sexta-feira, 7 de junho de 2013

Inflação oficial desacelera para 0,37% em maio, mostra IBGE

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do país, por ser usado como base para as metas do governo, desacelerou de 0,55% em abril para 0,37% em maio, segundo divulgou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (7). Essa é a menor taxa desde junho de 2012, quando o IPCA atingira 0,08%. Com isso, o acumulado no ano ficou em 2,88% e, em 12 meses, em 6,50% - atingindo o teto da meta de inflação do governo federal. Em maio de 2012, o índice fora de 0,36%.
 
O maior impacto sobre a taxa de maio partiu dos preços de remédios, ainda que a variação do índice, de 1,61%, tenha ficado abaixo da registrada em abril (2,99%).  Também apresentou desaceleração a variação de preços dos alimentos - de 0,96% em abril para 0,31% em maio -, com destaque para o tomate, cujos preços caíram 10,31%.
 
Na análise por regiões, a maior variação foi verificada no Recife (0,74%), puxada pelo aumento dos preços dos alimentos e a menor, em Belém (-0,16%), no movimento contrário.


 
Entenda a inflação, suas causas e consequências
A inflação é uma alta persistente e generalizada dos preços. Provocada pelo desequilíbrio entre oferta e demanda, pelo excesso de moeda ou por gastos públicos elevados, entre outras causas, ela provoca perda do poder de compra e reduz a eficiência da economia.



André Bartocci: Nação Indígena ou Cidadãos Brasileiros?

Artigo escrito por Andre Bartocci* 

O produto originário de um ESTADO que permite a consumação de uma injustiça jamais será SUSTENTÁVEL. Retirar produtores eficientes e produtivos de uma terra para colocar outros cidadãos, é ECONOMICAMENTE INVIÁVEL. Se estes produtores originais receberam ou compraram estas terras de um Estado competente e soberano, e as mantém pacificamente, é ILEGAL.

Se os primeiros já cumprem uma legislação ambiental preservacionista e os que virão não são obrigados a ela, trocá-los é AMBIENTALMENTE INCORRETO.Se estas terras estão adaptadas a produção dos primeiros e não servirão sequer para a subsistência dos segundos, é ESTRATÉGICAMENTE INCORRETO. Se esta mudança de posse criará um preconceito racial e um fomentará ódio entre cidadãos brasileiros que perdurará por várias gerações é SOCIALMENTE INJUSTO.

Se esta política de simples troca de posse e domínio prejudicará toda população de uma região, inclusive aumentando violência e não solucionará problemas das comunidades indígenas, implementá-la é um ERRO. Se uma comunidade tentar formar uma nova nação dentro do território nacional, seja ela de descendentes de Italianos, de Africanos, de Americanos ou de Indígenas o Estado Brasileiro tem dois caminhos: expulsar estes grupos do país ou reconhecer o território deste projeto de nação e abrir mão de parte de sua soberania.

Este definitivamente não é o caso em questão, a grande maioria de cidadãos de origem Indígena tem orgulho de ser BRASILEIROS, falam e escrevem nossa língua, votam e torcem pela seleção brasileira. A questão indígena no Brasil se tornou um grave problema social não menos importante que a situação de cidadãos que habitam o COMPLEXO do ALEMÃO, a FAVELA da ROCINHA no Rio de Janeiro ou o SEMI-ÁRIDO NORDESTINO. 

Respeitando as proporções, a solução deve ser encarada como uma responsabilidade de todos Brasileiros. Deve se levar em conta que a responsabilidade que recai sobre produtores próximos ao conflito é proporcional á condição de cidadãos brasileiros nem mais nem menos. 

Transformar questões indígenas com séculos de políticas equivocadas em simples disputa territorial é no mínimo uma grande irresponsabilidade. A maior parte do tempo e do dinheiro destinados para a FUNAI são gastos nestas disputas TERRITORIAIS.

Se partíssemos do ponto de vista de lideranças que estimulam esta política EXPANCIONISTA da FUNAI, para solucionar os problemas de favelados no Rio de Janeiro, o primeiro passo seria desalojar condomínios e hotéis próximos destas comunidades para que pudessem redistribuir estas moradias!

Terra para este grupo de BRASILEIROS descendentes de índios é o que eles menos precisam. Precisam de saúde pública, de saneamento, de escola, de tratores, de museus, de financiamentos, de tecnologia, de emprego, de DIGNIDADE e de Paz. Precisam e querem prosperar dentro de um conceito ocidental contemporâneo.E o BRASIL precisa deles. 

Porém a política desenvolvida hoje pela FUNAI é preservacionista e não progressista. O conceito é o seguinte: para preservar cultura e costumes, estes cidadãos brasileiros são obrigados a viver como viveram seus antepassados. Em uma era pré-colombiana. Isto significa ficar fora da internet, do telefone, da roda, da ordem e do progresso! O índio brasileiro quer colaborar com a consolidação do Brasil, mas também quer ser beneficiado com sua prosperidade. É inocente imaginar que estas famílias querem abrir mão deste presente em nome de um conceito romântico preservacionista e ultrapassado. 

Hoje a situação destas comunidades é caótica e deve ser resolvida com a participação de toda a sociedade brasileira, e não com o sacrifício de produtores que cumprem seu papel social. Aumentar suas reservas ou criar outras com o atual modelo, além de não resolver, aumenta o problema para as futuras gerações. Estes brasileiros descendentes de índios não devem ser tratados como cidadãos de segunda classe, imputáveis, aprisionados a um assistencialismo, confinados em guetos e condenados a um futuro miserável. O que é importante é preservar a cultura ancestral indígena e seus costumes o que definitivamente não se faz agora.

Retirar famílias que a mais de 100 anos produz e convive em paz para assentar novos cidadãos em suas terras estimula a discriminação racial, desestrutura o sistema produtivo, gera prejuízos sociais e financeiros no campo e nas cidades. Aumenta violência e diminui índices sociais mudando definitivamente o destino de uma região.

Este conceito de justiça retroativa é tão irresponsável quanto à política da FUNAI que criou estas verdadeiras Bombas Relógio para as regiões que preservaram suas aldeias. Esta política de assentamento foi consumada varias vezes na história sempre em nome de nobres causas. Na Bósnia, na África, na Palestina... Nunca deu certo. E sempre abalou a SOBERANIA destas nações! 

A gradativa melhora de todos os índices sociais e a garantia de pleno emprego é uma alternativa que em médio prazo pode resolver o problema das comunidades indígenas. Com a implementação de políticas publicas federais com transparência, e apoio estadual e regional, poderemos construir um futuro de oportunidades para todos. Sem recorrer a demarcações inconstitucionais e injustas!

Neste momento que escrevo o Estado Brasileiro do Mato Grosso do Sul vive uma situação em que o descumprimento da constituição pode desencadear um conflito armado. A falta de atuação do Governo no amparo de seus cidadãos diminui a confiança na SOBERANIA desta NAÇÃO.

Grandes injustiças são cometidas quando o Estado Democrático de Direito é quebrado. As decisões que tomarmos agora determinará se olharemos no futuro uma família de índios como cidadãos brasileiros ou como uma ameaça.

O artigo é de André Bartocci. Pecuarista na Fazenda Nossa Senhora das Graças, Caarapó-MS. Realiza recria e engorda. Foi 2 vezes campeão do Circuito Boi Verde de Carcaças, Boas Práticas EMBRAPA cat-OURO, GLOBALGAP, Premio Nelson Pineda 2011 e 2012, Lista Trace, Marfrig-Club-platinum.




Carne bovina com selo da “Rainforest Alliance”

Não basta ter CNPJ (ou CPF), autorização de operação e cumprir normas sanitárias para criar animais para o abate. O mundo moderno ficou muito mais abrangente, exigente, fiscalizador e custoso para o produtor rural. E já há quem pague por isso.
 
A rede varejista Carrefour e a Marfrig, uma das maiores processadoras de carne do país, estão colocando no mercado brasileiro a primeira carne bovina certificada pela Rainforest Alliance, que olha para além do que a lei manda: para chegar à gôndola foram levados em conta 136 critérios sociais, trabalhistas e ambientais ao longo da cadeia produtiva da pecuária.
 
Os requisitos para a certificação foram estabelecidos pela Rede de Agricultura Sustentável (RAS), uma entidade internacional que congrega organizações conservacionistas e é detentora do selo "Rainforest" - identificado por um sapinho ainda relativamente estranho ao consumidor no Brasil.
 
"É uma certificação que exige ainda mais que o Garantia de Origem", diz Paulo Pianez, diretor de sustentabilidade do Carrefour no Brasil, referindo-se ao selo de produtos marca própria do grupo. São desde os pontos mais básicos, como a garantia de boas condições sociais dos funcionários e suas famílias até a redução da emissão de gases-estufa e a implementação de práticas de bem-estar animal. A rastreabilidade do boi é uma condição sine qua non, do nascimento à sua morte com fazendas e plantas de abate certificadas.
 
A carne bovina Rainforest será fornecida exclusivamente pela fazenda São Marcelo, em Tangará da Serra (MT), conhecida pela expertise em produção sustentável. Serão 20 mil animais entregues por ano à unidade da Marfrig no mesmo município, diz Andrew Murchie, CEO da Marfrig Beef Brasil.
 
Neste primeiro momento, o Carrefour ofertará oito tipos de cortes premium Rainforest em 13 lojas do grupo. A intenção, segundo Pianez, é expandir para 40 no segundo semestre, no Estado de São Paulo.Segundo executivo, não foram necessários investimentos ou ajustes para a certificação. "Para nós, o selo reforça as ações do grupo em sustentabilidade, abre a possibilidade de novos clientes e agrega valor à mercadoria".
 
A intenção de Marfrig, que diz que ainda não obteve retorno financeiro com a certificação, é expandir esse tipo de produção - um projeto ainda em estudo. E entrar em outros segmentos, como o da alta gastronomia. "Nunca vamos ter muito volume com Rainforest, por isso precisamos descobrir novos nichos para atuar e agregar valor", diz Murchie. Fonte: Valor Econômico.




O melhor da genética ao seu alcance

Empresário tradicional do setor de refrigeração,  Marcelo Vasone começou a criar Nelore há 10 anos atrás com a compra de uma novilha que trouxe muitos frutos para a APA agropecuária.  A história começa quando Marcelo compra de Dona Dionísia Biondo uma novilha chamada VEDETE GRD que deu origem a todo o plantel da APA. 

Com um pouco de sorte e muita competência a Vedete fez e ainda faz história, pois a matriz e seus descendentes estão entre os animais mais premiados nas exposições do Brasil.

Quando se fala em Nelore Mocho, Marcelo Vasone é referência, segundo Carlos Pavan, gestor executivo da Associação Paulista dos Criadores de Nelore e jurado da ABCZ , Vasone é um dos criadores "mais competentes do País".  Os resultados de uma gestão eficaz e competente pode ser mensurado com as premiações conquistadas, entre alguns prêmios a APA agropecuária coleciona títulos de melhor criador, expositor além do bi-campeonato com a filha da Vedete, a DIVISORA na Expozebu (ano -calendário 2007-2008 e 2008 -2009).

Pioneirismo também é uma marca registrada de Marcelo Vasone, pois quando houve a unificação dos julgamentos de Nelore padrão e Mocho, o empresário e pecuarista foi um dos poucos que investiu e acreditou nesta junção. Para se ter uma ideia deste sucesso, nos julgamentos em conjunto da Expozebu de 2011, a APA levou para casa os títulos de Reservado Grande Campeão, Campeão Junior Maior e Reservado Touro Jovem.

O Leilão Liquidação de plantel Nelore APA ofertará doadoras, novilhas, bezerras, touros de central e matrizes da família da VEDETE GRD. Serão três touros, filhas, netas e a própria VEDETE que estarão disponíveis para compra. Animais Nelore padrão também serão ofertados neste remate que traz o melhor da  genética para quem procura qualidade.

Entre os destaques que serão ofertados: o Touro MASKY JGAL, contratado pela Lagoa da Serra, a fêmea POETISA JGARCIA - mãe da ISLAMORADA campeã do ranking Nelore MS 2011/12.

Você pode comprar, arrematar e acompanhar o Leilão LIQUIDAÇÃO DE PLANTEL NELORE APA, no dia  10/06/2013, a partir das 21:00 pelo CANAL RURAL

Detalhes pelos telefones: (17) 9108-6881;(67) 3423-7214
Email:apa@arfrio.com.br




quarta-feira, 5 de junho de 2013

Nelore Natural: carne de qualidade em escala para o mercado interno

Tema recente de discussões em todo o país, a preocupação com segurança alimentar tem sido amplamente discutida entre os integrantes do setor produtivo brasileiro e ganha força nas gôndolas dos supermercados através de selos de qualidade. Produtos orgânicos, alimentos processados de acordo com normas de bem-estar social, sustentabilidade ambiental e, mais especificamente na produção de proteína, o bem-estar animal, têm ampliado seus horizontes. Nem todos os projetos, no entanto, são exatamente tão novos quanto sua importância na mesa do consumidor.

Prestes a completar dez anos de degustação dentro da principal feira mundial do setor (Feicorte, a Feira Internacional da Cadeia Produtiva da Carne), a carne bovina produzida no Programa de Qualidade Nelore Natural (PQNN) foi idealizada em 1999, em um projeto lançado após ser avaliado por especialistas em marketing  e nos aspectos técnicos do produto em si.

O Nelore é a principal raça de gado bovino do Brasil. A criação do animal foi se multiplicando pelo país de acordo com suas características de rusticidade, que permitiram sua perpetuação em ambientes inóspitos na abertura de novas fronteiras agrícolas, em ambientes que variam desde a seca de um sertão até a alagação de um pântano.  Hoje, das 213 milhões de cabeças de gado que o Brasil possui, estima-se que 80%, ou 170,4 milhões de animais, têm sangue zebuíno nas veias. Tudo isso para atender uma demanda de 40 quilos de carne bovina por ano que o brasileiro consome, totalizando 7,7 milhões de toneladas. Hoje, com perspectivas de ganhar mercados externos e ainda observar a demanda por este alimento crescer junto com a população mundial, projeta-se que até 2050 será necessário produzi-lo 49% mais e exportá-lo 80% mais que atualmente.

Por isso é necessário ressaltar que hoje o País coloca-se como uma das – senão a única – nação capaz de suprir este aumento e mudança do consumo mundial de alimentos. O projeto esculpido para fomentar e escalonar a produção de carne da principal raça do rebanho brasileiro está em expansão e hoje presente em quatro estados, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Rondônia.

Em 2012, 347 mil animais foram abatidos pelas unidades credenciadas pelo programa, realizado em parceria com o frigorífico Marfrig. Em 2013, 99,7 mil animais já foram abatidos. Os animais que se classificam no programa de acordo com os manuais de qualidade são selecionados para fornecerem carne para a marca Seara Nelore Natural. Somente em 2012, 370 toneladas de carne foram produzidas especialmente para a marca.

Para estarem aptos a ganhar um mercado e até bonificação especial por atenderem os requisitos do Programa de Qualidade Nelore Natural, os criadores só podem engordar o gado com alimentação a base de forrageiras e o uso do confinamento é permitido por um período máximo de 120 dias antes do abate.

Para que a carne esteja macia, saborosa e de acordo com exigências de bem-estar, os pecuaristas são orientados a fornecer água fresca, limpa e comida à vontade, através de uma dieta que possibilite ao bovino ter vigor e boa saúde; ambiente amplo e sombreado e ter profissionais capacitados para manejar o rebanho em procedimentos que possam causar estresse. Ao enviar as reses para o frigorífico, certifica-se que as instalações de embarque estejam adequadas, sem riscos para a integridade física de peões e bovinos.

Seguindo estas normas do manual para o pecuarista estabelecido pelo PQNN, o animal tem direito a uma vida tranquila e digna e ainda fornece carne mais macia, uma vez que o estresse pré-abate pode aumentar o pH da carne e torná-la dura, o que vai de encontro ao preceitos do programa de qualidade.

A exigência da Associação do Criadores de Nelore do Brasil (ACNB), responsável pelo programa, é que o animal abatido seja Nelore e tenha, no máximo, 25% de outra raça zebuína no sangue, o que facilita atender a demanda do PQNN, já que o rebanho zebuíno brasileiro é volumoso.

O pecuarista que deseja se associar à ACNB e ser um fornecedor do PQNN deve procurar os técnicos responsáveis por cada região dos estados que operam o programa, que podem ser encontrados juntos aos frigoríficos credenciados do Grupo Marfrig. Os manuais de qualidade, com os requisitos gerais e específicos para pecuaristas e abatedouros, consta na seção do site da ACNB dedicada ao Nelore Natural.

A Associação, bem como a qualidade de sua carne, estarão à disposição do público na Feicorte 2013, que espera receber nesta edição 25 mil pessoas entre os dias 17 e 21 de junho no Centro do Imigrantes em São Paulo-SP. Fonte: Rural Centro/Por: José Luiz Alves Neto.







Balança comercial tem superávit de US$ 760 milhões em maio

Após registrar déficit recorde em abril, a balança comercial brasileira voltou a ficar no azul em maio. Apesar da melhora frente ao mês anterior, no entanto, o resultado foi o pior para um mês de maio desde 2002 e o déficit acumulado em 2013 é o maior desde 1993.

Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), as exportações superaram as importações em US$ 760 milhões em maio – valor 74,3% inferior ao registrado em maio de 2012, quando apresentou saldo de US$ 2,962 bilhões, segundo números divulgados nesta segunda-feira (3) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). Em abril, houve déficit de US$ 994 milhões, cravando o pior resultado para os meses de abril da série histórica do ministério.


Acumulado do ano

Na parcial dos cinco meses deste ano, segundo o Ministério do Desenvolvimento, a balança comercial acumula um déficit de US$ 5,392 bilhões, ante um superávit de US$ 6,261 bilhões em igual período do ano passado. De acordo com os dados do ministério, este é o pior resultado no acumulado dos cinco primeiros meses do ano da série histórica, que tem início em 1993.

Exportações e importaçõesEm maio deste ano, as vendas externas somaram US$ 21,824 bilhões, com média diária de US$ 1,039 bilhão, o que representa uma queda de 1,5% em relação a igual período do ano passado. As compras do exterior, por sua vez, totalizaram US$ 21,064 bilhões, média de US$ 1,003 bilhão por dia útil – números recordes para meses de maio, segundo o MDIC. Contra maio de 2012, as importações cresceram 9%. Com informações do G1.



Imagem: MAPA




Plano Safra 2013/14 terá R$ 136 bi para financiamentos, alta de 18%

O Plano Agrícola e Pecuário (PAP) 2013/14 é o mais abrangente e maior em volume financeiro já lançado no Brasil. Anunciado nesta terça-feira, 4 de junho, pela presidenta Dilma Rousseff e pelo ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Antônio Andrade, o total de recursos liberados para a próxima safra é de R$ 136 bilhões, sendo R$ 97,6 bilhões para financiamentos de custeio e comercialização e R$ 38,4 bilhões para os programas de investimento. Em relação ao crédito disponibilizado na temporada que termina no dia 30 de junho deste ano, a alta é de 18%. Durante o lançamento do PAP, o ministro ressaltou ainda o fortalecimento do sistema de defesa agropecuário brasileiro e da assistência técnica rural.
 
Dos R$ 136 bilhões previstos para a nova safra, R$ 115,6 bilhões serão com taxas de juros controladas, crescimento de 23% sobre os R$ 93,9 bilhões previstos na temporada 2012/13. Como de costume,os juros dos financiamentos aos agricultores ficarão abaixo das taxas de mercado.A taxa de juros anual média é de 5,5%, sendo que serão menores em modalidades específicas: de 3,5% para programas voltados à aquisição de máquinas agrícolas, equipamentos de irrigação e estruturas de armazenagem; de 4,5% ao médio produtor rural; e de 5% para práticas sustentáveis.
 
Para o cooperativismo, R$ 5,3 bilhões estarão disponíveis pelos programas de Desenvolvimento Cooperativo para Agregação de Valor à Produção Agropecuária (Prodecoop) e do e Capitalização de Cooperativas Agropecuárias (Procap-Agro). Também foram reduzidos os juros para capital de giro das cooperativas, de 9% para 6,5% ao ano.
 
De acordo com Antônio Andrade, a elaboração do plano atual dá uma atenção extra para logística e infraestrutura no Brasil. O Governo Federal vai disponibilizar R$ 25 bilhões para a construção de novos armazéns privados no país nos próximos cinco anos – sendo R$ 5 bilhões na temporada 2013/14. O prazo será de até 15 anos para pagamento. Além disso, serão investidos mais R$ 500 milhões para modernizar e dobrar a capacidade de armazenagem da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Pelo Programa de Sustentação de Investimento (PSI-BK), para o financiamento de máquinas e equipamentos agrícolas, serão R$ 6 bilhões, enquanto para a agricultura irrigada, R$ 400 milhões.
 
O médio produtor também foi destacado no novo PAP. Foram disponibilizados R$ 13,2 bilhões pelo Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) para custeio, comercialização e investimento. O valor é 18,4% superior aos R$ 11,15 bilhões previstos na safra 2012/13. Os limites de empréstimo para custeio passaram de R$ 500 mil para R$ 600 mil, enquanto os de investimento subiram de R$ 300 mil para R$ 350 mil.
 
O financiamento ao desenvolvimento sustentável da agricultura brasileira continua prioritário entre as modalidades de crédito fomentadas pelo Governo Federal. Pelo Programa Agricultura de Baixa Emissão de Carbono (ABC), que financia tecnologias que aumentam a produtividade com menor impacto ambiental, o volume de recursos saltou de R$ 3,4 bilhões para R$ 4,5 bilhões.
 
Uma das principais novidades do plano é o aumento da subvenção ao prêmio do seguro rural. “O Governo elevou em 75% os valores para este ano, passando de R$ 400 milhões para R$ 700 milhões”, anunciou o ministro Antônio Andrade. Do total, 75% serão aplicados em regiões e produtos agrícolas prioritários, com subvenção de 60% do custo da importância segurada. A expectativa é segurar uma área superior a 10 milhões de hectares e beneficiar 96 mil produtores.
 
Já o limite de financiamento de custeio, por produtor, foi ampliado de R$ 800 mil para R$ 1 milhão, enquanto o destinado à modalidade de comercialização passou de R$ 1,6 milhão para R$ 2 milhões. Em ambos os casos, a variação foi de 25%, mas o contrato de custeio pode ser ampliado em até 45%, dependendo das condições de contratação ou de uso de determinadas práticas agropecuárias (como adesão ao seguro agrícola ou a mecanismos de proteção de preços, utilização do Sistema Plantio Direto, comp rovação de reservas legais e áreas de preservação permanente na propriedade e adoção do sistema de identificação de origem).
 
Para apoiar a comercialização, o novo Plano Agrícola e Pecuário terá R$ 5,6 bilhões. Deste total, R$ 2,5 bilhões se destinam à aquisição de produtos e manutenção de estoque e R$ 3,1 bilhões para equalização de preços, de maneira a garantir o preço mínimo ao produtor.
 
Defesa agropecuária e assistência técnica
 
O evento de lançamento do PAP marcou também o anúncio de iniciativas para aprimorar o sistema de defesa agropecuário do Brasil. Serão R$ 120 milhões para ampliação e modernização dos seis Laboratórios Nacionais Agropecuários (Lanagros) do Governo Federal. Esse valor será utilizado ainda para oferecer diagnósticos mais rápidos e ainda mais precisos.
 
Quanto ao Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (o Sisbi-POA), será criada uma coordenação que garantirá a consolidação do sistema, facilitando o acesso dos estados e municípios ao Programa. “Outra grande preocupação da defesa agropecuária será com a tipificação das carcaças bovinas, incentivando os produtores na melhoria e padronização da carne”, explicou Antônio Andrade.
 
A criação do Serviço Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural foi lembrada pelo ministro. “A criação desse serviço será um marco significativo para o aumento da produção, da produtividade e do bem-estar do produtor brasileiro”. O ministro citou ainda o Programa Inovagro, que tem o objetivo de impulsionar a produtividade e a competitividade do agronegócio brasileiro por meio da inovação tecnológica. “O Governo vai destinar R$ 3 bilhões para o agronegócio, sendo R$ 2 bilhões para pesquisa e desenvolvimento de máquinas e equipamentos e R$ 1 bilhão para que os produtores rurais possam incorporar tecnologias”, afirmou o ministro.

Entre as prioridades do PAP estão armazenagem, irrigação, médio produtor e seguro rural



terça-feira, 4 de junho de 2013

O 1º Leilão Online ACNB e Programa Leilões encerra-se hoje às 18h.

Ainda dá tempo, aproveite esta excelente oportunidade de adquira prenhezes de doadoras consagradas, com o peso da raça e da tradição da Fazenda do Sabiá, Fazenda Guadalupe, Grupo Monte Verde e HRO. 

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