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terça-feira, 27 de agosto de 2013

AL é inserida na zona livre da febre aftosa, diz Ministério da Agricultura


Com um rebanho de mais de um milhão de animais - entre bovinos e bubalinos - o estado de Alagoas entrou na zona livre da febre aftosa com a vacinação. O reconhecimento do Ministério da Agricultura incluiu ainda os outros estados do Nordeste.

Em outubro deste ano, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) enviará pleito à Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) solicitando que a zona envolvendo esses estados também seja reconhecida internacionalmente como livre da doença.

Para alcançar esse reconhecimento, os serviços veterinários oficiais dos estados foram submetidos a várias auditorias do Mapa, sendo finalmente aprovados de acordo com os critérios previstos nas Portarias N° 50 de 1997 e N° 4 de 2000.

Além disso, mais de 1,9 mil propriedades foram monitoradas no Nordeste e 68 mil animais, selecionados aleatoriamente, passaram por várias inspeções clínicas e colheitas sorológicas, seguindo critérios técnicos reconhecidos internacionalmente, comprovando a ausência de circulação do vírus da febre aftosa na área.

Combate
As iniciativas brasileiras de combate à aftosa vêm sendo implementadas de forma organizada desde a década de 1960. Em 1992, o Governo Federal lançou o Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (PNEFA), que tem como objetivo principal a implantação progressiva e manutenção de zonas livres da doença. Fonte: G1



segunda-feira, 1 de abril de 2013

Brasil avança para obter status internacional de país livre de febre aftosa

Com todo trabalho de estruturação feito ao longo dos últimos anos e investimentos de
R$ 34,8 milhões nos dois últimos anos em sete estados da região Nordeste e no Pará para erradicação da febre aftosa, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento prevê que até maio deste ano essas áreas sejam reconhecidas nacionalmente como livres da doença. A expectativa é que haja também o reconhecimento desse status pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) em 2014.


Para isso, a Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (SDA/Mapa), juntamente com os serviços veterinários oficiais dos estados de Alagoas, Ceará, Maranhão, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí e Rio Grande do Norte precisou intensificar as ações de estruturação e vigilância a partir de 2008. A Bahia e Sergipe são os únicos estados nordestinos reconhecidos como zonas livres da aftosa, até o momento.

Desde o segundo semestre de 2012, foram monitoradas mais de 1,7 mil propriedades rurais e amostrados mais de 71 mil animais, selecionadas aleatoriamente, levando em consideração critérios científicos reconhecidos internacionalmente. O estudo está previsto para encerrar no início do mês de maio.

No Brasil, 89% do rebanho de bovinos e bubalinos, ou 185 milhões de cabeças, está em zona livre de febre aftosa, que representa 60% do território nacional. Com a possibilidade de inclusão de mais 22 milhões de animais nos oito estados em análise, o percentual passaria a ser de 99%. Após esse processo, faltará apenas os estados do Amapá e Roraima e parte do estado do Amazonas serem reconhecidos como livre de febre aftosa.





segunda-feira, 25 de março de 2013

Brasil cobra fim de travas à carne


O Brasil pediu na Organização Mundial do Comércio (OMC) para que os países que mantêm barreiras às exportações de carne bovina do país depois da confirmação de um caso atípico da doença da "vaca louca" no Paraná, no fim de 2012, as retirem. Dez países continuam a vetar o produto brasileiro: China, Japão, África do Sul, Arábia Saudita, Chile, Jordânia, Catar, Peru, Líbano e Egito.

Na reunião do Comitê de Medidas Sanitárias e Fitossanitárias, encerrada na sexta-feira, nenhum desses países se manifestou, o que não é surpresa, já que as delegações normalmente deixam para as capitais reagirem mais tarde. O único país que se manifestou foi a Argentina, que apoiou o pedido brasileiro de remoção das barreiras. Em Brasília, representantes brasileiros reiteraram, no fim de 2012, ameaças de questionar países na OMC em caso da manutenção das barreiras.

O Brasil tem a seu favor a manutenção de seu status de país com "risco insignificante" para a doença da "vaca louca", reafirmado pelo comitê científico da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE). O comitê recomendou "forte monitoramento" da doença. Na ocasião, o comitê afirmou que a identificação do caso único da doença não colocava em risco a saúde animal ou dos consumidores dos parceiros do Brasil.

Fonte: Valor Econômico Por Assis Moreira | De Genebra



terça-feira, 8 de janeiro de 2013

OIE pede que países suspendam embargos à carne bovina do Brasil


PARIS, 8 Jan (Reuters) - O diretor geral da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) pediu a países que estão impondo embargos às importações de carne bovina do Brasil, depois da descoberta de caso atípico da vaca louca no mês passado, que suspendam as restrições assim que possível, afirmando que a medida é injustificada.

Na semana passada, a secretária de Comércio Exterior do Brasil disse que o país estava considerando recorrer à Organização Mundial do Comércio (OMC) se os países que impuseram restrições ao produto brasileiro não levantassem os embargos.

Desde o anúncio do caso atípico, dez países já impuseram restrições à carne do Brasil ou a seus derivados: Japão, Arábia Saudita, África do Sul, Coreia do Sul, China e Taiwan adotaram embargo total; Jordânia e Líbano restringiram o produto do Paraná; Peru suspendeu completamente por três meses; o Chile restringiu apenas a compra de farinha de carne e de osso. A Arábia Saudita, porém, já voltou a comprar o gado vivo.

Os países informaram que estavam adotando restrições depois que a OIE divulgou informação do Ministério da Agricultura do Brasil de que os testes realizados com uma fêmea morta no Paraná em 2010 apontaram a existência do agente causador da Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB), conhecida como mal da vaca louca. O Ministério da Agricultura informou que o animal nunca desenvolveu a doença, apenas tinha a forma de EEB considerada "atípica" por cientistas.

O diretor geral da OIE, Bernard Vallat, disse que os países têm o direito de adotar embargos provisórios como resposta de emergência a surtos de doenças que dependem de mais informações, mas ele diz que não há razão para tais restrições neste caso. "Um caso em uma população de 200 milhões de cabeças de gado não justifica a mudança de classificação", Vallat disse a repórteres.

A organização com sede em Paris manteve a classificação para o produto do Brasil como risco insignificante para a EEB, o mais seguro entre as três categorias. Este status é concedido a países que mostraram que a doença não existe ou é extremamente restrita.

"De acordo com os padrões da OIE, eles devem acabar com o embargo assim que possível", disse Vallat. A classificação para EEB do Brasil poderá ser discutida em encontro ordinário do comitê científico que deve acontecer em três semanas.

O Ministério da Agricultura informou que dará um prazo até março para que os países levantem os embargos à carne bovina do Brasil antes de tomar qualquer ação legal na OMC.

Vallat enfatizou que mesmo vindo de animais infectados, o consumo de carne vermelha pode ser considerado seguro para seres humanos, diferentemente do que ocorre com o cérebro ou a medula espinhal.

Os embargos totais ou parciais à carne bovina do Brasil em reação ao caso atípico de vaca louca devem ter maior impacto no primeiro trimestre deste ano para as exportações brasileiras, mas a recuperação de importantes mercados e a demanda crescente dos emergentes devem garantir um aumento das vendas no ano, avaliam especialistas.




sábado, 8 de dezembro de 2012

Descartada morte de bovino com suspeita de "vaca louca"


Autoridades brasileiras confirmaram que a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) manteve a classificação do Brasil como de risco insignificante para a doença Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB), conhecida popularmente como mal da "vaca louca".

A Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA), do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), recebeu nesta quinta-feira, a confirmação da existência de marcação priônica (proteína modificada) em amostra de célula de um bovino morto em 2010. Trata-se de um caso de ocorrência não clássica do agente da Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB), uma vez que verificações feitas apontam que o animal não morreu desta enfermidade.

O Mapa informou a OIE (Organização Mundial de Saúde Animal) os resultados das análises deste caso ocorrido em 2010, no Estado do Paraná. Justamente por se tratar de um caso não clássico é que a OIE enviou, nesta sexta-feira, ofício mantendo o status do Brasil como país de risco insignificante para EEB, a melhor classificação existente.
O resultado apresentado pelo Animal Health and Veterinary Laboratories Agency, localizado em Weybridge, na Inglaterra, conclui que se trata de um caso de ocorrência não clássica do agente da Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB) e reforça a certeza de que o animal não morreu da referida enfermidade. O que foi detectado é que o animal possuía o agente causador da EEB (príon), porém, não manifestou a doença e nem morreu por esta causa.

As investigações epidemiológicas não demonstraram qualquer compatibilidade com um caso clássico da doença, uma vez que o bovino de idade avançada (13 anos) morreu em menos de 24 horas e de forma aguda. Além disso, tratava-se de um animal criado exclusivamente a pasto.

O conjunto de sintomas contraria aqueles da EEB Clássica, caracterizada por apresentar quadros clínicos de até meses, e ocorrendo principalmente em bovinos de até sete anos de idade que consumiram rações contendo farinhas de carne contaminadas com o príon.
“O caso, detectado há dois anos, é uma ocorrência antiga e isolada, que não traz nenhum risco à saúde pública e à sanidade animal do país”, assegura Ênio Marques, Secretário de Defesa Agropecuária do Ministério.O Secretário informa que o caso foi encontrado em procedimentos de vigilância sanitária de rotina estabelecidos pelo Mapa. Ele ressalta ainda que foram realizados, de 2004 até hoje, cerca de 25 mil exames laboratoriais e jamais houve qualquer achado semelhante no País.

Além disso, o Secretário informa que o consumo de proteínas de origem animal por ruminantes é proibido no Brasil desde 1996, além do sistema de criação da pecuária brasileira (extensivo) ser refratário à ocorrência do caso clássico da doença.O Brasil seguiu todos os procedimentos de diagnóstico laboratorial e de investigações epidemiológicas complementares estabelecidos para o caso, tanto aqueles de nível nacional, quanto às diretrizes internacionais definidas pela  OIE.

A qualidade do sistema de prevenção da EEB do Brasil é reconhecida internacionalmente pela OIE, que em 2012 incluiu o País na relação de países com “risco insignificante para a EEB”, a melhor categoria mundial possível para essa doença.

Segundo Guilherme Marques, Diretor do Departamento de Saúde Animal e Delegado do Brasil perante OIE, o presente resultado laboratorial não afeta o mencionado reconhecimento. “Nossos procedimentos demonstram a transparência e a fortaleza do sistema de vigilância implantado no Brasil, pois nenhum país do mundo está livre de identificar um caso como esse, razão pela qual a própria OIE não classifica os países como livres de EEB, a exemplo do que é possível fazer para outras doenças (febre aftosa, peste equina, PPC, entre outras).”, frisa.
Deve ser destacado ainda que a carne e leite bovinos são considerados pela OIE como alimentos seguros, ou seja, totalmente isentos de risco para a população humana, mesmo quando da ocorrência de casos típicos da enfermidade em um país, o que não é o caso.

Diversos países já registraram casos semelhantes, como Estados Unidos, Canadá, Japão, Portugal e Inglaterra. Somente no ano passado, a União Europeia comunicou 06 casos de EEB atípica junto a OIE.

Mais informações e nota oficial em português da OIE no link: http://www.agricultura.gov.br/arq_editor/file/Homepage/Nota%20Oficial%20EEB/NOTA%20OFICIAL%20BR.pdf