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segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Preço de referência do boi gordo em São Paulo subiu 14,5% em um ano

A oferta restrita de boiadas manteve o mercado pressionado para cima na última semana. Compras acima da referência continuaram ganhando força e os reajustes foram constantes em praticamente todo o país, informou nesta segunda, dia 7, a Scot Consultoria. Em São Paulo, a referência terminou a semana em R$ 110,00 a arroba, à vista, com negócios ocorrendo em R$ 111,00 a arroba, nas mesmas condições. O preço é 14,5% maior que o de um ano atrás e está 16,5% acima do registrado o mesmo período de 2010, ano de cotações nominais recordes.

Mesmo os frigoríficos maiores, que normalmente testam mais o mercado, já que possuem alternativas, como contratos a termo, confinamentos próprios ou compra em Estados vizinhos.

A carne bovina também ajudou. O boi casado de animais castrados atingiu o maior valor nominal desde 2010, R$ 7,09 o quilo. Mesmo nos principais Estados confinadores, Goiás e Mato Grosso, houve pressão de alta. A oferta de boiadas de cocho é menor do que a demanda existente. Mesmo com a carne bovina sem osso vendida pelas indústrias com os maiores preços do ano, a margem da indústria fica prejudicada pela escalada de preços da arroba.

A receita da indústria que faz a desossa é 24% maior que o preço pago pela arroba, o menor valor desde a primeira quinzena de setembro.

Mercado de reposição
No panorama geral,  o mercado para a reposição está em alta. Na média de todos os Estados e categorias pesquisadas na semana passada, o aumento de preço médio em relação à anterior foi de 1,4%. A procura está maior que a demanda, principalmente para machos. A alta nos preços da arroba do boi gordo junto à melhora das pastagens, com as recentes chuvas em várias regiões, incentivaram a procura.

Além disso, o mercado enxuto deste ano e a perspectiva de manutenção desse cenário para o próximo ano também incentivam a demanda.

O garrote foi a categoria de machos que teve a maior alta semanal, com valorização de 2,2%, na média de todos os Estados pesquisados. Em São Paulo, o garrote (9,5 arrobas) está cotado, em média, a R$ 1.050,00 por cabeça, com alta de 11,7% em relação ao mesmo período do ano passado. Fonte: Scot Consultoria


quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Na BM&F, boi gordo crava nova máxima

O preço médio do boi gordo atingiu em julho o maior patamar em 20 meses no mercado futuro de São Paulo, mais uma vez puxado pela escassez de animais para abate na atual entressafra. Em compensação, as cotações do milho, do café e do etanol mantiveram a tendência de baixa e amargaram novas mínimas no mês.

Julho foi o sexto mês consecutivo de alta do boi gordo na BM&FBovespa. De acordo com o Valor Data, os contratos de segunda posição de entrega (normalmente, os mais negociados) foram negociados, em média, a R$ 102,43 a arroba, uma valorização de 1,6% ante junho e de 8,2% desde dezembro. Trata-se do maior valor desde novembro de 2011.

As cotações são sustentadas pela demanda aquecida dos frigoríficos combinada com uma oferta escassa. Sazonalmente, este é um período de menor disponibilidade de animais para abate uma vez que os pastos ficam secos durante o inverno. A primeira rodada de animais criados em confinamento deve chegar ao mercado na segunda quinzena de agosto, o que pode dar algum alívio ao mercado.

Já o preço médio do milho caiu 3,8% em julho, para R$ 24,30 a saca, a menor cotação de agosto de 2010. O mercado doméstico segue pressionado por uma safra recorde, combinada com exportações em baixa e queda nos preços internacionais. No ano, o milho já recuou 23,4% na BM&FBovespa.

A desvalorização do câmbio estimula as exportações do Brasil, o que induz o preço em dólar a cair para reequilibrar a oferta à demanda