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quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Após aval russo a 6 frigoríficos, Brasil mantém venda de carne

Anunciada na sexta-feira, a decisão da Rússia de liberar as exportações de seis frigoríficos de carne bovina do Brasil deve neutralizar os impactos do embargo imposto pelos russos a outros nove frigoríficos em 2 de outubro, afirmou ontem o diretor-executivo da Associação Brasileira da Indústria Exportadora de Carne Bovina (Abiec), Fernando Sampaio.

"Com esse número de unidades aprovadas pelos russos, o Brasil não vai perder exportações", afirmou Sampaio, em evento em comemoração aos 15 anos da Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs), em São Paulo.

Com a recente liberação de seis plantas para vender - sendo quatro da JBS, uma da Marfrig e outra da Minerva Foods -, o Brasil conta com 19 frigoríficos liberados para exportar para a Rússia. Segundo Sampaio, esse número é suficiente para manter o nível mensal dos embarques para a Rússia em torno de 30 mil toneladas. Sem essas unidades, o desafio dos frigoríficos seria maior, admitiu Sampaio.

A decisão dos russos de liberar mais unidades do Brasil é um indicativo de que o veto a outros nove frigoríficos, iniciado em 2 de julho, não teve motivação comercial, como costumeiramente se alega em relação às constantes restrições impostas pelos russos. Nesse caso, a questão sanitária foi o que pesou. "Eles têm realmente uma preocupação com a ractopamina", disse Sampaio, referindo-se ao promotor de crescimento de bovinos e suínos proibido pelos russos e que atualmente tem o registro suspenso no Brasil, mas que já teve resíduos detectados em lotes exportados para a Rússia.

A liberação dos seis frigoríficos confirma, ainda, a tese de que a Rússia precisa de carne brasileira neste momento, em que fornecedores como EUA e União Europeia sofrem com restrições de oferta e dificuldades de cumprir a cota de exportação de 60 mil toneladas para a Rússia.

Nesse contexto, as exportações para os russos avançam. Em setembro, o Brasil exportou 31 mil toneladas de carne bovina para a Rússia, que foi o maior importador da carne brasileira no mês passado. No acumulado do ano, a Rússia importou 240,9 mil toneladas, alta de 13%. Fonte: Valor Econômico.



quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Ractopamina é encontrada em cargas de carne suína



Segundo a coluna do jornalista  Mauro Zafalon desta quinta feira, publicada no jornal Folha de São Paulo, as autoridades sanitárias russas encontraram resíduos de ractopamina, um promotor de crescimento, em cargas de carne suína da Sadia e da Seara. A Rússia não aceita a presença da substância na carne.

O Brasil já recebeu uma oficial notificação, o  chefe do serviço sanitário russo enviou uma carta ao secretário de Defesa Agropecuária, Ênio Marques, com o resultado dos exames feitos em laboratório. Caso a violação volte a ocorrer, a Rússia avisou que vai impor restrições temporárias às exportações de carne dessas empresas.

Além das empresas brasileiras, EUA e Canadá também foram advertidos pelas autoridades sanitárias russas pela presença de ractopamina em cargas exportadas.