terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Projeto Brazilian Cattle registra boom de exportações em 2012


Durante todo o ano de 2012 as exportações totais das empresas associadas ao projeto resultaram em uma cifra superior a 403 milhões de dólares. Este número engloba as negociações realizadas por todos os segmentos contemplados pelo projeto.
 
Este número é motivo de comemorações por ilustrar um crescimento muito acentuado das exportações de nossos parceiros no último ano. Em 2011 obtivemos um resultado pouco abaixo dos 247 milhões de dólares, o que nos evidencia que o crescimento, em um ano, atingiu a impressionante marca dos 63%. 
 
Se analisarmos o crescimento das exportações desde o início do Brazilian Cattle, entretanto, este número se mostra ainda mais impressionante. Em 2003, ano de fundação do projeto, a soma de todas as exportações dos associados era de aproximadamente 5 milhões de dólares. O crescimento registrado em todo o período, portanto, é de pouco menos que 8.000% (oito mil por cento).
 
O crescimento é certamente impressionante, e nos leva a várias conclusões. O mercado internacional tem se mostrado cada vez mais receptivo a produtos relacionados à cadeia da pecuária zebuína brasileira, e nossos criadores e empresas tem sabido aproveitar este cenário favorável em prol de seus produtos e serviços. Grande parte disso é resultado do trabalho do Projeto Brazilian Cattle, que ao longo destes quase 10 anos de existência promoveu a abertura de diversos mercados através de ações promocionais em toda a faixa tropical do globo. Além disso, o projeto articulou, junto ao MAPA – Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, a viabilização de protocolos sanitários com diversos países, a exemplo do recentemente aberto protocolo para exportação de sêmen bovino para a África do Sul. Estes protocolos são o primeiro instrumento necessário para possibilitar a exportação de animais vivos, sêmen ou embriões a determinado país.
 
Em 2013, o Projeto Brazilian Cattle renova seu convênio com a Apex-Brazil – Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos, e redesenha suas estratégias para o próximo biênio. Este é um processo meticuloso, que leva em conta as realidades atuais de cada país e de cada empresa associada, a fim de assegurar que ao final do próximo ano possamos, mais uma vez, apresentar resultados tão positivos quanto os atuais. A renovação do convênio é, ainda, o momento ideal para que novas empresas e criatórios integrem o Projeto Brazilian Cattle, e passem a usufruir também de todos os resultados positivos que esta iniciativa pode alcançar.

Para consultar sobre novas adesões, entre em contato pelo e-mail comunicacao@braziliancattle.com.br, ou pelo telefone   34 – 3319 3963.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Dilma antecipa plano agrícola, promete mais recursos e juros menores

A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta segunda-feira, 4, em Cascavel (PR), que o Plano Agrícola e Pecuário 2013/2014 será lançado até maio e terá mais recursos do que os R$ 115 bilhões para agricultura empresarial e os R$ 18 bilhões para a familiar de 2012/2013, bem como juros menores.Tradicionalmente, o plano é apresentado em junho para o período de safra iniciado em julho.
 
"O que os agricultores gastarem, nós cobriremos. Se eles conseguirem tomar para custeio e investimento, teremos mais recursos", disse Dilma na abertura do Show Rural Coopavel , na cidade paranaense. A presidente elogiou a agricultura brasileira e afirmou que no Brasil há uma "receita vencedora", que é fazer com que toda vantagem competitiva, de clima, sol, solo, seja somada à tecnologia, pelos produtores. "O Brasil é extremamente competitivo, chova ou faça sol, na produção de alimentos", afirmou a presidente. "Essa receita nos transformou em uma potência agrícola", completou.
 
Dilma citou também a redução dos juros na política agrícola e no Programa de Sustentação do Investimento (PSI), de 5,5% para 2,5% ao ano, para a aquisição de máquinas e equipamentos. "É importante que agricultores tenham acesso ao financiamento", disse. Para ela, há uma consciência da importância da agricultura brasileira, "não só porque gera superávit, mas pela inovação e transformação do País em mais desenvolvido".
 
A presidente afirmou que o setor agrícola tem maturidade suficiente para enfrentar os desafios e avaliou que, com o aumento de recursos para a agricultura familiar, "há imensa possibilidade" do aumento da produtividade para o setor.
 
A presidente citou a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) como exemplo de pesquisa no setor agrícola e disse que o governo está "na reta final da (criação da) agência que irá cuidar estritamente da assistência técnica, desdobramento que irá levar o conhecimento aos produtores, uma extensão, um braço da Embrapa".



Pesquisa e crédito influenciam alta da produtividade agropecuária


Um estudo dos técnicos do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) apontou que Brasil e a China são os principais mercados que mais aumentaram a produtividade agropecuária entre os anos de 2001 e 2009. No caso brasileiro, os levantamentos apontam que fatores como a pesquisa, o crédito agrícola e as exportações influenciam diretamente nesse crescimento. A análise é da Assessoria de Gestão Estratégica do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

A Produtividade Total dos Fatores (PTF) é o cálculo feito a partir da divisão entre a produção nas lavouras e na pecuária sobre os insumos utilizados no campo (entre os quais trabalhadores rurais, máquinas agrícolas, defensivos e fertilizantes).

De acordo com o estudo, o aumento de 1% nos gastos com pesquisa é responsável por um crescimento da PTF de até 0,35% em 10 anos, enquanto o acréscimo de 1% nos desembolsos do crédito rural (custeio, investimento e comercialização) eleva esse índice em 0,25% e o impacto das exportações em 0,14%.

“A produtividade de um país deve ser alta para tornar o produto competitivo no mercado internacional, o que explica as exportações como um fator relevante sobre os acréscimos no PTF,” explica o coordenador de Planejamento Estratégico do Mapa, José Garcia Gasques.

O crédito agrícola no Brasil aumentou de R$ 17,9 bilhões concedidos em 2001 para R$ 75,1 bilhões em 2009, alta de 319,5%. Já as exportações agropecuárias brasileiras tiveram acréscimo no período de 171,8%, passando de R$ 23,8 bilhões para R$ 64,7 bilhões.

Outros indicadores apontam melhorias nas rodovias, telecomunicações, irrigação e energia elétrica como fundamentais, além da mudança na qualidade dos insumos; deslocamento da produção para novas regiões do Norte, Centro Oeste e Centro Nordeste; e por 69,2% do perfil das pessoas ocupadas nos campos estarem na faixa etária entre 15 e 49 anos.
Brasil em destaque

Os dados levantados pelo Ministério da Agricultura baseiam-se na obra “Crescimento da Produtividade na Agricultura: Uma Perspectiva Internacional” (Productivity Growth in Agriculture: An International Perspective), que analisa a elevação da produtividade agrícola em 156 países, inclusive o Brasil.

O crescimento do Brasil quanto à produtividade total dos fatores foi de 4,04% na década 2001-2009, enquanto a taxa mundial foi de 1,84%, no período. “Brasil e China são os que mais têm elevado a produção e a produtividade, entre as maiores economias do mundo. Esse fato é atribuído aos pesados investimentos em pesquisa e extensão feitos por ambos os países”, destaca Gasques.



Fazendas Bartira aderem ao PQNN


A história de sucesso das Fazendas Bartira teve início em 1982. Ao longo das décadas seguintes, o grupo modernizou suas operações, aumentando o tamanho do seu rebanho e melhorando a qualidade do pasto, da reprodução, da genética, dos equipamentos e da equipe gerencial.  Depois de estabelecer uma operação de pecuária de primeira linha, passaram a focar na expansão de suas operações para outras áreas. 


Com o intuito de minimizar os impactos negativos de suas atividades e potencializar seus benefícios, as Fazendas Bartira possuem Sistema de Gestão Integrado para Agricultura seguindo rigorosos padrões socioambientais, além de participar ativamente de seis programas ligados a sustentabilidade e práticas de menor impacto, frequentemente indo além das demandas da legislação vigente.

Por decisão estratégica, as Fazendas Bartira priorizam a venda dos bezerros no desmame. A comercialização é feita em leilões, com o público alvo de pecuaristas e confinadores.  Os animais da empresa têm potencial comprovado para engorda e abate aos 18 meses de idade, com peso superior a 17 arrobas, garantindo carne com a qualidade exigida pelo mais refinado mercado consumidor.

Com tantas práticas de sucesso, as Fazendas Bartira não poderiam estar de fora do Programa de Qualidade Nelore Natural (PQNN) que visa fornecer ao mercado carne bovina com identificação de origem e qualidade controlada, proporcionando maior transparência e segurança aos consumidores.

Com um rebanho de alto índice de produtividade, a premiação do PQNN para as Fazendas Bartira atingiu o valor de R$4.427,00, com 161 animais no padrão Nelore Natural, o que demonstra que os investimentos em produtividade e novas tecnologias impulsionam automaticamente maior rentabilidade para a propriedade.

A imagem positiva conquistada pela produção das Fazendas Bartira provocou uma forte fidelização de clientes. A comercialização de seus animais é feita na Região Oeste do Estado de São Paulo, no Triângulo Mineiro, em Cuiabá, no Vale do Araguaia no Mato Grosso e na capital nacional do bezerro de qualidade (Camapuã) no norte de Mato Grosso do Sul.

O rebanho das Fazendas Bartira se distingue pela excelência na produção de animais das raças Nelore e de seus cruzamentos com as raças Angus, Pardo-Suíço e Santa Gertrudis. Os resultados desses cruzamentos garantem aos pecuaristas precocidade, ganho de peso e um bom acabamento de carcaça, fazendo com que eles obtenham retorno satisfatório sobre seus investimentos.

A opção por essas raças para o cruzamento com matrizes Nelore se deu por atender as principais exigências de mercado: maciez, textura, tamanho e acabamento de gordura.

Sobre o Programa de Qualidade Nelore Natural (PQNN):  
Opera exclusivamente em parceria com o Grupo Marfrig e  está presente em  06 unidades (Rio Verde, Mineiros, Tangará da  Serra, Paranatinga, Rolim de Moura e Bataguassu) habilitadas em 4 estados do país (GO, MS, MT e RO), com mais de 400 pecuaristas participantes. A Nelore do Brasil mantém seis técnicos zootecnistas e veterinários nestas regiões.

De outubro de 2010 a outubro de 2012, 407 pecuaristas já foram premiados, com uma média de R$ 10.378,19 de premiação recebida por pecuarista e 125.344 animais premiados com media de R$ 1,99 a mais por @ podendo chegar a R$3,74 por @; O Marfrig Group já soma R$ 4.223.922,27 de premiação paga  aos sócios participantes do programa com uma média de R$ 32,89 por animal premiado.  
                                                                                                                                                    
O PQNN conta com o apoio técnico e institucional da Dow AgroSciences.


Fazendas Bartira 

produção Nelore Natural 

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Na bolsa brasileira, boi e café sobem; grãos cedem


No Brasil, os preços agrícolas oscilaram sem tendência clara no mercado futuro da BM&FBovespa em janeiro. Segundo levantamento do Jornal Valor Econômico -- Valor Data (com base nos contratos de segundo vencimento, normalmente os mais negociados), as cotações médias do boi gordo e do café arábica voltaram a subir após quatro meses seguidos de queda. Os futuros de etanol ficaram praticamente estáveis, enquanto os de soja e milho perderam valor.

Na média, o preço do boi gordo subiu 1,08% na bolsa paulista em relação a dezembro, para R$ 96,70 a arroba, sustentado pela maior demanda por parte dos frigoríficos para a recomposição de estoques e pela postura retraída por parte dos vendedores. De modo geral, o mercado de boi tem se caracterizado pela estabilidade - nos últimos 12 meses, os preços futuros apresentam variação negativa de 1,66%.

Já os contratos de café arábica avançaram 2,6%, a US$ 192,24 por saca de 60 quilos, refletindo a alta dos preços da commodity no mercado internacional. Em relação a janeiro do ano passado, o produto amargou queda de 33,76%. A expectativa de queda na produção brasileira na safra 2013/14 (ano de baixa produtividade no ciclo bianual dos cafezais) e a percepção de que os preços já atingiram um piso após as perdas expressivas acumuladas desde meados de 2011 deram sustentação às cotações.

Nos próximos meses, o mercado deve se voltar para o clima e o desenvolvimento das lavouras brasileiras, em busca de sinais mais claros sobre o tamanho da colheita, que começa em maio. Uma eventual valorização do real frente o dólar (um fator de desestímulo às exportações do Brasil) também pode dar sustentação às cotações.

Os contratos de etanol ficaram praticamente estáveis em janeiro, com elevação de 0,28% em relação a dezembro, para US$ 1.181,29. A decisão do governo de elevar a mistura do etanol anidro na gasolina deve gerar uma demanda adicional de 3 bilhões de litros pelo biocombustível, dando suporte às cotações. Em compensação, analistas de mercado trabalham com um cenário de aumento na oferta de cana-de-açúcar em 2013, o que pode neutralizar o impacto da medida sobre os preços.

Finalmente, os contratos futuros de grãos perderam força na bolsa paulista. Os futuros de soja recuaram 2,14%, para US$ 29,84 por saca de 60 quilos - na variação anual, a commodity registrou alta de 8,8%. Já o milho desabou 6,9%, a R$ 30,07 por saca de 60 quilos. Apesar disso, o preço médio ficou 11,33% acima daquele registrado em janeiro de 2012.

De modo geral, os preços futuros dos grãos têm sido pressionados pela expectativa de uma safra recorde no Brasil. Se a previsão se confirmar, a tendência é de manutenção do viés de baixa durante os próximos meses. 



JBS conclui aquisição de ativos do frigorífico Independência


O grupo JBS, maior processador de proteína animal do mundo, informou nesta quinta, dia 31, que concluiu a aquisição de alguns ativos que pertenciam ao frigorífico Independência, que estava em recuperação judicial desde maio de 2009. A JBS ofereceu R$ 268 milhões pelos ativos da empresa em abril de 2012.

A aquisição inclui quatro unidades frigoríficas em Nova Andradina (MS), Campo Grande (MS), Senador Canedo (GO) e Rolim de Moura (RO). A compra também se estende para dois curtumes em Nova Andradina (MS) e Colorado do Oeste (RO), e dois centros de distribuição e armazéns em Cajamar (SP) e Santos (SP). A compra foi aprovada, por unanimidade, pelos membros do conselho de administração da empresa, em reunião realizada na quarta, dia 30.



Desemprego em 2012 é o menor em 11 anos


A taxa de desemprego de 4,60% registrada em dezembro de 2012 foi a mais baixa desde o início da série histórica da Pesquisa Mensal de Emprego (PME), em março de 2002, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

Em novembro, a taxa de desemprego ficou em 4,90%. E, em dezembro de 2011, a taxa foi de 4,70% - era o piso da série para todos. 

A taxa média de desemprego de 2012, de 5,50%, também foi a menor média anual desde o início da pesquisa. Em 2011, a taxa média de desemprego no ano foi de 6,0%, até então o recorde de baixa. 



EUA: USDA lança certificação para maciez de carne bovina


Após cinco anos de estudo, o Serviço de Comercialização Agrícola do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (AMS/USDA) implementou (em 26 de outubro) um programa onde a maciez da carne bovina pode agora ser legalmente afirmada e comercializada.

O documento foi revisado para incluir requerimentos operacionais que fornecerá flexibilidade para entidades interessadas em ter um programa de maciez certificada pelo USDA. O AMS e a Sociedade Americana para Testes e Materiais (ASTM) trabalharam juntos para desenvolver os padrões a serem usados para propostas comerciais.
 
De acordo com as novas regulamentações, a carne pode ser certificada como “USDA Tender” (valor da força de cisalhamento Warner-Bratzler não maior que 9,7 libras) ou “USDA Very Tender” (valor da força de cisalhamento Warner-Bratzler não maior que 8,6 libras) e pode usar sinalizadores denotando essas categorias se todos os requerimentos forem cumpridos.
 
O valor da força de cisalhamento Warner-Bratzler determina a quantidade de força requerida para cortar uma amostra de carne com meia polegada de diâmetro, de acordo com um documento da Texas A&M Meat Science Station. As amostras precisam ser preparadas e cozidas de acordo com o protocolo da Associação Americana de Ciência da Carne.
 
Um indivíduo ou firma que busque a certificação do USDA para afirmar sobre a maciez de sua carne deve fornecer documentação que descreve como eles cumprirão com os requerimentos do padrão internacional de maciez da ASTM; descrever o processo com um sistema de gerenciamento da qualidade documentada; e demonstrar conformidade com “elementos de desempenho”. Esses elementos de desempenho incluem teste de equipamentos que medem a maciez, fornecendo um plano de amostragem e um plano de rastreabilidade.