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terça-feira, 3 de setembro de 2013

Rússia habilita novos frigoríficos brasileiros


Dois frigoríficos brasileiros, do Estado do Pará, foram aprovados a exportar carne bovina para a União Aduaneira de Belarus, Cazaquistão e Rússia. Os embarques podem ter início imediatamente. 

Além disso, com o intuito de estreitar ainda mais as relações comerciais entre Brasil e Rússia, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), em parceria com o Ministério das Relações Exteriores (MRE), participa de 16 a 19 de setembro de 2013, da 22ª World Food Moscow. Neste ano, 19 empresas foram selecionadas e a participação brasileira será focada nos setores de carnes (oito frigoríficos) e de frutas. 

Para o secretário de Relações Internacionais do Agronegócio, Marcelo Junqueira, a notícia ratifica a boa relação que há entre o Brasil e a Rússia, bem como o efetivo trabalho do Ministério da Agricultura. De janeiro a julho de 2013, o Brasil exportou US$ 700,8 milhões de carne bovina para a Rússia.
Fonte: Mapa


quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Embargo da Rússia às carnes deve perdurar


A visita ao Brasil do primeiro-ministro da Rússia, Dimitri Medvedev, na semana que vem, provavelmente acompanhado pelo ministro da Agricultura daquele país, dificilmente resultará no fim do embargo imposto por Moscou às carnes procedentes de três Estados brasileiros, segundo fontes na capital russa.

No entanto, do lado russos não foi dada nenhuma indicação de que o fim do embargo possa ser anunciado. O mais provável é que a delegação russa acerte, em Brasília, uma data para o envio de uma nova missão de veterinários ao Brasil. Isso deverá acontecer até abril, e só depois uma decisão será tomada. A presença de Nikolai Fedorov, ministro da Agricultura da Rússia, na delegação, não estava inteiramente confirmada ontem.
 
Outro problema que não facilita o melhor acesso das carnes brasileiras ao mercado russo é o atraso do Brasil em enviar os documentos exigidos por Moscou sobre o caso do mal da "vaca louca" confirmado no Paraná no fim de 2012. A documentação foi pedida em encontro entre autoridades dos dois países em 16 de janeiro em Berlim e ainda não chegou a Moscou. "Os brasileiros estão brincando com fogo", disse uma fonte.
 
A posição russa, na verdade, é idêntica a da OIE: a manutenção do status brasileiro de risco mínimo para o mal é importante, mas não basta e é preciso haver garantias de que o monitoramento deve ser forte.
 
Na visita do primeiro-ministro Medvedev a Brasilia, a expectativa é que a presidente Dilma Rousseff esteja melhor preparada sobre o tema. Em sua visita a Moscou, em dezembro, Dilma chegou a perguntar a empresários porque o tema da carne era tão importante na relação bilateral. A resposta foi de que é o principal produto de exportação para os russos, junto com açúcar - que não tem problemas, enquanto as carnes são uma dor de cabeça eterna.
 
Em 2012, as exportações brasileiras de carne bovina para a Rússia aumentaram um pouco e somente os embarques de carne suína registraram leve queda em relação a 2011. Mas os volumes estao bem longe do nivel de 2008, ano em que o Brasil mais vendeu carnes para os russos.


quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Exportações de carne bovina crescem em volume e faturamento


Segundo a Associação Brasileira da Indústria Exportadora de Carnes (ABIEC), os resultados prévios das exportações de carne bovina em janeiro de 2013, indicam um crescimento em volume e faturamento. As exportações de carne in natura, que representam mais de 80% do total dentre todos os produtos que compõem as exportações de carne bovina, somaram quase 89.500 toneladas, um crescimento de 7% sobre dezembro. 
 
Com relação a janeiro de 2012, o crescimento foi ainda maior, chegando a 43%. O faturamento com as exportações de carne bovina in natura também cresceu. O valor de US$ 409,2 milhões foi 5,2% maior que o resultado de dezembro e 36% acima do exportado em janeiro de 2012.
 
Os principais destinos da carne in natura brasileira em janeiro foram Rússia, Hong Kong e Venezuela.Juntos estes três mercados representaram 64% do volume exportado em janeiro.
 
Rússia
Mais de 28 mil toneladas de carne foram exportadas a este destino em janeiro de 2013, resultando em faturamento de US$ 109,4 milhões. O resultado de janeiro ficou 75% acima da média exportada nos últimos três meses, tanto em volume quanto em faturamento. Na comparação com janeiro de 2012, houve aumento de 52% no faturamento e 73% no volume.
 
Hong Kong
A exportação de carne bovina in natura para Hong Kong chegou a 15.157 toneladas em janeiro, com faturamento de US$ 67,816 milhões, o maior resultado já observado para este destino no período. Na comparação com dezembro o aumento foi próximo a 25% e na comparação com janeiro anterior, a alta chegou a 85%.
 
Venezuela
O total de carne bovina in natura exportado para a Venezuela foi de 13.822 toneladas somando US$72,5 milhões, um aumento de 21% sobre o resultado de dezembro. A variação é ainda maior quando comparamos o resultado de janeiro de 2013 e janeiro de 2012. Houve aumento de cerca de 50% nas exportações neste período.
 
Restrições:
Em virtude do achado priônico do Paraná ocorrido em 2010, as exportações brasileiras encontram restrições para os seguintes mercados: Japão, China, Taiwan, África do Sul, Arábia Saudita, Peru, Coréia do Sul. Em 2012 estes países representaram juntos, cerca de 5% do volume total exportado pelo Brasil.
 
Líbano e Jordânia restringiram as importações apenas da carne originada no Estado do Paraná.
 
A ABIEC, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, e o Ministério das Relações Exteriores estão trabalhando em conjunto para as restrições sejam revogadas com a maior brevidade possível.


quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Ractopamina é encontrada em cargas de carne suína



Segundo a coluna do jornalista  Mauro Zafalon desta quinta feira, publicada no jornal Folha de São Paulo, as autoridades sanitárias russas encontraram resíduos de ractopamina, um promotor de crescimento, em cargas de carne suína da Sadia e da Seara. A Rússia não aceita a presença da substância na carne.

O Brasil já recebeu uma oficial notificação, o  chefe do serviço sanitário russo enviou uma carta ao secretário de Defesa Agropecuária, Ênio Marques, com o resultado dos exames feitos em laboratório. Caso a violação volte a ocorrer, a Rússia avisou que vai impor restrições temporárias às exportações de carne dessas empresas.

Além das empresas brasileiras, EUA e Canadá também foram advertidos pelas autoridades sanitárias russas pela presença de ractopamina em cargas exportadas.



sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Governo brasileiro vai esclarecer a três países caso EEB


Com o objetivo de esclarecer aos governos do Japão, África do Sul e China sobre o caso não-clássico do agente da Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB), o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) enviará missões oficiais para esses países. Até o momento, essas foram as nações que notificaram oficialmente ao ministério a respeito da interrupção temporária das compras de carne bovina brasileira.

Os três países já receberam informações do Governo brasileiro sobre o tema e outros esclarecimentos ainda serão prestados nos próximos dias. De acordo com o titular da Secretária-Executiva do Mapa, José Carlos Vaz, “é natural, ao tomar conhecimento via imprensa, que a reação de alguns países seja de cautela”, afirmou.

O Brasil também está intensificando os contatos com os maiores importadores da carne bovina brasileira. Serão prestadas todas as informações aos parceiros comerciais do Brasil em todo o mundo. “Reforço que o rebanho brasileiro é de qualidade, o Sistema Veterinário Brasileiro é um dos melhores do mundo e em breve as negociações serão normalizadas”, disse o secretário de Defesa Agropecuária, Ênio Marques.

Em 2012, o Brasil é o segundo maior exportador de carne bovina do mundo. Entre janeiro e outubro deste ano, somando miudezas, in natura e industrializada do produto, o Brasil vendeu 1,024 milhão de toneladas para o mercado internacional. Os dados são do Sistema de Estatísticas de Comércio Exterior do Agronegócio Brasileiro (Agrostat).

A China, nos dez primeiros meses de 2012, comprou 10,1 mil toneladas de carne bovina do Brasil. O Japão adquiriu 1,3 mil toneladas, enquanto a África do Sul, 293 toneladas.

Em relação às notícias sobre o embargo às importações por parte do Irã, o secretário Ênio Marques disse que o governo brasileiro não recebeu nenhum comunicado oficial. O Irã é o sétimo principal destino das exportações brasileiras de carne bovina, respondendo por 5,8% dos embarques. Na Venezuela, o setor privado pediu ao governo que suspenda a importação de carne bovina e de gado vivo do Brasil. A Venezuela é o quinto maior mercado das exportações brasileiras de carne bovina. Com informações do Ministério da Agricultura e Agência Estado.


quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

A notícia não é oficial mas as consequências já se refletiram nos principais mercados


Notícias repercutem negativamente o episódio envolvendo o mal da "vaca louca" ocorrido no sul do país e autoridades brasileiras devem se manifestar nesta quarta-feira. O secretário do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (MAPA) Célio Porto está na Rússia negociando o embarque da carne brasileira àquele País, e deve emitir nota oficial ainda hoje, já que o Japão embargou oficialmente a carne do Brasil e o Irã se recusou a receber uma carga nesta terça-feira.

O Ministério da Agricultura e a Associação Brasileira da Indústria Exportadora de Carne(ABIEC), ainda  não receberam nota oficial do governo Iraniano, mas o fato é que as ações das principais indústrias frigoríficas despencaram nesta semana na bolsa brasileira e os países importadores temem a contaminação por meio de ingestão da carne importada do Brasil.

Segundo um porta-voz da indústria exportadora, o Irã preferiu não receber essa carga, mas ainda não embargou oficialmente a carne brasileira.  O Secretário de Defesa Agropecuária do ministério Ênio Marques assegura que “O caso, detectado há dois anos, é uma ocorrência antiga e isolada, que não traz nenhum risco à saúde pública e à sanidade animal do país”.

O Secretário informa que o caso foi encontrado em procedimentos de vigilância sanitária de rotina estabelecidos pelo Mapa. Ele ressalta ainda que foram realizados, de 2004 até hoje, cerca de 25 mil exames laboratoriais e jamais houve qualquer achado semelhante no País. Além disso, o Secretário informa que o consumo de proteínas de origem animal por ruminantes é proibido no Brasil desde 1996, além do sistema de criação da pecuária brasileira (extensivo) ser refratário à ocorrência do caso clássico da doença.

O Brasil seguiu todos os procedimentos de diagnóstico laboratorial e de investigações epidemiológicas complementares estabelecidos para o caso, tanto aqueles de nível nacional, quanto às diretrizes internacionais definidas pela OIE.

A qualidade do sistema de prevenção da EEB do Brasil é reconhecida internacionalmente pela OIE, que em 2012 incluiu o País na relação de países com “risco insignificante para a EEB”, a melhor categoria mundial possível para essa doença.

O presidente Pedro Gustavo Novis, da Associação dos Criadores de Nelore do Brasil, raça que representa mais de 80% do rebanho brasileiro, ressalta que o Brasil segue todos os protocolos sanitários exigidos pelos Organização Mundial de Saúde Animal e que não há motivo de preocupação.

Segundo Guilherme Marques, Diretor do Departamento de Saúde Animal e Delegado do Brasil perante OIE, o presente resultado laboratorial não afeta o mencionado reconhecimento. “Nossos procedimentos demonstram a transparência e a fortaleza do sistema de vigilância implantado no Brasil, pois nenhum país do mundo está livre de identificar um caso como esse, razão pela qual a própria OIE não classifica os países como livres de EEB, a exemplo do que é possível fazer para outras doenças (febre aftosa, peste equina, PPC, entre outras).”, frisa.

Deve ser destacado ainda que a carne e leite bovinos são considerados pela OIE como alimentos seguros, ou seja, totalmente isentos de risco para a população humana, mesmo quando da ocorrência de casos típicos da enfermidade em um país, o que não é o caso.

Diversos países já registraram casos semelhantes, como Estados Unidos, Canadá, Japão, Portugal e Inglaterra. Somente no ano passado, a União Europeia comunicou 06 casos de EEB atípica junto a OIE. 

Fonte: MAPA/ABIEC/ Comunicação Nelore do Brasil