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terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Agronegócio exporta US$ 93,58 bi até novembro

De acordo com a Secretaria de Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (SRI/Mapa), as exportações do agronegócio brasileiro de janeiro a novembro deste ano somaram US$ 93,58 bilhões, valor que representa um crescimento de 5,6% em relação ao mesmo período do ano passado. As importações somaram US$ 15,7 bilhões e o saldo da balança comercial do setor foi de US$ 77,88 bilhões.

No período, os setores que mais contribuíram para o crescimento das vendas externas do agronegócio foram complexo soja (+US$ 4,85 bilhões), carnes (+1,05 bilhão), cereais, farinhas e preparações (+790,54 milhões), produtos florestais (+548,56 milhões), couros e seus produtos (+US$ 347,07 milhões).

Em termos de valor exportado, o principal setor foi o complexo soja, com US$ 30,35 bilhões, isto é, 19% superior à cifra alcançada em 2012. O segundo em destaque foi o de carnes, cujas vendas alcançaram US$ 15,39 bilhões entre janeiro e novembro de 2013.

Entre os blocos econômicos e regiões demográficas, a Ásia foi o principal destino das exportações brasileiras do agronegócio no acumulado até novembro. As vendas somaram US$ 38,74 bilhões. Em relação ao mesmo período do ano anterior, houve um crescimento de 19,8%.

Resultados do mês
Em novembro de 2013, as exportações do agronegócio atingiram a cifra de US$ 7,16 bilhões e as importações totalizaram US$ 1,41 bilhão. O saldo da diferença entre as exportações e importações foi de US$ 5,75 bilhões nesse mês.

O setor de carnes foi o principal em valor exportado, as vendas externas subiram 5,2% e chegaram a US$ 1,43 bilhão. O complexo soja registrou a maior expansão dentre os principais setores exportadores, com aumento de 36,5% nas vendas externas.

Quanto às exportações por blocos econômicos, as vendas aumentaram em 18,5% para os países da Aladi (Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, México, Paraguai, Peru, Uruguai, Venezuela, Cuba e Panamá); 0,6% para a Ásia e 0,2% para o Oriente Médio.




segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Exportações do agronegócio somam US$ 86,42 bi em 2013

De acordo com a Secretaria de Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (SRI/Mapa), as exportações do agronegócio brasileiro de janeiro a outubro deste ano somaram US$ 86,42 bilhões, valor que representa um crescimento de 6,9% em relação aos US$ 80,88 bilhões obtidos no mesmo período do ano anterior. As importações alcançaram
US$ 14,29 bilhões e o saldo da balança comercial foi de US$ 72,13 bilhões.

No período, os produtos de origem vegetal foram os que mais contribuíram para o crescimento de US$ 5,54 bilhões nas exportações. O principal setor, em termos de valor exportado foi o complexo soja, com US$ 29,19 bilhões, isto é, 18,4% superior à cifra alcançada em 2012. As carnes apresentaram o segundo melhor resultado em vendas, alcançando US$ 13,96 bilhões, enquanto o sucroalcooleiro foi o terceiro, com US$ 11,64 bilhões.

Entre os blocos econômicos e regiões demográficas, a Ásia foi o principal destino das exportações brasileiras do agronegócio no acumulado até outubro. As vendas somaram US$ 36,51 bilhões, ou seja, 42,2% do total exportado pelo Brasil para o mundo no período. Em relação ao mesmo período do ano anterior, houve crescimento de 21,3%.

Resultados do mês
Em outubro deste ano, as exportações do agronegócio atingiram a cifra de US$ 8,42 bilhões. As importações obtiveram elevação de 2,5%, totalizando US$ 1,62 bilhão, resultado que proporcionou um saldo de US$ 6,80 na balança comercial do agronegócio.

O setor de carnes registrou US$ 1,57 bilhão, maior valor em exportações. Logo em seguida, aparece o complexo soja com US$ 1,56 bilhão.

Quanto às exportações por blocos econômicos, as vendas aumentaram em 15,1% para os países da Aladi (Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, México, Paraguai, Peru, Uruguai, Venezuela, Cuba e Panamá). No entanto, houve queda no comércio com o Mercosul (3,2%); a União Europeia (5,2%); e a Ásia (9,1%).

Mais uma vez, a China foi o destaque entre os países de destino. As vendas para o país asiático subiram 23,9% em outubro de 2013, possibilitando um aumento da participação do país de 11,6%, em outubro de 2012, para 16,5% em outubro de 2013.

Imagem: MAPA

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Exportações do agronegócio somam US$ 8,96 bilhões em setembro

De acordo com a Secretaria de Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (SRI/Mapa), as exportações do agronegócio brasileiro, em setembro de 2013, atingiram a cifra de US$ 8,96 bilhões, aumento de 3,3% comparado ao mesmo mês de 2012. As importações obtiveram elevação de 4,5% com o valor de US$ 1,38 bilhão, o que resultou em um saldo da balança comercial de US$ 7,59 bilhões – resultado 3,1% superior ao valor registrado no ano anterior.

O complexo soja foi o principal setor exportador, registrando a marca de US$ 2,74 bilhões em vendas, o equivalente a 30,6% do total exportado pelo setor agrícola. Logo em seguida, aparece o setor de carnes com US$ 1,38 bilhão, elevação de 0,7% na comparação com setembro de 2012.

Em referência às exportações do agronegócio brasileiro divididas por blocos econômicos, a Ásia lidera o ranking com US$ 3,69 bilhões, valor 22,1% superior ao registrado no mesmo mês do ano anterior. Em segundo aparece a União Européia com US$ 2,06 bilhões. O Oriente Médio foi o terceiro principal destino com US$ 716,61 milhões.

Mais uma vez, a China foi o destaque entre os países de destino com US$ 2,07 bilhões, valor que foi 71,6% superior ao registrado no mesmo mês do ano anterior. Os Países Baixos ficaram em segundo no ranking de destinos com US$ 652,45 milhões. Em seguida, os maiores destinos de exportação foram os Estados Unidos, com US$ 503,11 milhões, e o Japão, com US$ 311,98 milhões.

Resultado de janeiro a setembro de 2013
Entre janeiro e setembro, as exportações do agronegócio cresceram 9,5% e atingiram a cifra de US$ 78 bilhões, com aumento de US$ 6,76 bilhões em relação aos US$ 71,25 bilhões exportados no mesmo período de 2012. As importações cresceram 5,3%, passando de US$ 12,03 bilhões para US$ 12,67 bilhões.

Imagem: Ministério da Agricultura


quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Exportações do agronegócio em agosto somaram US$ 10,17 bilhões

As exportações brasileiras do agronegócio, em agosto de 2013, foram de US$ 10,17 bilhões, valor que representa um crescimento de 15,4% em relação ao mesmo período de 2012. As importações sofreram um pequeno recuo de 0,5%, de US$ 1,47 bilhão para US$ 1,46 bilhão. Desta forma, o saldo de US$ 7,79 bilhões da balança comercial foi positivo. As informações são da Secretaria de Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (SRI/Mapa).

Em agosto, o principal setor exportador foi o complexo soja, responsável por 35,6% das exportações do agronegócio ou US$ 3,95 bilhões. O segundo setor exportador foi o complexo sucroalcooleiro, com um crescimento de 12,7% em relação a agosto de 2012. As exportações de carnes aparecem logo em seguida com receita de US$ 1,43 bilhão e aumento de 8,5% nas vendas.

Em referência às exportações do agronegócio brasileiro divididas por blocos econômicos, as vendas para o continente asiático se destacaram mais uma vez e atingiram o montante de US$ 4,55 bilhões. A participação da Ásia se elevou de 37,8% para 44,7% em 2013. O segundo principal bloco de destino foi a União Europeia com o valor de US$ 2,0 bilhões.

As vendas para os chineses passaram de US$ 1,82 bilhão para US$ 2,80 bilhões, aumento de 53,3%. A China foi o destaque entre os países de destino, logo em seguida, aparecem os Estados Unidos, com US$ 763,62 milhões ou crescimento de 8,5%.

Resultado de janeiro a agosto de 2013
Entre janeiro e agosto, as exportações do agronegócio cresceram 10,3% e atingiram a cifra de US$ 69,04 bilhões. Um crescimento de 10,3% em relação aos US$ 62,57 bilhões exportados no mesmo período de 2012.

Os cinco principais setores exportadores do agronegócio foram complexo soja (US$ 24,89 bilhões); carnes (US$11,02 bilhões); complexo sucroalcooleiro (US$ 9,11 bilhões); produtos florestais (US$ 6,36 bilhões) e cereais, farinhas e preparações (US$ 4,02 bilhões).

Imagem: MAPA

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Balança comercial registra o pior resultado desde 1995

 A balança comercial brasileira acumula um déficit de US$ 3,764 bilhões nos primeiros oito meses deste ano, ante superávit de US$ 13,149 bilhões em igual período do ano passado. A informação foi divulgada há pouco pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). 

O resultado do ano até agosto é o pior para o período desde 1995, quando o acumulado dos primeiros oito meses foi déficit de US$ 4,127 bilhões. 

Segundo os dados do Ministério, as exportações no acumulado do ano somam US$ 156,655 bilhões. Por outro lado, as importações somam US$ 160,419 bilhões. 




quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Em julho, exportações do agronegócio chegaram a quase U$$ 10 bi

As exportações brasileiras do agronegócio, em julho deste ano, foram de US$ 9,30 bilhões. Esse montante representa incremento de 3,6% em relação ao mesmo período de 2012, quando as vendas do setor somaram US$ 8,98 bilhões. As importações aumentaram de US$ 1,22 bilhão para US$ 1,51 bilhão. 

Desta forma, o saldo da balança comercial do agronegócio foi positivo no período, de US$ 7,79 bilhões. As informações são da Secretaria de Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (SRI/Mapa).

O principal setor exportador agrícola brasileiro no mês foi o complexo soja, responsável por 42,5% das exportações do agronegócio ou US$ 3,95 bilhões. Esse valor, quando comparado aos US$ 3,15 bilhões comercializados em julho de 2012, representou um crescimento de 25,6%. Logo em seguida, considerando-se o valor exportado, aparece o setor de carnes, com vendas totais de US$ 1,46 bilhão. O carro-chefe em vendas do setor foi a carne de frango, que gerou US$ 631 milhões em divisas (+20,7%).

Em referência às exportações do agronegócio brasileiro divididas por blocos econômicos, mais uma vez se destacou as vendas para o continente asiático, que cresceram a uma taxa de 14,6% e atingiram o montante de US$ 3,89 bilhões. Essa expansão possibilitou um aumento da participação nas vendas externas do agronegócio brasileiro de 4 pontos percentuais, passando de 37,8% em julho de 2012 para 41,8% em julho do ano corrente.

O segundo principal bloco de destino das exportações brasileiras no mês foi a União Europeia (UE-28), com o valor de US$ 2,26 bilhões e aumento de 7,5% em comparação a julho do ano anterior.

Resultado de janeiro a julho de 2013

Entre janeiro e julho de 2013, as exportações do agronegócio cresceram 9,5% e atingiram a cifra recorde de US$ 58,87 bilhões. Um aumento de US$ 5,12 bilhões em relação aos US$ 53,76 bilhões exportados no mesmo período de 2012.

Os cinco principais setores exportadores do agronegócio entre janeiro e julho de 2013 foram complexo soja (US$ 21,26 bilhões); carnes (US$ 9,59 bilhões); complexo sucroalcooleiro (US$ 7,42 bilhões); produtos florestais (US$ 5,49 bilhões) e cereais, farinhas e preparações (US$ 3,24 bilhões).




segunda-feira, 15 de julho de 2013

Balança registra déficit de US$ 619 milhões na 2ª semana de julho

A balança comercial brasileira registrou déficit de US$ 619 milhões na segunda semana de julho (8 a 14), segundo dados divulgados há pouco pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). 

No período, as exportações somaram US$ 4,240 bilhões e as importações, US$ 4,859 bilhões. No acumulado do ano, as exportações somam US$ 123,457 bilhões e as importações totalizam US$ 126,970 bilhões, resultando em saldo negativo de US$ 3,513 bilhões. Para o mês de julho, o resultado acumulado é déficit de US$ 421 milhões. 

Segundo a Agência Estado, no resultado da balança comercial, o governo aponta que "o menor movimento de exportação verificado na 2ª semana de julho foi influenciado pelo feriado de 9 de julho no Estado de São Paulo e também por manifestações que dificultaram o acesso a portos de embarque no País durante a semana". Em seguida, o ministério aponta que a média diária de exportação do porto de Santos, em São Paulo, registrou redução de 29,5% entre a primeira e a segunda semana do mês. 





terça-feira, 12 de março de 2013

Exportações registram saldo positivo de US$ 5,01 bilhões em fevereiro


A balança comercial do agronegócio apresentou um saldo positivo de US$ 5,01 bilhões em fevereiro deste ano. Os números são resultado das exportações que alcançaram US$ 6,30 bilhões, montante que representa crescimento de 5,7% em relação ao mesmo mês de 2012, quando as exportações haviam chegado a US$ 5,96 bilhões. Já as importações foram de US$ 1,29 bilhão, queda de 1,3%, comparado a fevereiro do ano passado.

O setor de carnes foi o que mais se destacou nas vendas de fevereiro. Foi exportado o montante de US$ 1,25 bilhão, o que representa 19,9% das exportações do agronegócio no período. 

A maior venda foi da carne de frango, com US$ 582,79 milhões, ou seja, 15,2% superior a fevereiro de 2012. O valor deve-se ao aumento da quantidade de toneladas da proteína (270,13 mil toneladas para 276,10 mil toneladas) e do preço médio de venda (de US$ 1.872 para US$ 2.111 milhões por tonelada).

As vendas externas de carne bovina apresentaram um crescimento de 23,4% em relação a fevereiro de 2012, um montante de US$ 449,12 milhões. No caso da carne suína, o aumento no valor foi de 13,2%, de US$ 95,64 milhões para US$ 108,25 milhões. 

O principal destino das exportações do agronegócio brasileiro em fevereiro de 2013 foi a Ásia. Foi exportado US$ 1,93 bilhão em produtos para o continente, o que significa 23,6% de aumento em comparação a 2012. As vendas para União Europeia também se destacaram, chegando a cifra de US$ 1,62 bilhão.



quinta-feira, 7 de março de 2013

Exportações de carne bovina em fevereiro superam os números de 2012



Os números correspondentes às exportações de carne bovina, suína e de carne de frango, em fevereiro deste ano, tiveram um aumento considerável em comparação ao mesmo mês de 2012.

As vendas diárias de carne bovina apresentam a maior elevação entre as proteínas. Houve um salto de US$ 14,3 milhões para US$ 19,5 milhões, o que representa um aumento de 29,3% em relação ao acumulado de fevereiro do ano passado.

Já a média diária de carne de frango passou de US$ 24,7 milhões para US$ 30,3 milhões, alta de 16,1%. exportações diárias de carne suína passaram de US$ 4,5 milhões em fevereiro de 2012 para US$ 5,4 milhões no mesmo período de 2013, ou seja, um avanço de 15,1%.

Houve também aumento no volume de embarques. No caso da carne bovina, o acréscimo foi de 37,8%, carne suína, 12,3%;  e carne de frango, 2,6 %.

O balanço foi divulgado pela Secretaria de Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (SRI/Mapa) baseado nos dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).





segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Exportações do agronegócio atingem US$ 96,66 bilhões no acumulado do ano


As exportações brasileiras do agronegócio, entre fevereiro de 2012 e janeiro de 2013, somaram US$ 96,66 bilhões, o que representa um crescimento de 1,1% sobre os doze meses anteriores. As importações alcançaram US$ 16,37 bilhões. O saldo da balança comercial do setor foi positivo em US$ 80,28 bilhões. As informações são da Secretaria de Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Os setores que mais contribuíram para o crescimento de US$ 1,09 bilhão foram: cereais, farinhas e preparações (crescimento de US$ 3,27 bilhões), complexo soja (crescimento de US$ 1,04 bilhão), fibras e produtos têxteis (crescimento de US$ 396,93 milhões), fumo e seus produtos (US$ 274,01 milhões) e animais vivos (crescimento de US$ 185,99 milhões).

As carnes somaram US$ 15,83 bilhões no período. A carne de frango foi o principal produto em vendas do setor, com US$ 7,18 bilhões, ou 3,7 milhões de toneladas. Destacam-se ainda as exportações de carne bovina (US$ 5,86 bilhões, ou 1,27 milhões de toneladas) e carne suína (US$ 1,49 bilhão ou 578,76 mil toneladas). Já o açúcar foi responsável por 84,9% desse montante, com US$ 13,21 bilhões. As exportações de álcool totalizaram US$ 2,34 bilhões.

Resultados do mês
As exportações atingiram a cifra recorde para o mês de janeiro, atingindo os US$ 6,58 bilhões, o que correspondeu a um aumento de 14,7% em relação ao mesmo mês de 2012. O saldo da balança comercial do agronegócio atingiu US$ 5,12 bilhões.

Devido à expansão das exportações do agronegócio em 14,7% e diminuição nas vendas externas dos demais produtos em 9,8%, o agronegócio teve aumento de participação nas exportações totais no Brasil, passando de 35,6% em janeiro de 2012 para 41,2% em janeiro de 2013.

O complexo sucroalcooleiro foi o principal valor exportado, alcançando US$ 1,34 bilhão em janeiro (63,2%), com o açúcar ocupando posição de destaque, US$ 1,11 bilhão em vendas (48,4%).

As carnes ficaram na segunda posição em valor exportado, aumentando de US$ 1,18 bilhão em janeiro de 2011 para US$ 1,27 bilhão em janeiro de 2012 (7,7%). A quantidade exportada subiu 35,8%, de 86 mil toneladas para 117 mil toneladas, enquanto a cotação média de exportação caiu 4,8. Dessa forma, as vendas externas de carne bovina atingiram US$ 515 milhões em janeiro de 2013 (29,2%). Houve aumento também nas exportações de carne suína. As exportações passaram de US$ 97 milhões em janeiro de 2012 para US$ 104 milhões em janeiro de 2013 (7,6%).



segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Agronegócio se mantém como sustentáculo da Balança em 2013


Mesmo com a crise que afeta os mercados dos países desenvolvidos e os preços em dólar mais baixos das commodities agrícolas, o agronegócio vai continuar sendo o principal destaque da balança comercial do País em 2013.

Projeções feitas pela RC Consultores a partir de dados consolidados divulgados pela Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio mostram que as exportações do agronegócio somaram US$ 84,1 bilhões no ano passado e responderam por 34% das vendas externas do País. Sem a contribuição do agronegócio, a balança comercial no lugar de ter um resultado positivo de US$ 17,9 bilhões teria um déficit de US$ 53 bilhões.

Para este ano, a consultoria projeta que as exportações do agronegócio atinjam US$ 81,3 bilhões e representem 33,8% das vendas externas totais. E o saldo comercial do agronegócio some US$ 70,4 bilhões. "Mesmo um pouco menor, o agronegócio vai segurar a balança comercial", prevê Fabio Silveira, sócio-diretor da consultoria. Em 2012, o saldo comercial do agronegócio foi ligeiramente maior e atingiu US$ 72,8 bilhões.

O economista observa que neste ano cada vez mais as apostas estão concentradas no agronegócio como pilar da balança comercial. O saldo comercial projetado para os bens intermediários em 2013, o único setor depois do agronegócio que contribuiu nos últimos tempos positivamente para o resultado da balança comercial, deve cair pela metade, de US$ 6,4 bilhões para algo em torno US$ 3 bilhões.

"O saldo dos bens intermediários murchou e o agronegócio ainda segura a balança", diz Silveira. Ele explica os preços em dólar no mercado externo estão num patamar mais baixo, mas ainda são bons por causa da competitividade do agronegócio brasileiro, especialmente no caso da dobradinha milho/soja. Sozinho, o complexo soja, que engloba grão, óleo e farelo, responde por um terço das vendas externas do setor.

Dúvidas.
As dúvidas manifestadas recentemente por economistas de que a falta de chuvas que afetou o nível de reservatórios e que poderia ter impactos sobre a produção agrícola cada dia mais remotas. "A safra está praticamente garantida", afirma o analista sênior da consultoria Safras & Mercados, Paulo Molinari. Na sexta-feira a consultoria divulgou uma nova estimativa da safra de soja para este ano, que deve atingir 84,68 milhões de toneladas. No ano passado, a produção foi de 67,76 milhões de toneladas. Uma safra maior garante um resultado comercial mais relevante, mas, por outro lado, piora a questão do frete.

Por enquanto, os agricultores do Mato Grosso que já começaram a colheita relataram que as chuvas ocorridas nas últimas semanas podem dificultar a entrada das máquinas no campo e afetar a qualidade do grãos. "Existe uma perda entre 10% a 15% na região de Sorriso por causa da chuvas, mas é localizada", conta o presidente da Cooperativa Agropecuária e Industrial Celeiro do Norte (Coacen), Gilberto Perusi. Mas essa perda localizada pode ser compensada pelos ganhos de produtividade em outras regiões.

Capitalização.
Um indício de que este será mais um ano de capitalização para os produtores aparece na projeção de crescimento da Agrale, fabricante nacional de tratores. Segundo Flávio Alberto Crosa, diretor de vendas da empresa, a perspectiva é ampliar em 5% as vendas. No ano passado, a empresa cresceu 14,8% as vendas, puxadas especialmente pelos tratores pesados que normalmente são usados pelos grandes agricultores que cultivam grãos. "O produtor está capitalizado e interessado em ampliar a área e renovar as máquinas", afirma Crosa. 


terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Balança comercial registra pior janeiro em 19 anos


A balança comercial brasileira aprofundou a queda e já apresenta um déficit de US$ 2,7 bilhões nos primeiros 20 dias do ano. O saldo negativo do período é maior do que o rombo de todo o mês de janeiro do ano passado, de US$ 1,3 bilhão. Um desequilíbrio tão forte da balança não era observado ao longo de um mês desde a época em que o dólar ainda era fixo e estava cotado em R$ 1. Em outubro de 1998, o resultado ficou deficitário em US$ 1,4 bilhão.
 
O primeiro sinal de fraqueza foi visto logo após a virada do ano, quando a balança ficou no vermelho em US$ 100 milhões. A partir daí, o rombo foi crescente: US$ 878 milhões na segunda semana do mês e mais US$ 1,7 bilhão na terceira, conforme divulgou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. No acumulado de 2013, as importações de US$ 12,2 bilhões superam os US$ 9,5 bilhões obtidos com as exportações no período.
 
Esse resultado do começo do ano é, portanto, fruto de um claro descompasso do ritmo das compras e vendas do País. Enquanto a média diária dos embarques de mercadorias nacionais caiu 0,5% em janeiro até a terceira semana, a das entradas disparou 18,3%. Nas vendas, o único segmento que conseguiu manter ainda algum crescimento foi o dos produtos semimanufaturados.
 
Commodities
 
Os itens básicos foram os que mais sentiram: a média diária recuou 3,2%, para US$ 306 milhões. O resultado foi fortemente influenciado pela redução das vendas de soja em grão, petróleo em bruto, arroz em grão, carnes salgadas e farelo de soja.
 
A média diária das vendas de manufaturados caiu 0,8%, para US$ 279 milhões no período. Óleos combustíveis, máquinas e aparelhos para terraplanagem, partes de motores para veículos, aviões, bombas e compressores, calçados, autopeças e pneus estão entre as mercadorias que mais pesaram para que houvesse queda das exportações desse grupo.
 
No caso de produtos semimanufaturados, o acréscimo foi de 6,7% nas saídas de mercadorias, para US$ 121 milhões. O resultado foi puxado, principalmente, por alumínio em bruto, ouro, açúcar em bruto e ferro fundido.
 
Importados
 
Ao mesmo tempo que as vendas externas minguaram, houve um aumento de 18,3% das importações, para US$ 938 milhões. O Ministério do Desenvolvimento ressaltou que os maiores aumentos de gasto no mês foram com aeronaves e peças (59,6%), produtos diversos das indústrias químicas (57,9%), combustíveis e lubrificantes (51,9%), produtos farmacêuticos (48,0%), químicos orgânicos e inorgânicos (25,3%) e plásticos e obras (24,3%).
 
Analistas de mercado preveem que a balança comercial fechará o ano com um saldo positivo de US$ 15,43 bilhões. A projeção foi apresentada ao Banco Central por meio da pesquisa Focus antes do resultado divulgado nesta segunda-feira pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.
 
Mesmo assim já está menor do que a estimativa de US$ 15,52 bilhões apresentada no início da semana passada. Para 2014, os economistas acreditam que as exportações vão superar as importações em US$ 15 bilhões.  As informações são do jornal O Estado de S.Paulo. (Célia Froufe)

imagem Porto de Santos

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Alta das importações é o dobro das exportações, segundo média diária


A balança comercial brasileira registrou um aumento das importações no ano até a segunda semana do mês de mais do dobro do que o valor visto nas exportações, o que levou ao saldo negativo de US$ 878 milhões dos dias 7 a 11 de janeiro. De acordo com dados divulgados há pouco pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comercio Exterior (MDIC), enquanto as vendas subiram, em média, 6,9% no período na comparação com a média de janeiro do ano passado, as compras avançaram 14,3% na mesma base de comparação. 

A média diária das exportações em 2013 até a segunda semana de janeiro ficou em
US$ 784,6 milhões ante US$ 733,7 milhões vista ao longo do mesmo mês do ano passado.
Conforme o MDIC, houve alta nas três categorias de produtos. No caso dos semimanufaturados, a elevação foi de 10,5% no período, passando de US$ 113,8 milhões para US$ 125,7 milhões. Os principais destaques foram ferro fundido, ouro, celulose, açúcar em bruto e ferro e aço. 


As vendas de itens básicos subiram 7,2%, passando de US$ 316,1 milhões para US$ 338,8 milhões, influenciadas por milho em grãos, trigo em grãos, minério de cobre, carne bovina e minério de ferro. Já os manufaturados avançaram 5,5%, ao saírem de uma média diária de US$ 281,7 milhões para US$ 297 milhões. Os destaques nesse grupo foram torneiras e válvulas, etanol, suco de laranja congelado, óxidos e hidróxidos de alumínio, suco de laranja não congelado, laminados planos de ferro ou aço, automóveis e açúcar refinado. 

No caso das importações, a média diária de 2013 até a segunda semana de janeiro ficou em US$ 906,9 milhões ante a média de janeiro do ano passado de US$ 793,1 milhões. O MDIC citou que entre os aumentos de gastos vale ressaltar os com produtos das indústrias químicas (67%), cereais e produtos de moagem (48,1%), produtos farmacêuticos (39,4%), combustíveis e lubrificantes (39,3%), fibras sintéticas e artificiais (30,7%), químicos orgânicos e inorgânicos (30,1%), aeronaves e peças (24,8%) e equipamentos eletroeletrônicos (16,4%).


sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Exportações do agronegócio registram maior valor da história


As exportações brasileiras do agronegócio de 2012 somaram o valor recorde de US$ 95,81 bilhões, o que representou incremento de cerca de 1% (US$ 846 milhões) em relação a 2011, quando as exportações atingiram US$ 94,97 bilhões. Já as importações chegaram a US$ 16,41 bilhões, número 6,2% inferior a 2011. O saldo da balança comercial foi recorde, de 79,41 bilhões. As informações são da Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), a partir dos dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic).

“Os números comprovam a força do agronegócio brasileiro. O país está cada vez mais competitivo internacionalmente e continuaremos trabalhando, ao lado dos produtores, na busca de novos mercados”, destacou o Ministro Mendes Ribeiro Filho. Segundo ele, a economia nacional depende dos bons resultados do agronegócio para manter o Brasil entre as principais potências econômicas mundiais.

Em 2012, as vendas externas foram influenciadas pela redução dos valores de mercado dos principais produtos exportados pelo Brasil, em função da crise econômica mundial. Os preços caíram, em média, 7,1%, enquanto o peso total exportado em produtos do agronegócio teve aumento de 8,6%.

Os setores que tiveram maior crescimento de vendas foram o complexo soja (8,2%; de US$ 24,14 bilhões para US$ 26,11 bilhões), seguido por fumo e seus produtos (11,0%; de US$ 2,94 bilhões para US$ 3,26 bilhões); cereais, farinhas e preparações (60,3%; de US$ 4,16 bilhões para US$ 6,67 bilhões); fibras e produtos têxteis (20,7%; de US$ 2,17 bilhões para US$ 2,62 bilhões); e animais vivos (30,7%; de US$ 492 milhões para US$ 643 milhões).

O milho contribuiu como destaque para o aumento das vendas – que dobraram – passando de US$ 2,63 bilhões em 2011 para US$ 5,29 bilhões (US$ 2,66 bilhões), aumento de 101,5%. A quantidade embarcada subiu de 9,46 milhões de toneladas em 2011 para 19,78 milhões de toneladas em 2012 (109,1%). Outro produto que se manteve em alta em 2012 foi a soja em grão. As exportações subiram de US$ 16,31 bilhões para US$ 17,45 bilhões (US$ 1,14 bilhão). A quantidade embarcada permaneceu praticamente a mesma de 2011, com cerca de 33,0 milhões de toneladas.

Valor das exportações de carne bovina foi recorde em 2012

A carne bovina registrou alta de 7,39%, com aumento das vendas de US$ 5,35 bilhões em 2011 para US$ 5,74 bilhões em 2012 (US$ 395,4 milhões), com valor recorde. Houve elevação da quantidade exportada: de 1,09 milhão de toneladas para 1,24 milhão de toneladas (13,4%), enquanto o preço médio de exportação caiu 5,3%. As exportações de animais vivos cresceram 30,7%, o que representa 10% das compras de carne. 

Mercados

A China continua sendo de forma crescente o principal destino dos produtos do agronegócio brasileiro, passando de 17,4% para 18,8%, com US$ 17,975 bilhões em compras em 2012. Em seguida, aparecem Estados Unidos (US$ 7 bilhões), Países Baixos (US$ 6,12 bilhões), Japão (US$ 3,5 bilhões) e Alemanha (US$ 3,1 bilhões).

Destacam-se o crescimento das exportações para nações da Ásia: Coreia do Sul (40,9%), Taiwan (35,9%), Tailândia (13,5%), China (8,9%), Hong Kong (6,6%) e Japão (0,2%). Juntos, os asiáticos expandiram as aquisições em US$ 3,59 bilhões. A Coreia do Sul ampliou suas aquisições em US$ 637,60 milhões em 2012, cifra registrada em função da elevação das vendas de milho ao país, que subiram de US$ 37,20 milhões para US$ 701,12 milhões. As vendas do cereal e da soja em grão também possibilitaram um forte crescimento das vendas para Taiwan. Além dos países asiáticos, houve elevação das vendas para: Egito (12,9%); Emirados Árabes (7,9%); Estados Unidos (2,6%); e Arábia Saudita (0,1%).


segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Balança comercial registra déficit na primeira semana do ano

 A balança comercial brasileira registrou déficit de US$ 100 milhões na primeira semana de 2013. Considerando o período entre 1º e 6 de janeiro, com três dias úteis, houve registro de US$ 2,250 bilhões em exportações e de US$ 2,350 bilhões em importações. 

Os dados foram divulgados há pouco pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comercio Exterior (MDIC).


quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Balança comercial registra pior saldo em dez anos


A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 19,438 bilhões em 2012, resultado de exportações de US$ 242,580 bilhões e importações de US$ 223,142 bilhões. Segundo a série histórica do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), foi o pior saldo dos últimos dez anos. O resultado foi 34,76% inferior ao de 2011, quando o superávit comercial do País foi de US$ 29,797 bilhões. Em dezembro, o superávit foi de US$ 2,250 bilhões, com exportações de US$ 19,749 bilhões e importações de US$ 17,499 bilhões. 

Todas as categorias de produtos registraram queda na exportações em 2012, segundo números divulgados nesta quarta-feira pelo MDIC. As vendas externas de manufaturados caíram 1,7% em relação a 2011. Os produtos semimanufaturados puxaram a queda com 8,3% a menos do que no ano anterior enquanto os embarques de produtos básicos diminuíram 7,4% no período.

As maiores quedas no grupo de manufaturados foram de laminados planos, açúcar refinado, automóveis de passageiros, óxidos e hidróxidos de alumínio e suco de laranja não congelado. Por outro lado, cresceram as exportações de etanol, óleos combustíveis, aviões e motores e geradores elétricos, bombas e compressores.

Nos produtos básicos a queda nas vendas foi puxada por café em grão, minério de ferro, petróleo em bruto e carne de frango, mas aumentaram as exportações de milho em grão, algodão em bruto, farelo de soja, fumo em folhas, carne bovina e soja em grão.

No grupo de manufaturados, as maiores retrações das exportações foram de semimanufaturados de ferro e aço, alumínio em bruto, ferro fundido, açúcar em bruto, celulose e óleo de soja em bruto. No entanto, subiram as vendas externas de ferro-ligas, ouro em forma de semimanufaturada e couros e peles.

Imagem: portodesantos.com.br 

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Exportações do agronegócio atingem US$ 88,65 bilhões no acumulado do ano


As exportações do agronegócio, de janeiro a novembro de 2012, somaram US$ 88,65 bilhões, o que representou incremento de 1% em relação ao mesmo período do ano anterior. As importações foram de US$ 15,09 bilhões, ou seja, 5% inferiores a 2011. O saldo da balança comercial do agronegócio foi positivo, atingindo US$ 73,56 bilhões. As informações são da Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), a partir dos dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic).

Os setores que mais contribuíram para o crescimento de US$ 858,82 milhões foram o complexo soja (US$ 2,55 bilhões, passando de US$ 22,95 bilhões para 25,50 bilhões); cereais, farinhas e preparações (US$ 1,89 bilhão, saindo de US$ 3,88 para US$ 5,78 bilhões); fibras e produtos têxteis (US$ 453,41 milhões, de US$ 1,89 bilhão para US$ 2,34 bilhões); fumo e seus produtos (US$ 323,11 milhões, de US$ 2,78 bilhões para US$ 3,10 bilhões) e animais vivos (US$ 156,89 milhões, US$ 442,21 milhões para US$ 599,11 milhões). As maiores quedas foram observadas no café (US$ 2,04 bilhões) e no complexo sucroalcooleiro (US$ 1,60 bilhão).

O principal setor, em termos de valor exportado foi o complexo soja (US$ 25,50 bilhões), cujas exportações aumentaram 11,1% em relação ao mesmo período do ano anterior. 

As carnes somaram US$ 14,34 bilhões no período. Esse resultado representa queda de 0,6% em valor, em função da queda no preço (4,2%) não ter sido compensada pelo aumento na quantidade embarcada (3,7%). A carne de frango, principal produto em termos de valor exportado (US$ 6,53 bilhões), foi o que mais contribuiu para essa queda do setor, na medida em que as exportações do produto caíram US$ 399,44 milhões. Essa redução se deu em função da baixa do preço de venda do produto (5,7%), enquanto a quantidade permaneceu praticamente estável.

Por outro lado, as exportações de carne bovina (US$ 5,25 bilhões) aumentaram 6,4%, em valor, em função do aumento de 12,3% no quantum, já que o preço sofreu redução de 5,2%. As vendas externas de carne suína também apresentaram aumento em valor (4,2%), alcançando US$ 1,39 bilhão. O aumento da quantidade embarcada (12,0%) compensou a queda de 7,0% no preço do produto.

Resultados do mês
Já em novembro, as exportações atingiram a cifra de US$ 7,77 bilhões para o mês, o que correspondeu a um recuo de 6,5% (US$ 538,07 milhões) em relação ao mesmo mês de 2011. As importações também diminuíram (10,0%), atingindo US$ 1,49 bilhão. Como resultado, o saldo comercial dos produtos do agronegócio foi superavitário em US$ 6,28 bilhões.

Mesmo com a retração o milho teve bom desempenho, o incremento foi de 315,2% nas vendas externas (de US$ 258,09 milhões em 2011 para US$ 1,07 bilhão em 2012). A quantidade embarcada foi determinante para esse aumento de receita passando de 907,36 mil toneladas em 2011 para 3,92 milhões de toneladas em 2012, ou seja, aumento de 331,4%, não obstante o recuo do preço médio da tonelada em 3,8%.

As carnes ficaram na segunda posição dentre os principais setores exportadores. A receita global do setor recuou 7,3% de US$ 1,47 milhão em 2011 para US$ 1,36 milhão em 2012. Os únicos produtos que apresentaram expansão nesse setor foram carne bovina in natura com 4,8% e carne suína in natura com 7,8%.

O complexo soja foi o setor que mais sofreu redução em sua receita de exportação, de US$ 1,54 bilhão em 2011 para US$ 848 milhões em 2012, queda de 44,8%. A quantidade exportada foi reduzida para todos os subprodutos, principalmente para a soja em grãos, que sofreu redução de 85,3% em quantidade (de 1,76 milhão de toneladas em 2011 para 258 mil toneladas em 2012).



segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Brasil registra pior saldo comercial com países europeus



Genebra, 17/12/2012 - A recessão econômica nos países do continente Europeu fará com que o Brasil registre seu pior saldo comercial com o bloco em mais de uma década. Dados oficiais revelam que, até outubro, as exportações brasileiras para o mercado europeu - o maior do mundo - sofreram uma retração de 7,5%.

A previsão também aponta para o acúmulo do maior déficit com a Alemanha em mais de duas décadas. Com a França, o buraco nas contas brasileiras já é o maior desde 1989.

Excluindo o ano de 2009, quando o comércio global registrou sua maior retração desde a Segunda Guerra Mundial, 2012 deve ser marcado pela maior queda nas exportações brasileiras para a Europa em 22 anos. Por enquanto, apenas o ano de 1990 registrou uma contração maior, com 8% de queda. O resultado de 2012 apresenta um tombo significativo na balança comercial. Até outubro, as exportações brasileiras para o mercado europeu somaram US$ 40,9 bilhões.

Já as vendas de produtos europeus ao mercado brasileiro continuaram ter um bom desempenho, com expansão de 4,5%. O resultado mostra o agravamento dos números referentes ao resultado das contas externas brasileiras. Por enquanto, os dados oficiais revelam um saldo favorável ao Brasil em apenas US$ 1,4 bilhão com o bloco europeu.

Em 2011, o superávit havia sido de mais de US$ 6,5 bilhões. Um superávit tão baixo quanto o de 2012 para o Brasil só foi registrado em 2001. Desde então, a Europa, que representa 20% das vendas nacionais, tem sido uma das garantias do superávit nas contas nacionais.

Mas, com a Europa de volta em uma recessão, cortes de salários, investimentos e desemprego recorde, um dos impactos mais claros tem sido a retração no volume de importação do continente.

Motor da Europa

As exportações brasileiras para a Alemanha, o motor da Europa, despencaram em 20%. Faltando dois meses para o fim do ano, os números revelam que o Brasil já soma o segundo pior déficit com a Alemanha desde 1989.

Mas, segundo os analistas, 2012 deve terminar com um buraco nas contas brasileiras de mais de US$ 6 bilhões, apenas na relação com a Alemanha. Com a França, a queda nas vendas brasileiras já chega a 10% em comparação com 2011. O déficit de US$ 1,6 bilhão já o maior em 23 anos.

Um dos casos mais dramáticos é a redução de 21% das exportações brasileiras para Portugal. O superávit nacional foi reduzido pela metade e a queda na venda de bens manufaturados brasileiros foi de 53%.

As vendas brasileiras para a Espanha despencaram em 16%. O mercado espanhol reduziu em mais de 52% suas compras de produtos manufaturados do Brasil. O que era um superávit de mais de US$ 1,4 bilhão a favor do Brasil em 2011 praticamente foi anulado em 2012.

No caso da Itália, as exportações brasileiras sofreram uma queda de 14% até outubro. O resultado tem sido uma explosão do déficit com a Itália, em mais de US$ 1,2 bilhão. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. (Jamil Chade, correspondente)