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segunda-feira, 27 de maio de 2013

Exportações de carne bovina somaram US$ 1,9 bilhão no primeiro quadrimestre de 2013

As exportações brasileiras de carne bovina somaram US$ 1,9 bilhão no primeiro quadrimestre do ano, o que representa um crescimento de 19,5% na comparação com igual período de 2012, de acordo com dados da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec).
Entre janeiro e abril de 2013, as vendas para o mercado externo registraram aproximadamente R$ 3,8 bilhões. No primeiro quadrimestre do ano passado, as vendas alcançaram R$ 3,3 bilhões.

Hong Kong liderou o ranking dos maiores comprador da carne brasileira no período, com um crescimento de 62% no total de toneladas do produto adquiridas. O país comprou um total de 111 mil toneladas entre janeiro e abril. Com um crescimento de 14% no total de toneladas, a Rússia aparece como segundo mercado da carne bovina brasileira, seguida pela União Europeia, Venezuela e Chile.


“Ficamos muito satisfeitos em verificar que o Brasil tem se consolidado como um exportador de carne bovina forte e confiável, ganhando novos mercados, como os países árabes, e ampliando sua participação em outros mais tradicionais, como a Rússia e a União Europeia, afirma o presidente da Abiec, Antônio Jorge Camardelli.

De acordo com a Abiec, o Brasil produz 9,4 milhões de toneladas de carne bovina por ano. Desse total,16,5% são negociados para dezenas de países em todo o mundo, seguindo os mais rigorosos padrões de qualidade. Entre 2003 e 2013, o País registrou crescimento de 400% no valor de suas exportações, atingindo o recorde histórico de US$ 5,7 bilhões em faturamento e consolidando a posição de maior exportador mundial de carne bovina. 


terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Produtividade brasileira de grãos cresce 24% em dez anos



Projeções do Governo Federal apontam que o crescimento da produção de grãos no Brasil nos últimos dez anos deve registrar elevação de 46,5%, o que não implica também no aumento excessivo de área, de apenas 15,7% no período. Como resultado, o índice de produtividade previsto para o país este ano de 3,46 toneladas por hectare (t/ha), se confirmado, será o maior da história – 24% maior que na safra 2002/2003. As informações têm base nos levantamentos históricos de safra da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), vinculada do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).
 
Com o aumento dos investimentos e do uso de tecnologia no campo, o Brasil saiu de uma produção de 123,1 milhões de toneladas na safra 2002/2003 para 180,4 milhões esperados na temporada 2012/13.Também houve aumento de área plantada, mas em ritmo muito menor: de 43,9 milhões de hectares, há dez anos, para 52 milhões previstos este ano.
 
Um fator determinante para o cenário positivo tem sido o crescimento nos últimos anos da produtividade nas regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste. Na safra 2002/2003, esses índices eram respectivamente de 3,3 t/ha, 3,13 t/ha e 3,1 t/ha. Já na temporada atual, os valores saltaram para 3,9 t/ha, 3,76 t/ha e 3,67 t/ha. O Distrito Federal é a Unidade da Federação com o melhor resultado: 4,9 t/ha em 2013.
 
“O produtor brasileiro se destaca no cenário mundial pelos investimentos cada vez maiores em aumento produtivo, não de área cultivada. Diversos produtos do agronegócio têm contribuído para esse resultado, como o milho e a soja”, destacou o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Mendes Ribeiro Filho.
 
Em dez anos, ampliaram os recursos em crédito de investimento adquiridos pelos agricultores. Foram R$ 3,5 bilhões durante todo o ano safra 2002/2003, enquanto em apenas seis meses da temporada 2012/13 esse valor já é de R$ 5,5 bilhões, de acordo com levantamentos da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura.
 
Segundo o secretário de Política Agrícola do Mapa, Neri Geller, os empréstimos em investimento tendem a continuar aumentando com as perspectivas otimistas no cenário agrícola brasileiro. “A expectativa de ganhos ainda maiores nas lavouras brasileiras tem elevando os financiamentos para aquisições de máquinas e equipamentos modernos.Não há dúvidas de que o Governo também disponibilizará mais recursos nas próximas safras para essa finalidade”, destacou o secret ário, lembrando que o setor tem uma das menores taxas de inadimplência do mercado, de 0,5%.



sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Mantega afirma que governo planeja reduzir medidas de estímulo


O governo brasileiro planeja reduzir as políticas para enfraquecer a moeda e diminuir as taxas de juros em 2013, à medida que o crescimento econômico começa a se recuperar após dois anos de crise, disse, em entrevista, o ministro da Fazenda, Guido Mantega. "O ano de 2013 vai ser mais calmo, com menos medidas, porque elas já foram tomadas", afirmou. "As políticas monetárias e cambiais estão ajustadas."

Segundo a Agencia Estado, enfrentando queda do crescimento nos últimos dois anos, o Brasil reduziu sua taxa básica de juros, a Selic, para uma baixa recorde de 7,25% e introduziu uma série de medidas para impedir que sua moeda valorizasse ante o dólar, como a implementação de controles de capital sobre alguns investimentos estrangeiros.

"O Brasil agora tem de se adaptar, tem de se acostumar com esses níveis de taxas de juros e de câmbio", afirmou Mantega. "É claro, sempre pode haver flutuações, tanto em termos de taxa de juros quanto de moeda, mas estamos em uma posição totalmente diferente da que estávamos no começo do ano passado."

Além das taxas de juros e de câmbio, o governo da presidente Dilma Rousseff tomou uma série de outras medidas para impulsionar o crescimento nos últimos anos. As medidas provocaram críticas de alguns analistas, que alegam que elas interrompem o investimento e podem provocar inflação, ao mesmo tempo em que não garantem a recuperação da economia. O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil cresceu a um ritmo menor, de cerca de 1% em 2012, após registrar alta de apenas 2,7% em 2011.

Mantega rebateu as críticas, dizendo que as medidas estão começando a surtir efeito e ajudarão a impulsionar a maior economia da América Latina a taxas de crescimento entre 3% e 4% este ano e acima de 4% em 2014.

"Estamos começando com um cenário internacional melhor e vamos começar a colher o que plantamos em 2011 e 2012", disse Mantega. Ele afirmou que a economia do Brasil começou a se acelerar nos meses finais de 2012, enquanto a previsão para os EUA melhorou, a crise da dívida da Europa parece ter evitado o pior cenário e a taxa de crescimento da China está começando a subir novamente. As informações são da Dow Jones.