quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Será que você precisa evitar gordura animal se tiver passado por um ataque cardíaco?

* Artigo Dr. Wilson Rondó Jr.

A literatura médica contém somente dois estudos envolvendo humanos que comparam o resultado (não só indicadores como o colesterol) de uma alimentação rica em gordura animal com uma alimentação rica em óleos vegetais. Os dois estudos mostraram que a gordura animal, na verdade, protege o organismo contra o ataque cardíaco.

O projeto do clube dos anticoronarianos, lançado em 1957 e publicado em 1966, no jornal da American Medical Association, comparou dois grupos de executivos nova-iorquinos de idade entre 40 e 59 anos. Um grupo seguiu uma “Alimentação Prudente” que consistia em óleo de milho e margarina, no lugar de manteiga, cereais matinais ao invés de ovos, e galinha e peixe, no lugar da carne vermelha. Outro grupo comeu ovos no café da manhã e carne três vezes por dia.

No final da avaliação, o resultado mostrou que a média do colesterol do grupo da “Alimentação Prudente” foi de 220 mg/dl, enquanto a média do grupo que se alimentou com ovos e carne foi de 250 mg/dl. O porém é que ocorreram oito mortes por doença cardíaca entre os indivíduos do grupo da “Alimentação Prudente” e nenhuma no grupo que comeu carne três vezes por dia.

Em um estudo publicado no British Medical Journal, em 1965, os pesquisadores dividiram indivíduos que tiveram ataque cardíaco em três grupos. Um grupo recebeu óleo de milho poli-insaturado, outro óleo de oliva monoinsaturado e ao terceiro grupo foi dado gordura animal saturada.

Depois de dois anos o grupo do óleo de milho teve 30% de redução do colesterol, mas só 52% continuaram vivos; o grupo do óleo de oliva foi um pouco melhor: 57% continuaram vivos; mas, entre o grupo que consumiu gordura animal, 75% estavam vivos.

Infelizmente, esses estudos não tiveram a publicidade necessária e com isso poucos médicos têm esse conhecimento. Como resultado, os pacientes que tiveram ataque cardíaco estão ainda evitando gordura animal na sua alimentação e, sem saber, elevando o risco de morte.

* Artigo escrito por Dr. Wilson Rondó Jr. - Iniciou sua carreira como cirurgião vascular, tendo trabalhado como residente na Clinique du Mail La Rochelle, na França. Dedicou-se especialmente à Medicina Preventiva Molecular, especializando-se em Terapias Antioxidantes pelo The Robert W. Bradford Institute, nos EUA e no Regenerations Zentrum Dr. Kleanthous Embh (Heideberg) na Alemanha. Graduado pela Faculdade de Santo Amaro em 1983. É membro e diplomado pelo American College of Advancement in Medicine.
Pertence ainda a diversas outras instituições no Brasil e no Exterior.
Mais informações em: http://drrondo.com/

Referência Bibliográfica:
 American Journal of Clinical Nutrition January 13, 2010
 American Journal of Clinical Nutrition 91: 502-509; January 20, 2010
Conditioning Research October 18, 2011
The Netherlands Journal of Medicine September 2011; 69(9):372-8
American Journal of Clinical Nutrition October 2006; 84(4): 894-902



Inflação oficial acelera em outubro, mas segue dentro da meta, diz IBGE

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do país, por ser usado como base para as metas do governo, ganhou força de setembro para outubro, passando de 0,35% para 0,57%, a taxa mais alta desde fevereiro deste ano, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em pesquisa divulgada nesta quinta-feira (7).

Apesar do resultado maior no mês, o IPCA acumulado em 12 meses ficou em 5,84% – abaixo dos  5,86% de setembro e seguindo dentro da meta de inflação do governo federal, que permite que o IPCA oscile entre 2,5% e 6,5%. Em outubro do ano passado, o indicador havia ficado em 0,59%.

Em outubro, entre os preços de itens pesquisados pelo IBGE, o de carnes exerceu o maior impacto, com 0,08 ponto percentual do IPCA. O alimento ficou, em média, 3,17%, mais caro, chegando a 5,85% na região metropolitana de São Paulo, segundo a pesquisa.Também tiveram destaque as altas de preço do tomate. O aumento médio foi de 18,65%, mas subiu 52,69% na região metropolitana do Rio de Janeiro.

Pressionado pelo avanço de preços desses e de outros produtos, o grupo de gastos com alimentação e bebidas subiu 1,03% em outubro, acima dos 0,14% de setembro - se tornando o maior  responsável pela aceleração do IPCA, já que representou 44% do índice.

Apesar de o peso maior ser o do grupo de alimentos em outubro, foi o de vestuário que registrou a maior variação de preços: de 1,13%, após ficar em 0,63% no mês anterior. Dentro desse grupo, as roupas femininas tiveram alta de 1,34% e as masculinas, de 1,28%.




Agronegócio no sec. XX é tema de congresso capixaba

Após grandes desafios a cadeia Pecuária Bovina do Espírito Santo encontra-se firme em prol de um objetivo comum. É a firmação do Congresso Capixaba de Pecuária Bovina, em sua quinta edição. Um encontro que trás à tona temas de grande importância no cenário nacional. Desde o contexto do agronegócio na sociedade brasileira até os efeitos dos produtos de origem animal na alimentação humana, passando pelas principais tecnologias de produção que geram uma verdadeira reforma agrária no campo, reforma essa que começa com o fortalecimento e a valorização do homem do campo.

Por isso, é com grande prazer que contamos novamente com sua participação no V Congresso Capixaba de Pecuária Bovina. Acreditamos que a cadeia pecuária bovina brasileira vive um momento econômico ímpar, contudo com enormes desafios que fazem com que os pecuaristas se unam em uma caminhada rumo ao crescimento do nosso país.
  
TEMA CENTRAL: O AGRONEGÓCIO NO SÉCULO XXI
PROGRAMAÇÃO:
Dia: 07 de novembro de 2013 – quinta-feira
08h00: Inscrição e Entrega de material
1° PAINEL
08h30: Conferência: DESAFIOS E SOLUÇÕES PARA O AGRONEGÓCIO CAPIXABA.
Conferencista: Enio Bergoli  da Costa – Secretario Estadual de Agricultura - ES
Presidente: Daílson Laranja - Diretor Administrativo da ACCN - ES
Moderadores: Evair Vieira de Melo - Diretor Presidente do Incaper - ES
                     Carlos Alberto Macedo – Diretor Patrimonial da ACCN– ES                     
                     Abdo Gomes - FAES / SEBRAE-ES

09h50 Mesa Redonda
10h10: Intervalo, Espaço Empresarial e Apresentação de Trabalhos Científicos

10h30: Conferência: OS ZEBUÍNOS NO MELHORAMENTO GENÉTICO DA PECUÁRIA NACIONAL.
Conferencista: Luiz Cláudio Paranhos –  Presidente da ABCZ - MG
Presidente: Roberto Winkler –Zootec. Responsável Técnico ETR/ ABCZ-ES
Moderadores: Victor Paulo Silva  Miranda – Presidente da ACCN
                    Marcos Corteletti – Presidente da ACPGLES/ Diretor da Fiore -  ES
     
11h20 Mesa Redonda
12h00: Intervalo para almoço

2° PAINEL

14h00: Conferência: GESTÃO EMPRESARIAL NAS PROPRIEDADES LEITEIRAS: CONHECER PARA DECIDIR.
Conferencista: Christiano Nascif – Zootec. / Consultor do  Sebrae - MG
Presidente: Pedro Carlos Cani - Gerente Estadual de Pecuária - SEAG - ES
Moderadores: César Conte Guimarães Filho – Zootecnista/Prof. UFES - ES
                   Felipe Berbari Neto – Med. Vet./Prof. UFES - ES
                   Mario Souza Silva – Emater-  MG

14h50: Mesa Redonda
15h10: Conferência: VACAS F1 HOLANDÊS X ZEBU UMA OPÇÃO PARA PRODUÇÃO DE LEITE E CARNE
Conferencista: José Reinaldo Mendes Ruas – Med. Vet. / Epamig – MG
Presidente: José Wallace de Tassis – Diretor Técnico da ACCN-ES
Moderadores: Breno Dalla Maestri – Med. Vet. RHVet / Pecuarista – ES
                   Marcel Ferreira Bastos Avanza - Med. Vet./Prof. UVV – ES
                   Alice Cristina B. Teixeira – Zootec. / Incaper - ES

16h00: Mesa Redonda
16h20: Intervalo, Espaço Empresarial e Apresentação de Trabalhos Científicos

16h40: Conferência: OTIMIZAÇÃO DO USO DE REPRODUTORES ZEBUINOS
Conferencista: Jose Domingos Guimarães “JD” – Med. Vet. /  Prof da UFV-MG
Presidente: Fernando Luiz  Tobias – Coord. Curso de Med. Vet. UVV – ES
Moderadores: Giuliano Moraes Figueiró – Med. Vet / Prof.  Unesc e ESFA - ES
                    Diogo Vivacqua de Lima – Med. Vet / Prof. Facastelo – ES
                   Gercilio  Alves de Almeida JR –  Coord. Curso Zootec /CCA-UFES-ES

17h30: Mesa Redonda
18h00: Encerramento das atividades

Dia: 08 de novembro de 2013 – sexta-feira
3° PAINEL
08h00: Intervalo, Espaço Empresarial e Apresentação de Trabalhos Científicos

08h30: Conferência: DESAFIOS NA GESTÃO DA MÃO-DE-OBRA NA PECUÁRIA.
Conferencista: Paulo Sérgio Mustefaga - Economista CNA / MAPA - DF
Presidente: Neuzedino Alves V. de Assis - Superintendente do Senar - ES
Moderadores: João Anselmo Molino - Eng. Agrônomo, MSc em Zootec. / Incaper - ES
                   Odael Spadeto Júnior - Med. Vet./ Prof. UVV – ES            
                    Renato Travasso Beltrame – Med. Vet./Prof. UNESC – ES

09h20: Mesa Redonda
09h40: Intervalo

10h00: Conferência: DESAFIOS DO AGRONEGÓCIO BRASILEIRO PARA SÉCULO XXI.
Conferencista: Alysson Paolinelli – Ex- Ministro da Agricultura - MG
Presidente: Nabih Amin El Aouar–Presidente do 5º Congresso Capixaba de Pecuária Bovina - ES
Moderadores: Dalton Dias Heringer – Presid. do Conselho  Admin. Heringer - ES
                   Arthur Coutinho – Diretor Presidente do FRISA – ES
                  Jorge Matsuda – Presidente do Grupo Matsuda - SP
                   
12h00: Intervalo para Almoço
4° Painel

14h00: Conferência: CÓDIGO FLORESTAL: PARA ONDE VAMOS?
Conferencista: João Carlos de Petribú Dé Carli Filho – Eng. Agron. / CNA - MAPA - DF
Presidente: Júlio da Silva Rocha Jr. - Presidente da FAES – ES
Moderadores: José Canal – Diretor Financeiro da ACCN-ES
                   Afrânio Afonso Ferrari Baião – Eng Agron. / Prof. IFES – ES
                   Yolanda Loyola – Coord. Curso de Med. Vet. Unesc – ES

14h50: Mesa Redonda 
15h10: Conferência: INTEGRAÇÃO AGRICULTURA X PECUÁRIA COMO ESTRATÉGIA PARA PRODUÇÃO DE ALIMENTOS NA PROPRIEDADE. 
Conferencista: Lourival Vilela – Embrapa / Cerrados - DF
Presidente: José Arnaldo Alencar - Superintendente Federal da Agricultura – ES
Moderadores: Eduardo Bortolini –Vice- presidente da ACCN - ES 
                   Humberto Luiz Wernersbach Filho - Supervisor de Pesquisa/Fertilizantes Heringer – ES
                  Rogério Barroso – Med. Vet. /  Prof. ESFA - ES

16h00: Mesa Renda:
16h20: Intervalo, Espaço Empresarial e Apresentação de Trabalhos Científicos
16h40: Conferência: A TECNOLOGIA COMO RESGATE DA PECUÁRIA LEITEIRA.
Conferencista: Nivaldo Michetti – Produtor Rural / Alta Floresta -MT
Presidente: José Carnieli – Presidente da Veneza  – ES
Moderadores: Bevaldo Martins Pacheco – Técnico do Incaper-ES
                   Ismail Ramalho Haddade – Eng. Agron. / Prof.  do IFES - ES
                   Rivelino Rovetta - Zootec./ Prof. UVV – ES

17h30: Mesa redonda
17h50: Entrega das Premiações aos vencedores dos Trabalhos Científicos
18h00: Sorteio dos brindes
18h15: Encerramento das Atividades pelo Presidente do Congresso

MINI CURSOS:

Serão ministrados minicursos nos dias 7 e 8 de novembro no horário das 12:30 as 14:00h. Cada curso terá 20 vagas por dia.
Programação:

1 Interpretação de Análises de Solo
Instrutor: Humberto Luiz Wernersbach Filho - Supervisor de Pesquisa/Fertilizantes Heringer – ES
2 Escolha de Reprodutores em Catálogos de Centrais
Instrutor: Roberto Winkler – Zootec. Responsável Técnico ETR/ ABCZ-ES
3 Análise de Sêmen em Bovinos
Instrutor: Breno Dalla Maestri – Médico Veterinário RHVet e Pecuarista – ES
4 Balanceamento de Dietas para Bovinos de Corte e Leite
Instrutor: Wilton Bonfim de Azevedo, - Zootecnista, Assistente Técnico Comercial – Tortuga - ES



terça-feira, 5 de novembro de 2013

Venda de carne bovina para Hong Kong dispara

Hong Kong, com 7 milhões de habitantes, tornou-se o principal mercado importador de carne bovina brasileira, superando a Rússia. E a razão é simples: grande parte dessas compras toma o rumo da China, que oficialmente proibiu a entrada do produto em seu mercado no fim de 2012 por conta da confirmação de um caso atípico da doença da "vaca louca" no Paraná.

As vendas para Hong Kong aumentaram 71,4% em volume de janeiro a setembro deste ano em relação ao mesmo período de 2012. Em outubro, essa região administrativa especial da China caiu para o terceiro lugar no ranking dos maiores importadores, atrás de Rússia e Venezuela. Mas, no acumulado do ano, permaneceu na liderança, com importações que chegaram a US$ 1,157 bilhão, ante US$ 1,047 bilhão dos russos, conforme antecipou o Valor PRO, serviço de informações em tempo real do Valor.


Houve, portanto, uma flagrante aceleração do crescimento das vendas de carne bovina do Brasil para Hong Kong. Em 2012, a expansão do volume dos embarques na comparação com o ano anterior havia sido de 17,4%. Em 2011, a alta alcançara 14,1%. E a situação mostra as contradições chinesas. Nesse contexto, é provável que Pequim continue a interditar o acesso da carne brasileira, apesar dos pedidos que a delegação brasileira comandada pelo vice-presidente Michel Temer fará esta semana na China.

Temer desembarcou em Macau, perto de Hong Kong, e logo se encontrou com o vice-primeiro-ministro Wang Yang, encarregado de temas econômicos, comerciais e financeiros no Conselho de Estado chinês, a quem enumerou os pleitos brasileiros, entre eles a reabertura do mercado para o filé nacional.

O chinês, porém, ouviu e ficou calado, segundo uma fonte. Os dois voltam a se encontrar na quarta-feira, em Cantão, na grande reunião bilateral anual. Ali, a demanda será repetida. O ministro da Agricultura, Antônio Andrade, também estará em Pequim na quinta-feira para tentar encontrar uma solução para o problema. Para fontes que acompanham a questão, os chineses não vão reabrir o mercado agora e promoverão uma nova visita técnica para inspecionar frigoríficos no Brasil, apesar dos argumentos trazidos pela delegação brasileira.

Ou seja, a decisão de acabar com a proibição tende a ser adiada. Maior parceira comercial do Brasil, a China é um dos poucos países no mundo a manter a barreira ao produto brasileiro, ao lado de Japão e África do Sul. Isso apesar de a Organização Mundial da Saúde Animal (OIE) já ter dito e repetido que o caso atípico de "vaca louca" no Paraná não afetou a cadeia alimentar e de ter preservado o status do Brasil de "país de risco insignificante" para a doença.

Recentemente, na Organização Mundial do Comércio (OMC), a China pediu mais informações do Brasil. Insistiu que havia problemas "indefinidos" na ciência e que, por não ter a doença, precisa proteger sua pecuária. Os chineses argumentaram, na ocasião, que suas leis e regulações proíbem a importação da carne do Brasil e de alguns outros exportadores que eventualmente registraram casos de "vaca louca".

Assim, importar não pode, mas consumir pode. Um conhecedor do tema conta que a carne passa de Hong Kong para o resto da China sem nenhum problema. O único produto com controle entre a China e sua região de administração especial é leite em pó infantil. É que depois do escândalo do leite na segunda maior economia do país, quem vai à China só pode carregar 1,8 quilo desse leite para não provocar escassez em Hong Kong.

Apenas oito frigoríficos brasileiros estavam autorizados a exportar carne bovina para a China e outros nove perto de conseguir o sinal verde até que houve o caso da "vaca louca". Uma fonte lembra que além de continuar vendendo muito, via Hong Kong, há uma companhia brasileira produzindo na Austrália e vendendo de lá para os chineses. A empresa em questão é a JBS. Fonte: Jornal Valor Econômico.


Imagem: RBS


segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Exportações de carne bovina in natura têm receita de US$ 539,2 milhões

As exportações brasileiras de carne bovina in natura tiveram em outubro o melhor desempenho histórico para o mês, com receita de
US$ 539,2 milhões e vendas externas de 118,6 mil toneladas. Os dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC, Brasília/DF) mostram que o volume exportado em outubro cresceu 5,7% ante setembro e 17,8% comparado o mesmo período de 2012. Já a receita cresceu 7,4% em relação a setembro de 2013 e 11% comparativamente a outubro de 2012.

No acumulado dos dez primeiros meses de 2013, o setor faturou US$ 4,36 bilhões com as exportações de carne bovina in natura, resultado 17,6% acima do obtido de janeiro a outubro do ano passado e recorde histórico para o período. O valor registrado até agora ficou apenas 3% abaixo de toda receita das vendas externas de carne bovina registrada no ano passado. O volume exportado de janeiro a outubro subiu 24,5% e atingiu 970 mil toneladas, o melhor desempenho dos últimos seis anos.



De olho na Ásia


O continente asiático, um dos principais alvos da indústria alimentícia mundial, receberá nos próximos dias uma missão da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (ABIEC). A ação de promoção da carne brasileira será iniciada com uma visita de três dias a Cingapura, promovida pela Embaixada Brasileira localizada na cidade-Estado. 

Entre 3 e 6 de novembro, a delegação brasileira, chefiada pelo Diretor Executivo da ABIEC, Fernando Sampaio, participa de uma série de encontros com autoridades e representantes do setor alimentício local. Em seguida, viajam para Tailândia e Mianmar, retornando ao Brasil no dia 16 de novembro. 

As visitas têm o objetivo de apresentar a qualidade da carne bovina brasileira para mercados que ainda são pouco representativos para a indústria nacional. Atualmente, apenas Cingapura aparece entre os maiores importadores de carne brasileira, ocupando o 17º posto no ranking de exportações com um total de 7,9 mil toneladas em 2013. 

A Tailândia comprou apenas 459 toneladas de carne nos nove primeiros meses do ano, enquanto Mianmar não registrou negócios com o Brasil.





Etapa de vacinação contra aftosa já começou em 21 estados e no DF

Começou nesta sexta-feira, 1º de novembro, a segunda etapa da campanha de vacinação contra a febre aftosa em 21 estados brasileiros e no Distrito Federal. Em outubro, outras três unidades da federação já haviam iniciado a imunização: Roraima, Rondônia e a fase única no Amapá.

A vacinação de todo o rebanho de bovinos e bubalinos será nos estados do Acre, Alagoas, Amazonas, Ceará, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Norte e São Paulo. Já a imunização em animais com idade abaixo de 24 meses está prevista nos estados da Bahia, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Sergipe e Tocantins. Algumas localidades desses estados têm datas diferenciadas. Consulte o site do Ministério da Agricultura para saber as localidades no link:

Os serviços veterinários oficiais têm 30 dias após o final do prazo para encaminhar ao Mapa relatório das atividades da campanha contra a enfermidade. A expectativa do Ministério da Agricultura é que 150 milhões de cabeças sejam vacinadas nesta nova etapa.

Atualmente, o Brasil reconhece como zona livre de febre aftosa com vacinação áreas de 22 estados (sendo sete do Nordeste e o Pará apenas em 2013) e o Distrito Federal. A campanha e todo trabalho realizado pelo governo são fundamentais para impedir a reintrodução da doença no território. Santa Catarina não está no calendário por ser zona livre de aftosa sem vacinação.


Após acordo, Minerva fala em novas parcerias com BRF

A compra dos ativos de bovinos da BRF pela Minerva deve ampliar o faturamento anual do frigorífico em pelo menos em R$ 1,2 bilhão e também adicionar cerca de R$ 100 milhões anuais ao Ebitda (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da empresa, que foi de R$ 495 milhões em 2012.

O negócio, confirmado na sexta-feira depois de ser antecipado pelo Valor PRO, prevê que a BRF entregará as unidades de bovinos de Várzea Grande e Mirassol d'Oeste, localizadas em Mato Grosso, em troca de uma participação de 15,2% no capital da Minerva e do direito a duas vagas no conselho de administração. O frigorífico emitirá 29 milhões de ações, o que equivale a cerca de R$ 300 milhões, para incorporar as duas unidades de bovinos da BRF.

Na teleconferência para tratar da operação na sexta-feira, o CEO do Minerva Fernando Galletti de Queiroz, disse que o acordo "abre caminho" para novos "trabalhos e estudos" em parceria com a BRF. "Veremos todas as áreas que podem ter sinergias e estaremos mais juntos".

Segundo o executivo, a aquisição dos dois frigoríficos em Mato Grosso pela Minerva completa a diversificação geográfica no Brasil - a empresa ainda não tinha unidades no Estado, que tem o maior rebanho de bovinos do país. Com as duas plantas, a capacidade de abate da Minerva passará de 11,5 mil bovinos por dia para 14,080 mil cabeças por dia. A empresa tem agora 13 unidades no Brasil, Paraguai e Uruguai.

Para a BRF, a venda dos ativos resolve um problema, já que o abate de bovinos não era seu "core business". A empresa era pouco eficiente e tinha rentabilidade baixa no segmento. Desde que Abilio Diniz chegou à BRF, em abril deste ano, já se imaginava, no mercado, que a empresa fosse rever sua atuação em bovinos, como parte de sua reestruturação. Em nota, a companhia afirmou que "sem sair do negócio, a BRF desverticaliza a cadeia, deixando a gestão de abate aos cuidados de uma empresa especialista, a Minerva. Ao mesmo tempo, reforça sua atuação nos segmentos de food services e alimentos processados de carne bovina".

A transação com o Minerva prevê um acordo de fornecimento de carne bovina de 10 anos à BRF, que garante metade do que a empresa necessita de matéria-prima para produzir seus alimentos processados. A BRF também exporta pequenos volumes de carne bovina. A BRF optou por um negócio envolvendo ações pois permanecer no capital da Minerva como acionista minoritário relevante é uma forma de se proteger, garantir fornecimento, estimular a parceria e participar economicamente do segmento de bovinos.

O acordo de acionistas entre as empresas tem um prazo de 10 anos e pode ser destratado pela BRF a partir do quinto ano ou se houver troca de controle da Minerva. Além das vagas no conselho, a BRF terá alguns direitos políticos, como o voto afirmativo para transações relevantes. Haverá direito de preferência para ambos os lados, em caso de venda. Além disso, a Minerva terá o endividamento limitado a 3,5 vezes o Ebitda. Com isso, a BRF pode participar do gerenciamento do risco financeiro da Minerva. As empresas também se comprometem a explorar em conjunto oportunidades no mercado externo.

Pelo lado da BRF, o negócio foi assessorado pela Estáter Gestão e Finanças. A Minerva foi representada pelo BTG Pactual.