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quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Abiec quer ir à OMC contra restrições

O diretor executivo da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne Bovina (Abiec), Fernando Sampaio, informou que restrições impostas pela África do Sul, China e Japão à carne bovina brasileira serão contestadas na Organização Mundial do Comércio (OMC). O assunto será encaminhado nesta semana ao Comitê de Medidas Sanitárias e Fitossanitárias, ao qual cabe intermediar os Acordos SPS (Aplicação de Medidas Sanitárias e Fitossanitárias). 

Os três países suspenderam as compras do Brasil em dezembro de 2012, na época da confirmação do caso não-clássico de Encefalopatia Espongiforme Bovina ( também conhecida como mal da Vaca Louca) no Paraná em 2010.

O principal argumento do governo brasileiro é que, apesar do episódio no Paraná, a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE, na sigla em inglês) não mudou a classificação do País, que tem risco insignificante para Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB), também conhecida como doença da vaca louca. Arábia Saudita, Iraque, Kuwait, Catar e Bahrein até agora não reverteram a suspensão temporária das compras de carne bovina brasileira.

Em entrevista recente ao Portal DBO, o presidente da Abiec, Antônio Camardelli, mencinou que, no caso da África do Sul, a negociação política e diplomática se esgotou. “Há dificuldade de acessar esses mercados e quando isso acontece é com produtos diferenciados. Se não tem motivos para impedir o processo comercial eles precisam nos dar uma justificativa.”

Rússia - Sampaio comentou que a Abiec ainda aguarda um retorno - positivo, mas sem prazo definido - das autoridades russas com relação a um documento enviado após o embargo à importação de nove unidades frigoríficas de carne bovina e uma de suína, que vigora desde o último dia 2. Segundo ele, o documento responde todas as questões dos russos.

O diretor executivo da Abiec comemorou a  liberação de outras seis unidades frigoríficas para venda de carne bovina, intestino cru e miúdos, sem nenhuma restrição, anunciada no último dia 11. A retomada das exportações de carne bovina para a Rússia foi autorizada pelo Ministério da Agricultura (Mapa) nesta segunda-feira, 14. Segundo ele, o País possui 19 unidades liberadas para exportar carne bovina à Rússia, sendo uma em regime de 'maior controle laboratorial'.

“Ainda não dá para saber quanto ampliaremos os embarques com essa nova liberação. De janeiro até essas últimas decisões, trabalhamos com 20 a 25 unidades habilitadas, com exportações de cerca de 30 mil toneladas/mês. Com 19 unidades dá ainda para trabalhar esse volume, mas as empresas precisam de um tempo para se organizarem”, explicou.

Sampaio reiterou a projeção de encerrar o ano com receita cambial de mais de US$ 6 bilhões em exportações totais. 

Imagem: MAPA


terça-feira, 8 de janeiro de 2013

OIE pede que países suspendam embargos à carne bovina do Brasil


PARIS, 8 Jan (Reuters) - O diretor geral da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) pediu a países que estão impondo embargos às importações de carne bovina do Brasil, depois da descoberta de caso atípico da vaca louca no mês passado, que suspendam as restrições assim que possível, afirmando que a medida é injustificada.

Na semana passada, a secretária de Comércio Exterior do Brasil disse que o país estava considerando recorrer à Organização Mundial do Comércio (OMC) se os países que impuseram restrições ao produto brasileiro não levantassem os embargos.

Desde o anúncio do caso atípico, dez países já impuseram restrições à carne do Brasil ou a seus derivados: Japão, Arábia Saudita, África do Sul, Coreia do Sul, China e Taiwan adotaram embargo total; Jordânia e Líbano restringiram o produto do Paraná; Peru suspendeu completamente por três meses; o Chile restringiu apenas a compra de farinha de carne e de osso. A Arábia Saudita, porém, já voltou a comprar o gado vivo.

Os países informaram que estavam adotando restrições depois que a OIE divulgou informação do Ministério da Agricultura do Brasil de que os testes realizados com uma fêmea morta no Paraná em 2010 apontaram a existência do agente causador da Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB), conhecida como mal da vaca louca. O Ministério da Agricultura informou que o animal nunca desenvolveu a doença, apenas tinha a forma de EEB considerada "atípica" por cientistas.

O diretor geral da OIE, Bernard Vallat, disse que os países têm o direito de adotar embargos provisórios como resposta de emergência a surtos de doenças que dependem de mais informações, mas ele diz que não há razão para tais restrições neste caso. "Um caso em uma população de 200 milhões de cabeças de gado não justifica a mudança de classificação", Vallat disse a repórteres.

A organização com sede em Paris manteve a classificação para o produto do Brasil como risco insignificante para a EEB, o mais seguro entre as três categorias. Este status é concedido a países que mostraram que a doença não existe ou é extremamente restrita.

"De acordo com os padrões da OIE, eles devem acabar com o embargo assim que possível", disse Vallat. A classificação para EEB do Brasil poderá ser discutida em encontro ordinário do comitê científico que deve acontecer em três semanas.

O Ministério da Agricultura informou que dará um prazo até março para que os países levantem os embargos à carne bovina do Brasil antes de tomar qualquer ação legal na OMC.

Vallat enfatizou que mesmo vindo de animais infectados, o consumo de carne vermelha pode ser considerado seguro para seres humanos, diferentemente do que ocorre com o cérebro ou a medula espinhal.

Os embargos totais ou parciais à carne bovina do Brasil em reação ao caso atípico de vaca louca devem ter maior impacto no primeiro trimestre deste ano para as exportações brasileiras, mas a recuperação de importantes mercados e a demanda crescente dos emergentes devem garantir um aumento das vendas no ano, avaliam especialistas.




Ministro diz que suspensão de embargo à carne “é questão de tempo”


O ministro de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Mendes Ribeiro Filho, minimizou hoje (7) a suspensão das importações de carne bovina brasileira por dez países e disse que é “só questão de tempo” até as negociações serem finalizadas e os produtos liberados.

“Tenho esse assunto como resolvido. Temos conversado com país por país, mas temos procedimentos externos que precisam ser respeitados. Nós estamos fazendo contatos internacionais definitivos. O Brasil vai cumprir todo o mandamento que precisa ser cumprido e vai defender o que lhe pertence”, garantiu.

Mesmo sem dizer abertamente, Mendes Filho destacou a defesa do mercado interno como principal fator dos embargos à carne brasileira. “É uma ação que países adotam como defesa, para público interno, depois fazem levantamento, comprovam que o Brasil está embasado e fazem a liberação. É só uma questão de tempo, é o jogo”, comentou.

Nesse sentido, o ministro ressaltou que o prejuízo do mercado brasileiro é inferior aos ganhos dos países que proibiram a entrada da carne brasileira. “Não quero dizer se é isso ou aquilo, quero apenas dizer que eu acredito na defesa brasileira e que nós vamos fazer com que o assunto seja totalmente esclarecido a todo o mercado”, garantiu.

O embargo começou há cerca de um mês, quando foi confirmado um caso de doença conhecida como mal da vaca louca ocorrido no Paraná, em 2010, mas divulgado apenas em dezembro passado. Desde então, a importação de carne brasileira foi proibida na Arábia Saudita, Japão, China, África do Sul, Taiwan, Coreia do Sul, Jordânia, Líbano, Chile e Peru.

Especialistas ouvidos pela Agência Brasil avaliaram que o consumo da carne bovina brasileira é de risco desprezível. De acordo com eles, a proibição do uso de rações de origem animal na alimentação dos bovinos brasileiros e o fato de não haver relato de novas suspeitas do mal da vaca louca desde a morte do animal no Paraná são fatores de segurança para o consumidor. Fonte: Agência Brasil / Imagem: MAPA

Ministro da Agricultura Mendes Ribeiro

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Coréia do Sul comunica ao Brasil suspensão das importações de carne


O Itamaraty informou há pouco que a Coreia do Sul incluiu o Brasil na lista de países com risco para a doença da vaca louca. Isso significa que a suspensão das importações daquele país de carne bovina brasileira. 

Com a decisão da Coreia do Sul, são seis os países que anunciaram o embargo à carne bovina brasileira. Além dos sul-coreanos, também já haviam anunciado o embargo a Arábia Saudita, China, Japão, África do Sul e Egito. Fonte: Ministério das Relações Exteriores





segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Egito barra PR por caso “não clássico” do mal da “vaca louca”


O Egito interditou a entrada de carne bovina do Paraná em seu mercado, aumentando a lista dos países que levantaram barreiras contra exportações brasileiras em razão do caso "não clássico" de "vaca louca" confirmado no Estado do Sul do país.

O Valor apurou que autoridades egípcias, que inicialmente tinham sinalizado que não iriam fazer restrições, informaram sobre a interdição verbalmente à embaixada brasileira no Cairo.
Como o Egito é um dos maiores compradores da carne bovina brasileira, com US$ 493,4 milhões (122.599 toneladas) entre janeiro e novembro, a medida pode inquietar pelo risco de causar um efeito cascata no mercado. Mas, como a barreira está restrita ao Paraná, o impacto comercial é insignificante, já que as importações egípcias procedentes do Estado alcançaram apenas US$ 4,3 milhões (1.109 toneladas) no período.

Japão, China e África do Sul suspenderam as importações de carne de todo o Brasil. O foco do Egito somente sobre o Paraná pode ser seguido por alguns parceiros. Na sexta-feira, fontes do setor privado se inquietavam com indicações de que o Chile poderia proibir a entrada de carne bovina procedente do Estado.

"Esperamos que isso não ocorra, porque o Ministério da Agricultura está dando as explicações", afirmou João Sampaio, vice-presidente da Marfrig, à margem de um seminário realizado em Moscou (ver matéria acima). O executivo lembrou que as proibições adotadas por Japão, China e África do Sul afetam apenas 1% das exportações brasileiras de carne bovina.

O Irã, outro grande importador da carne bovina brasileira, continua avaliando o caso e ainda não tomou qualquer decisão. A JBS informou nos círculos comerciais de Teerã que não havia interrupção nos embarques para o mercado local. JBS e Marfrig são as maiores empresas exportadoras de carne bovina do país.

Entre janeiro e outubro, o Irã comprou 59.317 toneladas de carne bovina brasileira por US$ 282 milhões, aparecendo entre os maiores importadores.

A vinda à Organização Mundial do Comércio (OMC) de uma delegação do Ministério da Agricultura para tentar convencer os parceiros de que o caso da "vaca louca" do Paraná é atípico dificilmente impedirá mais reações contra a carne brasileira.
Fontes do governo brasileiro admitem que o problema não é com o caso em si, já que os Estados Unidos registraram ocorrência idêntica e a União Europeia teve cinco no ano passado.

O que está havendo é uma forte desconfiança por causa do grande atraso dos testes sobre a doença. O caso no Paraná começou em 18 de dezembro de 2010, quando um animal morto aos 13 anos com suspeita de raiva teve amostras coletadas para análise obrigatória.

O primeiro resultado do teste foi em 15 de junho deste ano, confirmado em laboratório de referencia internacional no ultimo dia 7. Ao notificar a Organização Mundial de Saude Animal (OIE), o Brasil justificou o atraso por motivo de incidente que teria criado uma sobrecarga no sistema laboratorial oficial.

Uma suspeita é que o Brasil tenha guardado o caso na gaveta para obter, em maio passado, o status de país com risco insignificante para a doença da "vaca louca" pela OIE. Brasileiros rejeitam categoricamente a existência desse tipo de manobra. Em Moscou, a presidente Dilma Rousseff, sabendo da suspeita, disse que mandou investigar os motivos do atraso no anúncio do caso. (AM)


Rússia impõe condições para fim de embargo


Se não conseguiu obter o fim do embargo russo contra as carnes de Paraná, Rio Grande do Sul e Mato Grosso, a visita da presidente Dilma Rousseff a Moscou, na semana passada, pelo menos evitou o fechamento do mercado também para produtores que continuam exportando para aquele país.

Para revogar o embargo sobre as carnes paranaenses, gaúchas e mato-grossenses, as autoridades russas deixaram claro para Dilma que depende de o Brasil cumprir as condicionalidades impostas por Moscou.

Uma delas foi uma garantia adicional de que a carne suína exportada para a Rússia não contenha ractopamina, um aditivo de engorda. Tambem para os bovinos, o Brasil se compromete a não vender carne com uso de outros betagonistas, classe de melhoradores de desempenho que também inclui o cloridrato de zilpaterol.
A exigência das garantias contra os betagonistas não tem relação com o embargo aos três Estados. Vale para o Brasil todo. Na semana passada, a exportação dos Estados autorizados ficou suspensa porque o Brasil dizia que não tinha como conceder certificados com a dimensão das exigencias da Rússia.

Esse ponto foi resolvido por um acordo revelado pelo Valor na sexta-feira. O Brasil vai incluir no certificado uma declaração adicional e laudos laboratoriais atestando que a carne vendida para a Rússia é livre de ractopamina. Com isso, os únicos quatro frigoríficos de São Paulo, Goias, Minas Gerais e Santa Catarina que estao exportando suínos para o mercado russo ficam livres da ameaça de terem as vendas proibidas. As vendas deveriam ser retomada no sábado, dependendo da implementação da papelada pelo Ministério da Agricultura.

Mas o fim do embargo contra os três Estados e os esforços para que os riscos para a produção do resto do país sejam evitados dependerão também da inspeção das plantas exportadoras do Brasil. A terceira condicionalidade é o funcionamento do sistema segregado de produção, que separa os suínos ou o gado produzido sem betagonistas.

Uma missão veterinária russa estará no Brasil no primeiro trimestre de 2013. Os russos sugeriram fevereiro, justamente no carnaval, mas o Brasil alega que nesse periodo estará todo mundo na folia. Na ultima vez, os russos visitaram 20 frigoríficos.

A presença da presidente Dilma em Moscou ajudou os técnicos a desmontarem outro risco, "pelo momento", de a Rússia restringir a entrada de carne bovina em razão do caso "não clássico" de "vaca louca" confirmado no Paraná.

Mas a Rússia, disparado o mercado mais importante para a carne bovina brasileira, exigiu documentos adicionais de Brasília, especialmente sobre testes de "vaca louca" nos últimos anos. Os russos são os maiores compradores da carne bovina brasileira, muito mais importantes do que os países que já decidiram barrar o produto por causa da ocorrência (Japão, China e Africa do Sul) juntos.

O setor privado reagiu ao resultado da visita com um sentimento misto. Para Pedro de Camargo Neto, presidente da Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs), ela "evitou retrocesso, mas não avançou com a solução para o embargo dos três Estados".

Para Camargo Neto, presente em Moscou, o embargo nunca foi causado por questões técnicas. "A saúde publica e animal das carnes desses três Estados é indiscutível. O embargo sempre foi 'burocrático-comercial' e perdura ate hoje pelo atraso do Ministério da Agricultura em responder formalmente a todos os questionamentos dos russos. Os atrasos foram uma constante nesses 18 meses e finalmente, poucos dias antes da chegada da presidente, o Ministério da Agricultura entregou todos os documentos faltantes".
"Eu acreditava que a presença em Moscou eliminasse o argumento, até valido, de atraso na entrega de documentos. Existiria boa vontade de ler tudo rapidamente. A única explicação que tenho é que o governo, ao não priorizar na agenda bilateral a questão carnes, deixando sempre para o último item da pauta, sinalizou erradamente o interesse do Brasil em uma solução para o embargo", afirmou ele.

Na delegação brasileira, as versões eram desencontradas. Um negociador disse que os russos fizeram "vagas promessas" sobre o fim do embargo. Outro afirmou que isso está perto, e só não ocorreu agora "por questões burocráticas próprias dos russos". 

Na verdade, a Rússia pode estar desmotivada. E uma das razões parece envolver o trigo. Moscou tem insistido em obter uma cota para exportar com tarifa zero, ao invés dos 10% cobrados dos países fora do Mercosul. Como o Brasil é membro da OMC, a cota teria que ser aberta para todos os parceiros. Mas a Rússia é competitiva, apesar da distância encarecer os fretes, por exemplo.

Ocorre que essa tentativa de barganha esfriou pelo lado russo. Por razões climáticas, a Rússia perdeu cerca de 20% de sua safra atual de trigo e chegou a cogitar restringir as exportações. Por outro lado, no Brasil há resistências às barganha. Os argentinos, grandes vendedores de trigo, também reclamam.

Em Moscou, o que surpreendeu mais, na verdade, foram os tropeços da presidente Dilma em relação ao tema da carne. Numa reunião com empresários brasileiros, ela chegou a perguntar porque a carne era tão preponderante na agenda bilateral. Notou que, quando abordou o tema na conversa com o primeiro-ministro Dimitri Medvedev, o tradutor riu. Quando o próprio Medvedev ouviu a versão russa, riu tambem.

Depois, em entrevista, Dilma equivocou-se de forma dolorosa, insistindo que o embargo russo é apenas sobre a carne suína - na verdade, vale para todas as carnes de Paraná, Mato Grosso e Rio Grande do Sul.

A presidente, em todo caso, criticou o Ministério da Agricultura pelo anúncio factoide de duas semanas atrás de que o embargo tinha acabado e que surpreendeu Moscou. Afinal, os negociadores russos são conhecidos pelas ambiguidades, que podem significar tudo e o contrário.

Fonte: Valor Econômico / Por Assis Moreira | De Moscou 



sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Rússia ainda avalia suspensão de compra de carne do País


A intervenção da presidente Dilma Rousseff não foi suficiente para convencer o governo da Rússia a suspender o embargo à importação de carnes de três Estados brasileiros, em vigor há um ano e meio. Frustrando a expectativa do setor de anúncio de um acordo, a presidente disse que as autoridades de Moscou ainda analisam documentos e informações apresentadas por Brasília.

"Expressei a expectativa pelo pronto restabelecimento do comércio de carne suína do nosso país e do fim do embargo aos três Estados brasileiros", disse Dilma Rousseff ao lado do colega russo, depois de encontro no Kremlin. Em junho de 2011, a Rússia interrompeu a compra de carnes bovina, suína e de frango provenientes do Rio Grande do Sul, Paraná e de Santa Catarina.

"Eu ficarei surpreso se o embargo não for suspenso", disse Pedro de Camargo Neto, presidente-executivo da Associação Brasileira de Produtores e Exportadores de Carne Suína (Abipecs), antes do encontro entre Dilma e Putin. Mas tudo indica que a pendência relativa aos suínos foi resolvida. Os embarques do produto foram suspensos no dia 7 de dezembro, quando venceu o prazo dado pelos russos para o Brasil adotar um sistema de certificação para garantir que o produto destinado ao país não possui ractopamina - aditivo alimentar que reduz a gordura e aumenta a quantidade de carne nos animais.


Dilma se reuniu com Putin no Kremlin, sede do governo russo. Os dois governos assinaram sete comunicados, que incluem cooperação na área de defesa, de realização de grandes eventos esportivos e de modernização de suas economias. Fonte: Agência Estado




Governo brasileiro vai esclarecer a três países caso EEB


Com o objetivo de esclarecer aos governos do Japão, África do Sul e China sobre o caso não-clássico do agente da Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB), o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) enviará missões oficiais para esses países. Até o momento, essas foram as nações que notificaram oficialmente ao ministério a respeito da interrupção temporária das compras de carne bovina brasileira.

Os três países já receberam informações do Governo brasileiro sobre o tema e outros esclarecimentos ainda serão prestados nos próximos dias. De acordo com o titular da Secretária-Executiva do Mapa, José Carlos Vaz, “é natural, ao tomar conhecimento via imprensa, que a reação de alguns países seja de cautela”, afirmou.

O Brasil também está intensificando os contatos com os maiores importadores da carne bovina brasileira. Serão prestadas todas as informações aos parceiros comerciais do Brasil em todo o mundo. “Reforço que o rebanho brasileiro é de qualidade, o Sistema Veterinário Brasileiro é um dos melhores do mundo e em breve as negociações serão normalizadas”, disse o secretário de Defesa Agropecuária, Ênio Marques.

Em 2012, o Brasil é o segundo maior exportador de carne bovina do mundo. Entre janeiro e outubro deste ano, somando miudezas, in natura e industrializada do produto, o Brasil vendeu 1,024 milhão de toneladas para o mercado internacional. Os dados são do Sistema de Estatísticas de Comércio Exterior do Agronegócio Brasileiro (Agrostat).

A China, nos dez primeiros meses de 2012, comprou 10,1 mil toneladas de carne bovina do Brasil. O Japão adquiriu 1,3 mil toneladas, enquanto a África do Sul, 293 toneladas.

Em relação às notícias sobre o embargo às importações por parte do Irã, o secretário Ênio Marques disse que o governo brasileiro não recebeu nenhum comunicado oficial. O Irã é o sétimo principal destino das exportações brasileiras de carne bovina, respondendo por 5,8% dos embarques. Na Venezuela, o setor privado pediu ao governo que suspenda a importação de carne bovina e de gado vivo do Brasil. A Venezuela é o quinto maior mercado das exportações brasileiras de carne bovina. Com informações do Ministério da Agricultura e Agência Estado.


quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

A notícia não é oficial mas as consequências já se refletiram nos principais mercados


Notícias repercutem negativamente o episódio envolvendo o mal da "vaca louca" ocorrido no sul do país e autoridades brasileiras devem se manifestar nesta quarta-feira. O secretário do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (MAPA) Célio Porto está na Rússia negociando o embarque da carne brasileira àquele País, e deve emitir nota oficial ainda hoje, já que o Japão embargou oficialmente a carne do Brasil e o Irã se recusou a receber uma carga nesta terça-feira.

O Ministério da Agricultura e a Associação Brasileira da Indústria Exportadora de Carne(ABIEC), ainda  não receberam nota oficial do governo Iraniano, mas o fato é que as ações das principais indústrias frigoríficas despencaram nesta semana na bolsa brasileira e os países importadores temem a contaminação por meio de ingestão da carne importada do Brasil.

Segundo um porta-voz da indústria exportadora, o Irã preferiu não receber essa carga, mas ainda não embargou oficialmente a carne brasileira.  O Secretário de Defesa Agropecuária do ministério Ênio Marques assegura que “O caso, detectado há dois anos, é uma ocorrência antiga e isolada, que não traz nenhum risco à saúde pública e à sanidade animal do país”.

O Secretário informa que o caso foi encontrado em procedimentos de vigilância sanitária de rotina estabelecidos pelo Mapa. Ele ressalta ainda que foram realizados, de 2004 até hoje, cerca de 25 mil exames laboratoriais e jamais houve qualquer achado semelhante no País. Além disso, o Secretário informa que o consumo de proteínas de origem animal por ruminantes é proibido no Brasil desde 1996, além do sistema de criação da pecuária brasileira (extensivo) ser refratário à ocorrência do caso clássico da doença.

O Brasil seguiu todos os procedimentos de diagnóstico laboratorial e de investigações epidemiológicas complementares estabelecidos para o caso, tanto aqueles de nível nacional, quanto às diretrizes internacionais definidas pela OIE.

A qualidade do sistema de prevenção da EEB do Brasil é reconhecida internacionalmente pela OIE, que em 2012 incluiu o País na relação de países com “risco insignificante para a EEB”, a melhor categoria mundial possível para essa doença.

O presidente Pedro Gustavo Novis, da Associação dos Criadores de Nelore do Brasil, raça que representa mais de 80% do rebanho brasileiro, ressalta que o Brasil segue todos os protocolos sanitários exigidos pelos Organização Mundial de Saúde Animal e que não há motivo de preocupação.

Segundo Guilherme Marques, Diretor do Departamento de Saúde Animal e Delegado do Brasil perante OIE, o presente resultado laboratorial não afeta o mencionado reconhecimento. “Nossos procedimentos demonstram a transparência e a fortaleza do sistema de vigilância implantado no Brasil, pois nenhum país do mundo está livre de identificar um caso como esse, razão pela qual a própria OIE não classifica os países como livres de EEB, a exemplo do que é possível fazer para outras doenças (febre aftosa, peste equina, PPC, entre outras).”, frisa.

Deve ser destacado ainda que a carne e leite bovinos são considerados pela OIE como alimentos seguros, ou seja, totalmente isentos de risco para a população humana, mesmo quando da ocorrência de casos típicos da enfermidade em um país, o que não é o caso.

Diversos países já registraram casos semelhantes, como Estados Unidos, Canadá, Japão, Portugal e Inglaterra. Somente no ano passado, a União Europeia comunicou 06 casos de EEB atípica junto a OIE. 

Fonte: MAPA/ABIEC/ Comunicação Nelore do Brasil

sábado, 8 de dezembro de 2012

Descartada morte de bovino com suspeita de "vaca louca"


Autoridades brasileiras confirmaram que a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) manteve a classificação do Brasil como de risco insignificante para a doença Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB), conhecida popularmente como mal da "vaca louca".

A Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA), do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), recebeu nesta quinta-feira, a confirmação da existência de marcação priônica (proteína modificada) em amostra de célula de um bovino morto em 2010. Trata-se de um caso de ocorrência não clássica do agente da Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB), uma vez que verificações feitas apontam que o animal não morreu desta enfermidade.

O Mapa informou a OIE (Organização Mundial de Saúde Animal) os resultados das análises deste caso ocorrido em 2010, no Estado do Paraná. Justamente por se tratar de um caso não clássico é que a OIE enviou, nesta sexta-feira, ofício mantendo o status do Brasil como país de risco insignificante para EEB, a melhor classificação existente.
O resultado apresentado pelo Animal Health and Veterinary Laboratories Agency, localizado em Weybridge, na Inglaterra, conclui que se trata de um caso de ocorrência não clássica do agente da Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB) e reforça a certeza de que o animal não morreu da referida enfermidade. O que foi detectado é que o animal possuía o agente causador da EEB (príon), porém, não manifestou a doença e nem morreu por esta causa.

As investigações epidemiológicas não demonstraram qualquer compatibilidade com um caso clássico da doença, uma vez que o bovino de idade avançada (13 anos) morreu em menos de 24 horas e de forma aguda. Além disso, tratava-se de um animal criado exclusivamente a pasto.

O conjunto de sintomas contraria aqueles da EEB Clássica, caracterizada por apresentar quadros clínicos de até meses, e ocorrendo principalmente em bovinos de até sete anos de idade que consumiram rações contendo farinhas de carne contaminadas com o príon.
“O caso, detectado há dois anos, é uma ocorrência antiga e isolada, que não traz nenhum risco à saúde pública e à sanidade animal do país”, assegura Ênio Marques, Secretário de Defesa Agropecuária do Ministério.O Secretário informa que o caso foi encontrado em procedimentos de vigilância sanitária de rotina estabelecidos pelo Mapa. Ele ressalta ainda que foram realizados, de 2004 até hoje, cerca de 25 mil exames laboratoriais e jamais houve qualquer achado semelhante no País.

Além disso, o Secretário informa que o consumo de proteínas de origem animal por ruminantes é proibido no Brasil desde 1996, além do sistema de criação da pecuária brasileira (extensivo) ser refratário à ocorrência do caso clássico da doença.O Brasil seguiu todos os procedimentos de diagnóstico laboratorial e de investigações epidemiológicas complementares estabelecidos para o caso, tanto aqueles de nível nacional, quanto às diretrizes internacionais definidas pela  OIE.

A qualidade do sistema de prevenção da EEB do Brasil é reconhecida internacionalmente pela OIE, que em 2012 incluiu o País na relação de países com “risco insignificante para a EEB”, a melhor categoria mundial possível para essa doença.

Segundo Guilherme Marques, Diretor do Departamento de Saúde Animal e Delegado do Brasil perante OIE, o presente resultado laboratorial não afeta o mencionado reconhecimento. “Nossos procedimentos demonstram a transparência e a fortaleza do sistema de vigilância implantado no Brasil, pois nenhum país do mundo está livre de identificar um caso como esse, razão pela qual a própria OIE não classifica os países como livres de EEB, a exemplo do que é possível fazer para outras doenças (febre aftosa, peste equina, PPC, entre outras).”, frisa.
Deve ser destacado ainda que a carne e leite bovinos são considerados pela OIE como alimentos seguros, ou seja, totalmente isentos de risco para a população humana, mesmo quando da ocorrência de casos típicos da enfermidade em um país, o que não é o caso.

Diversos países já registraram casos semelhantes, como Estados Unidos, Canadá, Japão, Portugal e Inglaterra. Somente no ano passado, a União Europeia comunicou 06 casos de EEB atípica junto a OIE.

Mais informações e nota oficial em português da OIE no link: http://www.agricultura.gov.br/arq_editor/file/Homepage/Nota%20Oficial%20EEB/NOTA%20OFICIAL%20BR.pdf