sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Plantel brasileiro diminuiu em 2012, aponta IBGE

O plantel brasileiro de bovinos, suínos e aves encolheu em 2012, apontou ontem Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em sua pesquisa Produção da Pecuária Municipal (PPM). Segundo o IBGE, a pecuária enfrentou um cenário desfavorável, marcado pelo aumento nos principais custos de produção e por problemas climáticos, sobretudo no Nordeste. O setor também foi prejudicado pela quebra na produção de soja e milho, itens essenciais no preparo das rações utilizadas sobretudo nos segmentos de aves e suínos.

O rebanho bovino encolheu 0,7%, a 211,28 milhões de cabeças, tendência que deve persistir em 2013 devido ao grande abate de fêmeas. De acordo com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), o Brasil tem o segundo maior rebanho do mundo, atrás apenas do da Índia, onde não há produção comercial. A queda no rebanho foi a primeira desde, pelo menos, 2008.

O Nordeste foi a região onde o rebanho mais diminuiu, 4,5%, para 28,24 milhões de cabeças. O Sul amargou queda de 1,3%, para 27,63 milhões. Centro-Oeste e Sudeste tiveram reduções de 0,4% e 0,3%, respectivamente, para 72,38 milhões e 39,21 milhões. Em compensação, o efetivo cresceu 1,3% no Norte, para 43,81 milhões de cabeças.
No ano passado, o Brasil abateu 31,12 milhões de cabeças de bois (e produziu 7,35 milhões de toneladas de carne), o que significa uma taxa de abate inspecionado de 14,7% em relação ao rebanho total.

O plantel de suínos diminuiu em 1,3%, a 38,79 milhões de cabeças, em 2012. O número de suínos abatidos pelas indústrias inspecionadas foi de 35,98 milhões de cabeças, para uma produção de carne em torno de 3,46 milhões de toneladas. Em 2012, o Brasil detinha o quarto maior plantel de suínos e a quinta maior produção, segundo o USDA. A China é a maior produtora, seguida de longe pela União Europeia e EUA.

Já o efetivo de galináceos sofreu uma retração de 1,9%, para 1,03 bilhão. O mesmo ocorreu com o efetivo brasileiro de ovinos, que recuou 5% em 2012, para 16,79 milhões de cabeças. Puxaram essa queda as variações negativas registradas nos Estados da Bahia, Pernambuco, Piauí, Mato Grosso, Goiás e São Paulo.

Segundo o IBGE, os consumidores sentiram no bolso os efeitos do ano difícil para a pecuária. Conforme o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a carne suína acumulou alta de 8,9% no período, enquanto frango inteiro e o em pedaços subiram 16,9% e 5,4%, respectivamente. Somente a carne bovina ficou mais barata em 2012 - queda 1,55%. Com informações do jornal Valor Econômico.


Foto: Nelore do Brasil

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Semana Mundial da Alimentação realiza fórum em São Paulo


A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO, celebra entre os dias 10 e 17 de outubro a Semana Mundial da Alimentação. Para marcar a data no Brasil, FAO, ANDEF (Associação Nacional de Defesa Vegetal), ABAG (Associação Brasileira do Agronegócio) e EMBRAPA (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) realizaram o Fórum Inovação, Agricultura e Alimentos para o Futuro Sustentável. Este ano as entidades realizadoras do evento apresentaram o tema DESAFIO 2050 durante encontro na capital paulista.

O tema DESAFIO 2050 apresentado pelo fórum nesta quinta edição reflete a questão global colocada pela FAO-ONU em 2009: precisaremos alimentar um planeta com 9 bilhões de habitantes em 2050. Usando ciência e inovação, espera-se que o Brasil responda por 40% do crescimento na produção mundial de alimentos. Como podemos trabalhar juntos para vencer este desafio, em quantidade e qualidade? Conseguiremos aumentar a produtividade e manter preservadas mais de 60% das nossas florestas nativas, como fazemos hoje? Foram os temas abordados pelas lideranças da cadeia produtiva do agronegócio, de alimentos e de setores importantes da sociedade.

Na abertura o representante da ONU no Brasil Alan Bojanic apresentou problemas como os altos custos de energia e desperdícios de alimentos no mundo (hoje 1/3 dos alimentos produzidos se perdem) e apontou o Brasil como uma das principais nações do planeta que conseguiram apresentar um modelo bem sucedido do agronegócio, principalmente quando se fala em aumento de produtividade em menores áreas. Bojanic explicou que o país apresenta tecnologias e soluções inovadoras, abundancia de água doce, mas ainda esbarra em problemas de políticas públicas e  apontou a infraestrutura como um dos gargalos do país.  

Maurício Lopes, presidente da Embrapa lembrou que se nos anos 60 o Brasil era conhecido como exportador de café e açúcar e importava alimentos básicos, após a crise do petróleo na década de 70 o cenário começou a mudar a trajetória, e o país passou de uma situação de dependência para a segurança alimentar e ainda se tornou um dos grandes fornecedores de alimentos para o globo,o que é um "feito inédito no mundo". O presidente da Embrapa acredita que o Brasil construiu com a revolução na agricultura tropical, mas não esqueceu de abordar os desafios como o clima, responsável por boa parte da volatilidade de preços nos mercados globais onde são negociados as commodities agrícolas.

Segundo a FAO o Brasil já é um dos principais celeiros do mundo. Para se ter uma ideia da grandeza do país, segundo dados apresentados, hoje temos 15% das florestas do mundo em território nacional e 12 % das reservas globais de água. Os EUA não possuem nem 1% de florestas nativas preservadas em seu território.

O Google também apresentou soluções de infraestrutura computacional para o agronegócio mundial com ferramentas que permitem o armazenamento e processamento rápido de qualquer volume de informação gerando análises mais precisas que geram decisões mais acertadas.

No evento foram homenageados 10 heróis da Revolução Verde Brasileira: Alfredo Scheid, Alysson Paolinelli, Cacilda Borges, Edson Lobato, Eliseu Alves, Fernando Penteado, Helena Lage, Herbert Bartz e Roberto Rodrigues. São brasileiros que usando a ciência e tecnologia foram responsáveis pela evolução da agricultura nacional frente ao cenário mundial. O Brasil passou de importador de alimentos básicos na década de 70 para grande exportador global de alimentos. Hoje o agronegócio responde por 33% do PIB (Produto Interno Bruto) do país e cada um dos homenageados, com "sua contribuição auxiliou no posicionamento do país como maior produtor mundial de alimentos" afirmou o diretor executivo da Associação Nacional de Defesa Vegetal (Andef), Eduardo Daher.

Apesar de o Brasil ter assumido nos últimos anos a posição de maior potencia global na produção de alimentos , o crescimento da produção ainda não atende as expectativas da FAO para que seja possível alimentar 9 bilhões de pessoas em 2050.  Um bom exemplo pode ser detectado na produção animal. Enquanto a produção brasileira de carne bovina cresceu 5,43% em volume, o consumo interno teve evolução de 7,27%. A diferença entre produção x consumo só não é maior porque as exportações se mantiveram estáveis.

Pesquisadores, empresas e lideranças das cadeias produtivas do agronegócio e outros setores apresentaram seus pontos de vista e compartilharam um desafio que é de todos. Os organizadores FAO, ANDEF, ABAG e Embrapa ainda contaram com o apoio da ONG Mundial The Nature Consevancy (TNC), movimento Todos pela Educação, Google e Rede Globo. 
Da Redação/ Aline Fernandes



quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Circuito Boi Verde realiza etapa de sucesso em Tangará da Serra


 O Circuito Boi Verde de Julgamentos de Carcaças promovido pela Associação dos Criadores de Nelore do Brasil que tem por objetivo promover e fomentar a raça Nelore no país e no exterior, evidenciando seu potencial de produção de carne de qualidade chegou a sua quinta edição na cidade de Tangará da Serra - MT.
 
Sob o formato de uma competição anual a iniciativa se propõe a mapear o perfil de carcaça dos animais da raça Nelore criados sob condições distintas, proporcionar o intercâmbio de experiências e valorizar os criadores que se destacam.  
 
O campeonato foi um dos melhores já realizados no estado e a expectativa para o próximo ano só aumentou,  isso porque a procura dos pecuaristas por informações do circuito durante a entrega dos prêmios que aconteceu na 33º festa do peão de Tangará da Serra e da 22º Exposerra no stand da Marfrig  foi excelente. A vontade de participar das próximas edições estava estampada no rosto dos presentes conta o zootecnista e técnico da Nelore Ricardo Marquardt.
 
A quinta etapa do CBV-Tangará da Serra avaliou 465 animais de oito pecuaristas participantes do município que tem como principal fonte do setor econômico a agropecuária.  A unidade do Marfrig de Tangará da Serra abate hoje cerca de 1.600 bovinos/dia, com capacidade instalada de 1.700 cabeças/dia, abastecendo, também o comércio exterior. 
 
Os animais que foram julgados nesta etapa apresentaram qualidade excepcional e segundo o técnico da Nelore que realizou os julgamentos Ricardo Marquardt " eventos como este vem provar que o pecuarista possui todas as ferramentas necessárias para  produzir uma carcaça Nelore com qualidade e dentro dos padrões exigidos pelos consumidores e pelo frigorifico".  
 
Dos animais entregues e abatidos durante a etapa 69,68% estavam com até 4 dentes; 73,12% apresentaram acabamento mediano e uniforme e 68,82% pesavam entre 18 e 22@.
 
A Arca Agropecuária foi a campeã desta etapa e o segredo deste resultado segundo o diretor operacional da Arca, Paulo Carvalho é a "dedicação , persistência e foco em fazer bem feito". Carvalho explica que para vencer entregou animais jovens e acredita que esta foi sua vantagem, já todos " os participantes deram uma grande demonstração do que somos capazes de produzir uma das melhores e mais saudáveis carnes  do mundo".
 
Ter a oportunidade de mostrar e disponibilizar para o mercado o grande potencial de pecuaristas que agregam valor em sua produção pecuária depende do trabalho de criadores como Diego Catini, um dos vencedores desta etapa que explica que "o segredo para estas conquistas, é fazer bem o dever de casa. É cuidar do nosso produto (boi), utilizando boas tecnologias que estão disponíveis no mercado e explorando o grande potencial existente nesses animais, fornecendo alimentos e produtos de qualidade, melhorando a rentabilidades e os retornos financeiros, respeitando o meio ambiente".
 
Perspectivas positivas para a realização da próxima etapa já é sentimento unânime entre pecuaristas da região. Catini enfatisa que a "expectativa para o próximo ano é fornecer um produto (boi) de maior qualidade, aumentando ainda mais os padrões já disponibilizados com intuito de fornecer ao mercado um produto realmente diferenciado, o que significa mais sabor e qualidade na mesa do consumidor."
 
Marquardt, técnico da Nelore que julgou esta etapa e atua em Tangará espera que no próximo ano o número de animais triplique. Além dos resultados, o diretor da Arca lembra que o " legal desses desafios é a concorrência interna, além da expectativa de superar o que vem sendo realizado a cada ano, o desafio só aumenta!, finalizou o campeão da etapa que já garantiu sua participação para o próximo ano. 
 
Circuito Boi Verde em números
O sucesso do Circuito Boi Verde de Julgamento de Carcaças pode ser demonstrado em números, pois já foram realizados 140 abates em 11 Estados (SP, MS, PR, MG, RO, GO, MT, ES, AC, TO e PA) além da etapa internacional do Paraguai, registrando um total de 90.926 animais avaliados.
 
Em 2013 já foram realizadas 5 etapas, em 6 estados (ES, MS, MT, RO , PA e GO), e uma etapa internacional no Paraguai, totalizando 3.998 animais avaliados.
 
Como participar? 
Os produtores interessados em participar, devem inscrever seus lotes de animais junto ao setor de compra de bovinos no frigorífico participante. O período das inscrições seguirá o cronograma de fechamento da escala de abate da unidade. Os lotes deverão ser inscritos em nome do proprietário e da propriedade concorrente e o número de animais, por lote, será limitado ao mínimo de 01 (uma) carga completa, estando sujeito a variações de acordo com o tamanho dos veículos de transporte e dos currais do frigorífico. Para participar, não é necessário ser sócio da ACNB, e não há custo de inscrição. Atenção, as vagas são limitadas.
 
A programação da etapa do Circuito de Julgamentos é composta por 03 dias de atividades, sendo que o primeiro dia é reservado para recebimento e avaliação in vivo dos animais, o segundo dia  é dedicado ao abate e avaliação das carcaças e o ultimo dia é para a premiação e confraternização dos participantes. Os animais são avaliados pelos zootecnistas e jurados de carcaças da ACNB.
 
ANIMAIS
Podem participar dos julgamentos, animais da raça Nelore, com até 25% de sangue de outra raça zebuína, enquadrando-se nos padrões característicos da raça como Pelagem: cor branca, cinza ou manchada de cinza e presença de cupim. Somente serão aceitos para julgamento animais machos.
 
PREMIAÇÃO
Serão premiados na categoria Melhor Lote de Carcaças os 03 (três) primeiros colocados, conforme descrito abaixo:
 
- 1° colocado: Melhor Lote de Carcaças – Medalha de Ouro
- 2° colocado: Melhor Lote de Carcaças – Medalha de Prata
- 3° colocado: Melhor Lote de Carcaças – Medalha de Bronze
Independente da colocação, todos os lotes e pecuaristas participantes da etapa, automaticamente estarão disputando o Campeonato Nacional, cujo vencedor é premiado na Nelore Fest, em São Paulo, Capital.
 
Vencedores da Etapa Tangará da Serra - MT
1º  ARCA SA AGROPECUÁRIA 
2º FRANCISCO PRADO MAURO
3º CATINI EMPREENDIMENTOS LTDA

Animais no curral antes dos julgamentos

Carcaça avaliada

Os campeões: de branco Diego Catini, no centro Francisco Renato Casale e Paulo Cesar Bittencourt de Carvalho.


Frigoríficos devem manter as margens

Apesar da menor oferta de animais prontos para o abate, os frigoríficos brasileiros de bovinos, suínos e aves tendem a sustentar boas margens operacionais no último trimestre do ano. No caso da carne bovina, a forte demanda externa é ainda mais favorecida pelo dólar em patamar mais atrativo, enquanto que a carne de frango bate recorde de preço no mercado doméstico.

Mesmo no horizonte das empresas de carne suína, que têm dificuldades para repassar os preços para o consumidor e vêm registrando queda nas exportações, a expectativa é que a demanda cresça com o consumo típico das festas de fim de ano.

No mês de setembro, o indicador Esalq/BM&FBovespa para o boi gordo em São Paulo, principal referência de preço da pecuária brasileira, registrou média de R$ 110 por arrobavalorização de 11,9% ante a média de igual mês de 2012. Do ponto de vista de preços do boi, assim, as margens de JBS, Marfrig e Minerva, que lideram os abates de bovinos no país, estão mais pressionadas.

Mas, a despeito dos preços mais elevados do gado bovino, a demanda pela carne bovina brasileira é "forte", conforme relatório do Bank o America (BofA), divulgado no fim de setembro. Maior exportador global de carne bovina, o Brasil vem batendo recorde nas vendas externas do produto, crescendo 20%. Além disso, o dólar na casa dos R$ 2,20 é benéfico para as exportadoras, uma vez que amplia a rentabilidade dos frigoríficos em moeda brasileira.

Mas há riscos no caminho dos exportadores. Outubro mostrará o real impacto do embargo da Rússia a nove frigoríficos, seis da JBS, dois da Minerva e um da Marfrig. O veto, que teve início no dia 2, pode ter impacto relevante, uma vez que a Rússia é a o segundo principal destino das exportações do país. Os frigoríficos afirmam, porém, que poderão exportar para a Rússia a partir de outras unidades que permanecem aprovadas para exportação aos russos.

Ainda no segmento de carne bovina, as próprias avaliações de que a oferta de boi é restrita podem ser relativizadas, uma vez que os abates da gado no Brasil caminham para bater o recorde em 2013, conforme indicam os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Mas é importante ressaltar que a atual entressafra da pecuária, que vai de maio a novembro, foi mais difícil do que esperavam os frigoríficos. A razão é que a oferta de gado criado em confinamento, que responde por 10% dos abates no Brasil, deve cair mais de 10% neste ano, segundo projeções da Associação Nacional dos Confinadores (Assocon).

No que diz respeito à carne de frango, o cenário é de preços elevados devido ao crescimento tímido no alojamento de pintos de corte. Entre janeiro e julho (último dado disponível), o alojamento aumentou 1,82% sobre igual período de 2012, para 3,585 bilhões de cabeças. Nesse cenário, o preço médio do frango congelado no atacado da Grande São Paulo, foi de R$ 4 por quilo em setembro, valorização de 18,6% ante a cotação média de R$ 3,37 por quilo apurada em setembro do ano passado, conforme o Cepea. Trata-se do maior valor para o ano de 2013, em termos nominais. Além disso, é a maior cotação, inclusive em termos reais, para qualquer mês de setembro desde o início da série histórica do Cepea, em 2004. Fonte: Valor Econômico.




terça-feira, 8 de outubro de 2013

Oferta menor e demanda puxam os preços mundiais da carne bovina

Após um período de preços declinantes em vários países, a carne bovina voltou a subir em agosto, superando os valores praticados em 2012. A menor oferta em alguns países, como no Brasil, e importações aceleradas em outros, como na China, dão um novo suporte aos preços.

Esse é o cenário descrito por analistas do Rabobank, uma instituição financeira especializada em agronegócio e que faz um acompanhamento trimestral do setor. Segundo os analistas do banco, houve uma redução nos custos da alimentação dos animais, o que diminui a necessidade de venda.

Um dos poucos países a viver situação inversa a esse cenário foi a Austrália. A seca forçou as vendas, reduzindo o preço médio dos animais em 1% em agosto deste ano, em relação a 2012. No caso brasileiro, os analistas do Rabobank atribuem a alta a uma redução na oferta de animais de confinamentos e a uma maior demanda de carne para exportação. A desvalorização do real também favorece as exportações.

Os Estados Unidos, que vivem um momento confuso devido à decisão de um frigorífico de não comprar a carne produzida com promotores de crescimento, também têm alta de preço. Para o banco, os preços vão continuar em alta tanto nos EUA como no Brasil.

A União Europeia começa a ter uma situação normalizada para a carne bovina, após os escândalos da carne de cavalo. A oferta menor tinha elevado os preços para patamares recordes.

Na China, os preços subiram 31% em um ano. A alta ocorre devido ao declínio da produção local e à necessidade de aumento das importações.
Fonte: 
Folha de São Paulo / Coluna: Mauro Zafalon  


Nelore: conheça mais sobre a raça que representa 80% do gado de corte brasileiro [Projeto Raças]

O Projeto Raças é uma série de artigos do BeefPoint, cada um dedicado a uma raça, que visa reunir opiniões e conhecimento de profissionais que trabalham diretamente com cada uma dessas raças. Elaboramos uma série de entrevistas com esses especialistas. O resultado dessas entrevistas para a raça Nelore está compilado aqui, com a opinião desses especialistas sobre a raça.

Essa série de artigos não representa um endosso especial do BeefPoint em nenhuma das raças que vamos apresentar nesse projeto, mas a opinião e comentários de quem trabalha com cada uma dessas raças. Estamos em contato com as principais raças de corte do Brasil e iremos publicar aqui uma por uma, nas próximas semanas.

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Ministro da Agricultura acredita que embargo da Rússia a frigoríficos brasileiros é temporário

O embargo que a Rússia iniciou na quarta-feira (02/10) contra dez frigoríficos brasileiros é fruto de um “desentendimento” entre o serviço sanitário russo e o governo brasileiro, disse o ministro da Agricultura, Antonio Andrade, na cerimônia de abertura da Semana Nacional da Carne Suína, realizada na capital paulista.

“Achamos que tínhamos atendido a todas as reivindicações dos russos”, afirmou Andrade, referindo-se aos questionamentos feitos pelo russos durante a missão sanitária realizada no Brasil em julho. Diante disso, o ministro confia que as restrições da Rússia à nove unidades de bovinos e uma planta de suínos serão apenas “temporárias”.

Para amenizar o embargo, o Ministério da Agricultura ofereceu, durante as negociações com os russos, “trocar” os frigoríficos suspensos pela habilitação de outras unidades do país, afirmou Andrade. Com isso, a Rússia vetaria as unidades que avalia não cumprir as exigências sanitárias, mas liberaria a exportação de outros frigoríficos brasileiros. Por enquanto, a proposta não vingou.

Apesar disso, o ministro disse acreditar que não haverá impacto nas exportações de carnes do Brasil, uma vez que as empresas poderão exportar para os russos a partir de outras unidades que ainda estão autorizadas a exportar. A Rússia é o segundo principal destino das exportações de carne bovina do Brasil.

A despeito do otimismo, Andrade admitiu “problemas financeiros” na área sanitária. Segundo ele, o ministério não fez repasses neste ano para as agências estaduais de defesa sanitária. O ministro disse que o convênio com as agências foi interrompido na gestão do ministro Mendes Ribeiro (PMDB-RS) por problemas orçamentários.

Apesar da falta de repasses, Andrade garantiu que as atividades de defesa sanitária sob responsabilidade dos Estados não foram “descontinuadas” e que um novo convênio com as agências de defesa será firmado neste mês. Por meio desse novo convênio, afirmou, o ministério repassará R$ 150,8 milhões por ano para as agências estaduais.



Preço de referência do boi gordo em São Paulo subiu 14,5% em um ano

A oferta restrita de boiadas manteve o mercado pressionado para cima na última semana. Compras acima da referência continuaram ganhando força e os reajustes foram constantes em praticamente todo o país, informou nesta segunda, dia 7, a Scot Consultoria. Em São Paulo, a referência terminou a semana em R$ 110,00 a arroba, à vista, com negócios ocorrendo em R$ 111,00 a arroba, nas mesmas condições. O preço é 14,5% maior que o de um ano atrás e está 16,5% acima do registrado o mesmo período de 2010, ano de cotações nominais recordes.

Mesmo os frigoríficos maiores, que normalmente testam mais o mercado, já que possuem alternativas, como contratos a termo, confinamentos próprios ou compra em Estados vizinhos.

A carne bovina também ajudou. O boi casado de animais castrados atingiu o maior valor nominal desde 2010, R$ 7,09 o quilo. Mesmo nos principais Estados confinadores, Goiás e Mato Grosso, houve pressão de alta. A oferta de boiadas de cocho é menor do que a demanda existente. Mesmo com a carne bovina sem osso vendida pelas indústrias com os maiores preços do ano, a margem da indústria fica prejudicada pela escalada de preços da arroba.

A receita da indústria que faz a desossa é 24% maior que o preço pago pela arroba, o menor valor desde a primeira quinzena de setembro.

Mercado de reposição
No panorama geral,  o mercado para a reposição está em alta. Na média de todos os Estados e categorias pesquisadas na semana passada, o aumento de preço médio em relação à anterior foi de 1,4%. A procura está maior que a demanda, principalmente para machos. A alta nos preços da arroba do boi gordo junto à melhora das pastagens, com as recentes chuvas em várias regiões, incentivaram a procura.

Além disso, o mercado enxuto deste ano e a perspectiva de manutenção desse cenário para o próximo ano também incentivam a demanda.

O garrote foi a categoria de machos que teve a maior alta semanal, com valorização de 2,2%, na média de todos os Estados pesquisados. Em São Paulo, o garrote (9,5 arrobas) está cotado, em média, a R$ 1.050,00 por cabeça, com alta de 11,7% em relação ao mesmo período do ano passado. Fonte: Scot Consultoria