A gente tem sentido que todos os pecuaristas participantes estão indo em busca dessa melhor carcaça e dessa melhor padronização de lote".
"Sendo criador de nelore, o pecuarista pode participar do Circuito. Esse ano nós já fizemos três etapas, uma no Espírito Santo, uma no Mato Grosso do Sul e uma no Paraguai. A próxima etapa é no Acre, em Rio Branco, dia 25 de julho, durante a Expoacre".
"A gente já está no nosso oitavo ano de campeonato e já foram mais de oitenta mil animais avaliados em 10 estados".
"Quando o pecuarista participa do programa ele consegue ter um "raio x" do que ele está produzindo e a gente pode ir explicando tecnicamente o que ele pode melhorar. A gente tem sentido que todos os pecuaristas participantes estão indo em busca dessa melhor carcaça e dessa melhor padronização de lote".
"Sendo criador de nelore, o pecuarista pode participar do Circuito. Esse ano nós já fizemos três etapas, uma no Espírito Santo, uma no Mato Grosso do Sul e uma no Paraguai. A próxima etapa é no Acre, em Rio Branco, dia 25 de julho, durante a Expoacre".
quinta-feira, 14 de julho de 2011
Artigo da semana: Mercado do boi em 2011: um analise até abril*
O mercado do boi no Brasil teve um início de ano muito melhor do que em 2010. Todos os preços aumentaram, recuperando margens do criador e também do invernista. Algumas grandes tendências seguem influenciando o mercado de forma positiva, do lado da demanda e também da oferta.
A demanda mundial (em especial países emergentes) e a brasileira seguem em crescimento. A renda per capita, da população e índice de pessoas que moram em cidades no mundo aumentam, impulsionando consumo de proteínas mais nobres, como carnes e lácteos. O consumo de carne bovina no mundo também vai crescer nesses próximos 10 anos, mas em ritmo mais lento que frango e suíno. O foco vai ser cada vez mais a qualidade, o sabor e a diferenciação.
Nesse cenário, apenas Brasil e também Índia (com carne de búfalo) vão crescer sua produção. A importância do Brasil no mercado mundial vai crescer nos próximos anos. E aqui no Brasil o crescimento se dará apenas por aumento de eficiência e produtividade. Com o crescimento da agricultura e uma dificuldade muito maior em converter novas áreas de florestas em pastagens, a pecuária vai avançar pelo aumento da eficiência daqui em diante e não pelo aumento da área. Nos últimos 15 anos crescemos por produtividade e também aumento de área. Logo, o aumento da oferta daqui em diante será mais restrito e isso é mais um fator que dá firmeza de preços.
O ciclo pecuário ainda não dá certeza de mudança. De 2002 a 2007 tivemos um longo período de aumento do abate de fêmeas, natural do ciclo e fortalecido por outros fatores como aftosa em 2005 e aumento do uso de tecnologia. De 2008 em diante, estamos retendo mais fêmeas e investindo na produtividade da cria. Por outro lado, com maior uso de tecnologias como confinamento, semi-confinamento e suplementação, a demanda por bezerros cresce mais que a oferta, fortalecendo os preços do bezerro. Não há previsão de que teremos bezerros baratos no curto prazo. A cria é uma atividade cara, difícil e demorada.
Análise 2011: janeiro a abril
Os primeiros quatro meses mostram um mercado muito firme para a pecuária de corte. Os preços do boi gordo passam grande parte da safra muito estáveis, quando tradicionalmente há queda de preço. Em relação ao ano passado, o patamar do indicador Cepea/Esalq está na casa dos R$103-105/@, muito acima dos valores de jan-abr de 2010 - R$75-82/@. O boi subiu até novembro-2010 e se manteve em outro patamar de preços desde então. Uma demonstração de firmeza de preços.
O mercado de bezerros também está firme. Subiu menos que o boi. Ou seja, a relação de troca e margem bruta na reposição (quanto sobra ao vender um boi gordo e comprar um bezerro) estão melhores para o invernista e confinador. Mas não há sinais de que teremos preços muito baratos do bezerro. O custo de produção de uma arroba de bezerro é alto e o prazo longo, com isso, mantemos nosso cenário de preços firmes para o bezerro.
No mercado interno, os preços da carne no atacado e no varejo também subiram, mas menos que o boi gordo. Isso indica que a margem do varejo diminuiu de um ano para cá (depois ter passado alguns anos subindo) e que a margem do frigorífico na carne também diminuiu (não analisamos couro e sebo a fundo, mas os preços subiram contrabalanceando um pouco essa queda de margem).
A diferença entre o preço da carne e do boi gordo (margem dos frigoríficos) de janeiro a outubro do ano passado foi excelente, muito acima das médias históricas. Hoje não está tão boa, o que é um freio para grandes valorizações da arroba.
Nas exportações, o grande problema é o dólar, que segue se desvalorizando. Entre abril de 2010 e 2011, caiu 9%. Com isso, o boi gordo em dólar se valorizou 40% em um ano. As exportações estão subindo em valor, mas caindo em volume. E o grande aumento do preço médio da tonelada exportada (32%) é menor que o aumento do boi em dólares, diminuindo a rentabilidade na exportação.
Ou seja, os preços estão firmes e há alguns fatores que vão pressionar o preço do boi nos próximos 2-3 meses (aumento da oferta com a safra, talvez acelerado pelo frio nesse início de maio) e também pela menor margem dos frigoríficos com a carne no mercado interno e exportações.
E o segundo semestre?
No segundo semestre, a grande pergunta é o volume de animais confinados. Em relação ao ano passado a avaliação no geral é mais positiva (preço boi magro, preço dos insumos e preço futuro do boi gordo), mas nada muito estimulador. As pesquisas que estamos fazendo no BeefPoint indicam confinamentos de frigoríficos bem maiores (desde que consigam comprar boi magro no volume desejado), e entre produtores confinamento crescendo por volta de 10%.
No entanto, esse crescimento parece estar mais concentrado nos estados de Goiás e Mato Grosso, o que ativa o alerta para produtores desses estados em relação a quando irão abater seus animais. Com frigoríficos operando confinamentos e maior volume de animais confinados é arriscado concentrar muito o abate no mês de maior saída do cocho, podendo ocasionar preços bem mais baixos nessas regiões em pequenos espaços de tempo. Ou seja, o volume não será muito maior, mas em determinados locais e momentos, o preço pode sofrer grandes pressões.
Avaliando os preços futuros para a setembro, outubro e novembro, avaliados em 4 de maio (data que finalizo esse artigo), a diferença projetada da entressafra para a safra (preços de hoje) é muito pequena, indicando que teremos o pior diferencial de preços safra-entressafra em muito anos. É possível que isso se confirme? Sim, mas possível sim que o preço se recupere um pouco mais na entressafra do que os valores indicados no mercado futuro hoje.
Conclusão
O cenário de médio-longo para a pecuária brasileira é muito promissor. Demanda crescente e poucos países aptos a atender essa demanda. No curto prazo, a perspectiva também é boa, mas vale reforçar a necessidade de se atentar a uma nova realidade de custos e preços mais altos, onde a diferença de rentabilidade do produtor eficiente para o ineficiente é muito grande. Se torna cada vez mais importante o profissionalismo, gestão, produtividade e saber vender e comprar bem.
*Miguel da Rocha Cavalcanti é empreendedor, sócio da AgriPoint e engenheiro agrônomo formado pela ESALQ/USP. Também é palestrante e especialista em mercado de carne bovina.
Fonte: BeefPoint
MS imuniza 93,5% do rebanho contra a aftosa
A imunização contra a febre aftosa atingiu 93,54% do rebanho bovino e bubalino de Mato Grosso do Sul. O prazo final para declaração dos produtores foi 30 de junho e, segundo a Agência Estadual de Defesa Sanitária Vegetal e Animal (Iagro), foram declaradas 20,3 milhões das cerca de 21,7 milhões de cabeças estimadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), já excluindo os 583,2 mil animais do Pantanal, que pertencem a etapa de novembro.
Segundo o órgão foram vacinados na região do Planalto cerca de 17,1 milhões de animais – número acima da estimativa, que era de 15,1 milhões de cabeças. Na Zona de Alta vigilância (ZAV) pode-se dizer que a meta também foi atingida, pois foram 799,7 mil dos 800 mil previstos pela Iagro na área, composta por 13 municípios da região de fronteira do Estado com Bolívia e Paraguai, e que têm cerca de seis mil propriedades rurais.
Já no Pantanal a meta da Agência era de chegar aos 4,5 milhões de animais. Porém, por conta das chuvas e alagamentos que, no início do ano, impediram o manejo dos animais nas fazendas, a imunização atingiu apenas 53,3% disso, em torno de 2,4 milhões de cabeças.
Ao todo, 64 propriedades da região enviaram requerimento ao órgão justificando a não vacinação e pedindo a prorrogação do prazo. Essas propriedades têm cerca de 163 mil animais que deverão receber a dose contra aftosa até o término da próxima campanha, realizada em novembro. A segunda etapa de imunização deve englobar, além dos que fizeram a justificativa, mais 583,2 mil animais da região pantaneira.
Fonte: Correio do Estado
Primeiros campeões do Ranking Nelore na Expoagro
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| Fernando Minosso recebe premiação pela Campeã Bezerra |
Os animais com maior votação na etapa do Ranking Estadual da Raça Nelores de Mato Grosso durante a 47ª Expoagro - Exposição Internacional, Agropecuária, Industrial e Comercial de Mato Grosso começam a ser conhecidos. No primeiro dia de julgamento quatro categorias foram julgadas dos animais fêmeas. Ao todo são 12 categorias de machos e fêmeas.
A Campeã Baby foi o animal Garantia Fiv da FC, do Grupo Camargo, da Fazenda Camargo, do município de Nortelândia – MT. O titulo de Reservada Campeã Baby é Cartola Fiv da MV, também do Grupo Camargo. A Campeã Bezerra é Basileia FIV Grongor, do expositor Fernando Marcos Minosso, da fazenda Santa Catarina, do município de Santo Antonio do Leverger – MT. AReservada Campeã Bezerra é Libra 11 Colorado, de Jose Oswaldo Ribeiro de Mendonça, da Chácara Colorado, de Uberaba – MG.
Os julgamentos estão sendo realizados na Pista 1 do Parque de Exposições Jonas Pinheiros e 409 animais serão julgados pelos juízes José Augusto Faria, Russel Rocha Paiva e João Eduardo F. Assunção. Os 43 expositores que inscreveram seus animais acompanham todo processo de julgamento. “O investimento dos produtores é muito grande para participarem de um Ranking como esse, pois a despesa é toda dele e muitas vezes têm que se deslocar mais de mil quilômetros para trazerem seus animais até a feira e ainda por cima, não existe uma premiação em dinheiro, mas em reconhecimento da genética do animal”, explicou o vice-presidente da Associação dos Criadores de Nelore de Mato Grosso, Ricardo Arruda, entidade que organiza o evento.
Os juízes observam cada detalhe do fenótipo da raça, precocidade, beleza, produtividade e outros itens que recebem pontuações e são somadas ao final da etapa estadual do ranking, que acontece em outubro. Este ano estão ranqueadas 21 feiras agropecuárias de Mato Grosso e o produtor tem que participar de 06 delas para fazer a somatória dos pontos. No site da Associação dos Criadores e Nelore de Mato Grosso (www.neloremt.org.br) os interessados podem acompanhar as tabelas com resultados completos de todas as etapas do Ranking em Mato Grosso já realizadas e as fotos dos julgamentos.
Fonte: Nelore MT
Expoinel - 40 anos de bons negócios
“Exposição especializada da raça Nelore, que finaliza o ano-calendário de exposições do Ranking Nacional Nelore, trazendo a público os nomes dos grandes campeões brasileiros da raça. A Expoinel reúne em um ambiente único, os maiores criadores de genética Nelore do Brasil. A edição de 2011 contará com mais de 1.000 animais participantes dos julgamentos raciais, provenientes de cerca de 150 criatórios, e 15 leilões oficiais.
Venha conhecer o Nelore. A genética ideal para os seus negócios e para o meio ambiente. Informações: 55 11 3293 8900 – nelore@nelore.org.br
A Expoinel conta com o apoio da Dow Agrosciences Pastagem, G Tag – Marcadores Moleculares do Nelore e ABCZ.”
“ Exposición especializada de la raza Nelore que finaliza el año calendário de exposiciones Del Ranking Nacional Nelore, trayendo a público los nombres de los grandes campeones brasileños de la raza. Expoinel reúne em um ambiente único a los mayores criadores de genética Nelore do Brasil. La edición de 2011 contará com más de 1.000 animales participantes de los juzgamientos raciales, proveniewntes de cerca de 150 criaderos, y 15 subpastas oficiales. Venga a conocer el Nelore brasileño. La genética ideal para sus negócios y para el médio ambiente.” Informaciones: 55 11 3293 8900 – nelore@nelore.org.br
quarta-feira, 13 de julho de 2011
37º Leilão Nelore Mocho CV
Serão ofertados:
- 15 novilhas da categoria superprecoces, com média de 18 meses de idade e parto previsto até 24 meses;
- 20 novilhas da categoria "superfértil" de 2,5 anos de idade, prenhes na utilização de uma única dose de sêmen;
- 150 touros nelore mocho da geração 2009 com 20 meses de idade de 550 kg de média, top 4% para MGT na média;
- 10 touros brahman de Ricardo Viacana com avaliação Genética pela ANCP, Programa nelore Brasil;
- Animais rústicos criados e recriados em pasto e preparados para o leilão;
- 40 a 50 touros candidatos a Central para uso no repasse de plantéis PO;
- Um superbezerro da geração 2010 com 12 meses, sacramento de CV, selecionado no projeto de 2.000 embriões;
- 50% do touro Abel de CV, contrato pela CRV Lagoa
Começou o julgamento Ranking Nelore na Expoagro
O julgamento da etapa do Ranking Estadual da Raça Nelores de Mato Grosso, durante a 47ª Expoagro - Exposição Internacional, Agropecuária, Industrial e Comercial de Mato Grosso começou hoje (13) pela manhã e segue até o final da tarde, no Parque de Exposições Jonas Pinheiros. Foram inscritos 409 animais que passaram pela pesagem e diagnóstico de gestação ontem (12) e estão sendo julgados hoje, desde as 08 horas, na Pista 1 do Parque de Exposições, pelos juízes: José Augusto Faria, Russel Rocha Paiva e João Eduardo F. Assunção.
Os julgamentos de 12 categorias de animais machos e fêmeas seguem até sábado, dia 16 de julho. Os juízes observam cada detalhe do fenótipo da raça, precocidade, beleza, produtividade e outros itens que recebem pontuações e são somadas ao final da etapa estadual do ranking, que acontece em outubro. Este ano estão ranqueadas 21 feiras agropecuárias de Mato Grosso. O produtor tem que participar de 06 delas para fazer a somatória dos pontos, sendo que três eventos são obrigatórios: a Expoinel MT e a Expoagro que acontecem em Cuiabá, e uma feira itinerante, que este ano foi a Exponop no município de Sinop.
O evento é organizado pela Associação dos Criadores e Nelore de Mato Grosso – ACNMT - e em seu site (www.neloremt.org.br) os interessados podem acompanhar as tabelas com resultados completos de todas as etapas do Ranking em Mato Grosso já realizadas e as fotos dos julgamentos.
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