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quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

E a crise da carne equina continua.....


A Ikea, maior varejista de móveis da Europa, recolheu as almôndegas de carne oferecidas no balcão de alimentos de suas lojas em 13 países depois que inspetores tchecos detectaram traços de carne de cavalo no produto, informou a Dow Jones Newswires. 

Foi a mais nova empresa a se envolver no escândalo que sacode a Europa nas últimas semanas. De acordo com Ylva Magnusson, porta-voz da Ikea, foram retiradas as almôndegas das lojas da República Tcheca, Eslováquia, Hungria, França, Reino Unido, Portugal, Itália, Holanda, Bélgica, Espanha, Grécia, Chipre e Irlanda.

 "Assim que recebemos a informação das autoridades tchecas, interrompemos a venda desse produto". As almôndegas, supostamente de carne bovina e suína, foram produzidas pela sueca Familjen Dafgard. A empresa informou que deu início a testes duas semanas atrás.

imagem: Valor Econômico

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Grã-Bretanha e Irlanda investigam cavalo em hambúrgueres


Carne de cavalo foi encontrada em amostras de hambúrguer bovino vendido em supermercados; testes também indicaram DNA de porcos em amostras.
Da BBC publicado no portal G

Autoridades da Grã-Bretanha e da Irlanda estão investigando como hambúrgueres de carne bovina vendidos em grandes cadeias de supermercados dos dois países foram contaminados com carne de cavalo.

A contaminação foi descoberta pelas autoridades de saúde da Irlanda, que examinaram 27 produtos diferentes e constataram que 10 deles tinham traços de DNA de cavalos e 23 continham DNA de porcos.

Os hambúrgueres com DNA de cavalo haviam sido produzidos em dois frigoríficos irlandeses e em um de Yorkshire, na Inglaterra. Segundo as autoridades dos dois países, o consumo dos hambúrgueres não trazia riscos à saúde, mas os produtos já foram retirados das prateleiras dos supermercados.

Atitude responsável
Em uma das amostras pesquisadas, a carne de cavalo representava 29% do conteúdo total de carne de um hambúrguer congelado.

Além dos hambúrgueres, também foram testados 31 outros produtos com carne bovina, como tortas, um curry e uma lasanha, dos quais 21 apresentaram traços de DNA de porcos.
O diretor de proteção ao consumidor da Autoridade de Segurança dos Alimentos da Irlanda (FSAI, na sigla em inglês), Raymond Ellard, afirmou que várias investigações estão em curso para determinar o que ocorreu.

"As empresas tiveram uma atitude muito responsável. Elas voluntariamente retiraram os produtos da venda, assim como os supermercados", disse. "Uma longa cadeia de investigações está em curso agora para verificar todos os ingredientes usados nesses produtos, de onde eles vieram e como a contaminação cruzada pode ter ocorrido", disse.

Explicação plausível
Para o diretor-executivo da FSAI, Alan Reilly, há uma explicação mais plausível sobre a presença de DNA de porcos nos produtos, já que carnes de diferentes animais são processadas nos mesmos locais, mas ainda não existe uma explicação para a presença de carne de cavalo, que não é processada nos frigoríficos em questão.

"Na Irlanda, não faz parte de nossa cultura comer carne de cavalo e, portanto, não esperamos encontrá-la em um hambúrguer", disse. "Da mesma forma, para alguns grupos religiosos, ou pessoas que se abstêm de comer carne de porco, a presença de traços de DNA de porcos é inaceitável", afirma.

O ministro da Agricultura da Irlanda, Simon Coveney, disse que o consumo dos hambúrgueres não traz riscos à saúde dos consumidores e afirmou que o país tem "provavelmente o melhor controle e os melhores padrões de higiene alimentar do mundo".

Os frigoríficos investigados afirmam que nunca compraram ou processaram carnes de cavalo e estabeleceram uma investigação própria sobre dois fornecedores europeus

Imagem mostra hambúrgueres similares aos que são alvo de investigação (Foto: BBC/PA)