Mostrando postagens com marcador pecuária nacional. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador pecuária nacional. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Gerente Executivo da ACNB fala com o Giro do Boi - Canal Rural

Assista aqui a primeira parte da entrevista:
http://videos.ruralbr.com.br/canalrural/video/giro-do-boi/2014/06/giro-boi-jbs-bloco-09-06-2014/81374/

Segunda parte da entrevista:
http://videos.ruralbr.com.br/canalrural/video/giro-do-boi/2014/06/giro-boi-jbs-bloco-09-06-2014/81377/


Nelore do Brasil divulga nota sobre proibição de Avermectinas

A decisão foi publicada pelo MAPA no Diário Oficial, dia 30 de maio de 2014

Os pecuaristas de todo o país foram surpreendidos com a publicação pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) da Instrução Normativa n° 13 que proíbe o uso de Avermectinas de Longa Ação, conhecidas como “L.A.”, na última semana. A decisão foi tomada exatamente no início do inverno, período do ano em que os produtores implementam o processo de vermifugação de seus rebanhos, de acordo com recomendação técnica da EMBRAPA.
Em função disso, neste momento, pode-se presumir que uma parte significativa do rebanho nacional foi recentemente tratada com o produto, e que ainda existem milhares de litros de Avermectinas L.A. nas revendas e em cooperativas de nosso vasto país. Cabe aqui lembrar que as Avermectinas são aprovadas pelo MAPA e usadas no Brasil há mais de 25 anos, sendo seus benefícios de grande relevância para toda cadeia produtiva - em especial nos dias atuais, em que se vê a implementação de programas governamentais que buscam ganhos de eficiência na produção, redução de emissão de gases e preservação do meio ambiente.
Neste episódio, mais uma vez presenciamos a incrível falta de sintonia entre o governo, seu órgão administrativo (MAPA) e o setor produtivo da pecuária do Brasil.
A Associação dos Criadores de Nelore do Brasil (ACNB) confia que as Avermectinas são usadas de forma responsável pelos produtores brasileiros, que respeitam os períodos de carência constantes nas bulas (estabelecidos pela indústria veterinária e aprovados pelo MAPA), assumindo assim que tais produtos são capazes de gerar benefícios e eficiência à produção, com total segurança para os produtos finais.
Não há evidencias de que o pecuarista é relapso. Portanto, punir o produtor com esta medida é uma atitude equivocada. Observa-se que as medidas governamentais de impacto sobre a atividade pecuária, sempre são encaminhadas de forma imperativa, desconsiderando as questões de aplicabilidade e a real situação da produção. Os exemplos neste sentido são fartos: regras do Sisbov, liberação dos Betas Agonistas, habilitação de fazendas para exportação (lista traces), entre outros.
Em alguns momentos o governo age com morosidade, em outros com rapidez implacável. Aparentemente movido por interesses distintos e desalinhados com o setor produtivo.
Partindo da consolidação da Instrução Normativa, surgem algumas questões que precisam ser respondidas:
·     O que o produtor deve fazer com estoques já comprados? Quem irá ressarci-lo?
·     Animais tratados com Avermectinas L.A. podem ser comercializados? Eles podem ser exportados?
·     Qual produto se utilizará em substituição?
Mais importante que questionar a necessidade da instrução que proíbe um produto importante na produção, é rever a forma pela qual o MAPA interage com a produção pecuária nacional. Os players deste negócio só se sentem estimulados a investir na atividade e em sua melhoria quando há uma comunicação transparente e quando se têm respeito às regras estabelecidas.
A ACNB repudia decisões arbitrárias e se coloca à disposição para a discussão do tema, reforçando o seu papel pró-ativo, e se comprometendo a participar da construção do futuro da pecuária nacional.
Fonte: Diretoria da Associação dos Criadores de Nelore do Brasil (ACNB)

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Rentabilidade deve melhorar para pecuarista


A pecuária está otimista, mas é um "otimismo controlado". Os preços estão em alta, os custos são menores e a margem de rentabilidade deverá superar a de 2012. A avaliação é de Eduardo Biagi, presidente da ABCZ (Associação Brasileira dos Criadores de Zebu). Ele acredita em uma manutenção da alta nos preços da arroba porque o consumo interno está bom e as exportações crescem neste ano.

José Vicente Ferraz, da Informa Economics/FNP, também acredita em melhora na rentabilidade. Exemplo disso é que o preço atual da arroba, apesar do início de safra, supera R$ 100 em São Paulo. "É um cenário melhor do que se esperava", diz. O preço médio deste ano deve permanecer um pouco acima do de 2012 e os custos realmente podem ser menores no que se refere a grãos. Mas os demais custos continuam pressionando. Entre essas pressões, Ferraz destaca os salários, devido à escassez de mão de obra no setor.
Apesar de margem maior na pecuária, ela será inferior à trazida por soja e milho. Isso leva um número maior de pecuaristas a adotar também a agricultura, diz ele. 

Para Biagi, pecuária não se restringe a preço, mas também a qualidade. Indústria e produtor têm de estar envolvidos em políticas inteligentes na melhoria da qualidade da carne e do mercado. O problema é a desunião entre os pecuaristas, o que dificulta as negociações. Há entidades, como a Acrimat [de MT] e outras, que funcionam bem, mas são regionais, diz.

Biagi afirmou ontem, em São Paulo, que a 79ª Expozebu, que será realizada no início de maio em Uberaba (MG), vai destacar a importância do zebu para a cadeia produtiva da carne e do leite.

Eduardo Biagi (de costas) -- com jornalistas